sábado, 12 de diciembre de 2015

Congreso BRIGA

Se celebra en Santiago de Compostela el congreso de la organización BRIGA, bajo el lema “Com a imparável força da juventude”.

viernes, 4 de diciembre de 2015

Carta de preso

Se publica una carta del preso Raul Agulheiro:

365, para uns, pode ser um simpres número, umha clave, umha quantidade... A outros, ese número nom lhe dirá nada. Para mim som os días que levo privado de liberdade.

Botando a vista atrás, nestes "365 pasos" que andivem, passarom muitas cousas, boas e malas. A vida pode mudar dráticamente num abrir e fechar de olhos, mas nunca deijam de pasar os días, as horas, os minutos. O cárcere nom é mais que um castigo para aquelas pessoas que eligem rachar cos moldes, coas injustizas, coas imposiçons, mas nunca debe ser, nem significar, tempo perdido. Num cárcere intentaram humilhar-te, que traizoes os teus ideais, convertirtenum mais. Só a coherencia e a entrega militante som garantía para superar o castigo carcerario de umha forma digna e com enteireza, e co tempo poder mirar atrás com orgulho, fazer balance e comprender que, mais cedo que tarde, estaremos do outro lado dos muros, e que os anos invertidos por todo um povo na luita pola sua libertaçom, é umha luita que nom cesa, e nom só isso, senom que é umha luita que estamos a ganhar.

É obvio que a luita nas cadeias nada tem a ver coa luita na rua. Deste lado, mais que resistir com firmeza e determinaçom as condiçons que sofremos, nom podemos fazer demasiado. É na rua, o momento e o lugar de agir. Buesquemos os espaços donde se unem a luita pola libertaçom social e nacional (que, como as meigas, habelos nainos)e lixemos a aqueles que, interesadamente, perfeccionam a técnica de luita, já mítica, de agusrdar a que outr@s creen as condiçons das que mais tarde se aproveitaram.

Ponhamos as cartas acima da mesa. Namentres os "guardiáns do cambio"se unem aos da nova social-democracía, os "pequeño burgueses" nacionalistas (note-se a ironía) som os que mantenhem viava a chama da resistência e a demanda da ruptura.

Agora que o "régimen del 78" paraece desmoronar-se, nom temos duvida de que precisamos percorrer o nosso próprio caminho, sem presas, sem comparaçons, para poder materializar-se em umha ruptura real, donde Galiza sexa um agente político soberano, em vez de encontrarnos coa fraude de umha segunda transiçom de 360 graos.

Dixo Castelao "Nós temo fé no nosso povo e mui logo o nosso povo terá fé em nós"

Esta máxima hoje segue em pé. Nom se pode entender a existencia de pres@s polític@s galeg@s nas cadeias do Estado Espanhol, sem um povo que busque reconquistar a auto-conciência colectiva como tal, em umha terra nossa, socialista, popular e democrática. E nom basta com certificar que os movementos existem, há que crêr, também , que tenhem futuro e que ese futuro é nosso.

AVANTE!

sábado, 14 de noviembre de 2015

Asamblea de AGIR

Se celebra en Santiago de Compostela la IX Asamblea de la organización estudiantil AGIR, que cumple 15 años. Dentro de las tesis políticas aprobadas, se acordó la necesidad de continuar el proceso de ir formando una nueva herramienta orgánica unitaria que agrupe al estudiantado gallego cuyos ejes fundamentales sean el soberanismo, el anticapitalismo y la sociedad no patriarcal.
Una vez elegida una nueva Dirección Nacional, se aprobaron en la Asamblea unas resoluciones que trascribimos casi íntegras a continuación:


- O estudantado organizado em AGIR reitera o seu rechaço à política penitenciária do Espanhol, que mantém torturad@s e dispersad@s a milheiros de quilómetros das suas casa a quase umha dezena de pres@s independentistas galeg@s. Cada vez som mais as pessoas vítimas do disparate legislativo imperante e para todas ellas exigimos a sua imediata posta em liberdade. Que voltem para a casa!

- Do máximo órgao de decisom de AGIR fazemos pública a nossa preocupaçom pola escalada repressiva e o macro-recorte em direitos sociais que o atual governo do PP está a levar a cabo, nomeadamente com a Lei Mordaça. Nos últimos meses nós própri@s vivemos nas nossas carnes, como já estamos acostumad@s, essa brutal repressom, mas mantemo-nos firmes no nosso compromisso com as luitas populares. Agora mais que nunca há que fazer valer a consigna de “a sua repressom nom nos vai parar!”.

- AGIR transmite o seu apoio aos povos que luitam pola sua emancipaçom e contra fascismo e o imperialismo dos EEUU, a NATO ou a UE, entre outras, que estám a levar a guerra a diversos pontos do globo, especialmente à Crimeia, Síria, Iraque, Venezuela, Curdistám, Palestina, etc. Para todos eles enviamos um forte saúdo internacionalista.

- Nesta AN de AGIR amosamos a nossa alegria polos avanços que se estám a da no processo soberanista catalám. A esquerda independentista tem um papel de vital importáncia nele e confiamos no seu saber fazer tal e como nos tenhem demonstrado durante anos de luita na rua. Especialemnte queremos parabenizar e enviar folgos às/aos noss@s companheir@s catalás/áns do SEPC, que afrontam um momento histórico decisivo. Independência para mudá-lo todo!

- AGIR tem umha mençom especial para a que foi durante 14 anos a nossa organizaçom política de referência, Nós-Unidade Popular, que decidiu a sua disoluçom neste passado verao. Queremos reconhecer a sua labor e as suas grandes contribuiçons ao que ainda é a pequena história do independentismo galego. Estamos orgulhos@s de ter feito parte do mesmo movimento de libertaçom nacional, e aguardamos seguir avançando na construçom da ferramenta de emancipaçom nacional e social de género para as galegas e galegos. 

- Esta AN resolve enviar os seus melhores desejos para o próximo VI Congresso Nacional de BRIGA, que se celebrará no próximo mês. Esperam-nos tempos de estreitar a colaboraçom entre estudantes e jovens obreiras, arredor dum projeto que temos que contribuir a afortalar e difundir. Com BRIGA na rua a luita continua!

viernes, 30 de octubre de 2015

Operación contra Causa Galiza

Agentes de la Guardia Civil realizan diversas detenciones, en el marco de la denominada "Operación Jaro", contra individuos que se considera vinculados a Causa Galiza o al independentismo gallego.
Agentes de Información de la Guardia Civil se desplazaron desde Madrid para realizar las detenciones y diez registros que se efectuaron en los domicilios de los detenidos y en un local. En la operación se practicaron nueve detenciones en diversas localidades: Santiago de Compostela (1), Boiro (1), Muros (1), Pontevedra (2) y Vigo (4).
Los detenidos están acusados de ser autores de supuestos delitos de enaltecimiento del terrorismo. Según Interior, Causa Galiza "ha experimentado una significativa radicalización de su mensaje tanto en sus comunicados y actos públicos como a través de las redes sociales".
A los detenidos se les acusa de contextualizar y ensalzar la actividad terrorista de Resistencia Galega y del EGPGC y de justificar "la utilización de la lucha armada para la estrategia independentista".
Para los investigadores, el ejemplo más claro de esta radicalización es la organización en 2014 y 2015 del "Dia da Galiza Combatente".

Entre los detenidos destaca Antom Arias Curto, un histórico del independentismo gallego, de 71 años, que lleva más de la mitad de su vida impulsando movimientos independentistas en Galicia. Fue detenido en Vigo.
Además de Arias Curto, fueron detenidos Joam Peres; Borja Mejuto, en Orense; Joam Fernandes (Jonathan Fernández González, conocido como Cake), en Boiro; José Antom Gonzales Maceiras (José Antonio Freire Maceiras), en Muros; los hermanos Óscar y Salvador Gomes, detenidos en Vigo; Enrique T.F.  y Sabela I.G, detenida en Vigo. 
Salvador Gomes quedó libre a las pocas horas debido a sus problemas de salud. 

El juez de la Audiencia Nacional Eloy Velasco puso en libertad dos dos días más tarde a los ocho detenidos que le fueron presentados tras imputarles un delito de integración en organización terrorista por formar parte de Causa Galiza, a la que suspendido de actividades durante los dos próximos años.

El magistrado considera que Causa Galiza se dedicaba a enaltecer las actividades terroristas de Resistencia Galega, con motivo del 'Día da Galiza Combatente' y de los miembros de este grupo y de su antecedente, el Exercito Guerrillheiro do Povo Galego Ceive.
El juez también les retiró el pasaporte y les prohibió salir de España. 

Para el BNG  la «ilegalización» de Causa Galiza es un «ataque a los derechos democráticos», que consideran que se encuentran en retroceso en la Comunidad.
La formación entiende que estas acciones están «amparadas por un marco legal español progresivamente más represivo» que «provoca unas actuaciones policiales y judiciales que tiene como objetivo la prohibición de las opiniones políticas».
El Bloque acusa al PP de usar «a criminalización das ideas» para «facer a súa propia campaña electoral e mediática», y critica «o papel político da Audiencia Nacional».

También Anova hizo pública su crítica contra la operación policial y expresó su respaldo a los miembros de Causa Galiza a travçes de Twitter:: «Todo o noso apoio e solidariedade ás compas de Causa Galiza. A represión do Estado non vai matar as nosas ideas».

Rueda de prensa de acusados (14 noviembre 2015)

lunes, 19 de octubre de 2015

Comunicado de condenado

Se hace público un comunicado remitido por Diego Santim Montero (Diego Santín), que debe ingresar en prisión para cumplir el resto de la condena de tres años impuesta por la Audiencia Nacional.

Respostar à repressom, conservar a dignidade

Sempre que um povo alça a voz contra o sistema estabelecido este contesta coas múltiplas formas de repressom contra qualquer elemento “demasiado” discordante.

Desde “pequenas” sançons económicas por se manifestar a, por exemplo, estudantes em greve que, na maioria dos casos, receveram umha dose extra de repressom na casa. Pasando por sançons económicas esaxeradas e “pequenos” procesos penais a, por exemplo, afeccionados de fútebol por se expressarem livremente nas bancadas ou a sindicalistas decentes por fecharem comércios em dias de greve. E chegando a utilizar a violência contra o povo nas suas múltiplas formas: malheiras de antidistúrbios a manifestantes indefesos, agressons e torturas psicológicas nos calabouços, sacar os tanques à rua se for preciso pola unidade territorial, etc.

O sistema tem tantos e tam diversos recursos e ferramentas que pode escolher á vontade segundo lhe pete. O povo só tem umha ferramenta para contestar a esta repressom, a sua voz, a voz da solidariedade do povo com quem som e fôrom “castigados”. Castigados por nom se calar, por nom se deixar escraviçar, por nom acatar leis injustas ou por milheiros de exemplos mais de dignidade que há, houvo e haverá neste país.

Eu som obreiro, galego e independentista e sofrim a repressom em várias ocasions. Desde os 15 anos e com militáncia ativa até os 23 recebim umha dezena de “pequenas” sançons económicas. Com 17 anos recebim umha visita do “ministério de interior” para que os começasse a informar sobre pessoas “perigosas” a cambio de perdoar multas e sufragar possíveis gastos. Naquela manhá, em que me dirigia à universidade, fum testemunha de como funcionam os sumidoiros do Estado espanhol. Após aquele contacto e, ao te-lo feito público o organismo anti-repressivo Ceivar, nom recebim mais.

Além das sançons económicas ou da oferta de infiltraçom, em setembro de 2012 fum “seqüestrado” pola GC em Vigo e, após 80 horas nas suas maos, ingressei em prissom preventiva durante 150 dias. Recalco as 80 horas à vontade dos meus captores ja que nom som comparáveis á estáncia em prisom. A situaçom dumha pessoa detida baixo o amparo esquizofrénico da lei anti-terrorista e a impunidade outorgada polos juizes da AN é umha situaçom límite tanto física como psicologicamente. A detençom incomunicada é o primeiro “agasalho” da lei anti-terrorista ja que umha vez em prisom som implementadas restriçons coma o isolamento, limitaçom e control das comunicaçons, limitaçom das horas de pátio... justificadas sempre pola natureza política do delito cometido. A situaçom que sofrim eu pessoalmente só a conheço eu, mas, em resumo, poderia dizer que o límite de sofrimento suportável polo ser humano é muito alto e, ainda sendo muito alto, no meu caso fórom quem de chegar e superalo.

De facto, ainda que tentei levar um encerro digno e militante, renunciei ao advogado que solidariamente me proporcionara o organismo anti-repressivo confiando a minha defesa num advogado que prioriçou os interesses do aparato repressor ante os de seu cliente. Atuei de forma indigna diante do juiz da AN numha declaraçom voluntária em dezembro de 2012 a qual meu advogado guiou fazendo da declaraçom praticamente um ditado seu no meu nome sem eu ser quem de lhe pôr fim. Após várias açons pouco claras e com o cúlmen desta declaraçom pudem ver nítidamente que tipo de pessoa era o encarregado da minha defesa e só tinha duas saídas: seguir pola senda marcada por ele da via individual e egoísta ou repor forças e recuperar o controlo da minha defesa. A decisom veu marcada polo exemplo de anteriores militantes presos que fórom quem de manter a dignidade ante tudo ja que na Galiza há tanto exemplos atuais coma pretéritos de galegos e galegas orgulhosos e valentes. No concreto pesárom muito em mim exemplos atuais de companheir@s que pudem conhecer na militáncia e atualmente continuam a luita nas prissons espanholas organizad@s no CPIG.

Após dous anos da detençom e com a teima de recuperar a dignidade fum julgado em outubro de 2014 na AN, defendido por um advogado decente e leal. Assumim ser independentista e a minha colaboraçom (já provada) com XRO. Também respostei á defesa de HNG ja que eu nom o conhecia até que ingressamos juntos em prissom. Após a condena da AN a 3 anos de cadeia veu o recurso ao TS, que resolveu em setembro de 2015 o meu ingresso em prisom.

Em 2015 e pasados ja vários anos dos feitos a “justiça” espanhola da AN respaldada polo TS cobra umha pequena dívida mais. Pequena em comparaçom com companheir@s galeg@s de ontem e hoje que resistem dia após dia neses centros de extermínio da condiçom humana chamados prissons. Companheir@s que sofrem a disperssom sistemática com que o Estado espanhol engade sofrimento ás famílias e amizades.

Pessoalmente afronto esta segunda etapa em prisom com a sabedoria que aporta a experiência e a inteireza e seguridade que aporta manter a dignidade ante tudo. Mantendo as reivindicaçons do CPIG, é dizer, as reivindicaçons dos direitos coma presos políticos que tan dignamente mantenhem a maioria de galegos e galegas encarcerados por motivos políticos mantense a luita do povo galego e a dignidade militante. A via individual somente favorece os interesses do aparato opressor ja que saem perdendo tanto o indivíduo como o movimento.

Antes de rematar, cito a Martin Luther King que dixo: “A grande tragédia nom é a opressom e a crueldade da gente mala, senom o silêncio da gente boa”. A voz solidária do povo é a única ferramenta contra qualquer tipo de repressom do sistema. Nom resta mais que repetir até o final que o povo vencerá e a súa solidariedade é imparável.

Viva a Galiza Ceive
DMQE

domingo, 11 de octubre de 2015

Dia da Galiza combatente

Comunicado publicado con motivo de la celebración del "Dia da Galiza combatente":

Cada 11 de Outubro desde o ano 2001, o independentismo galego conmemora o Dia da Galiza Combatente.
Nessa data Lola Castro e José Vilar perdiam a vida por luitar contra um dos grandes males que assolou a Galiza e que ainda hoje, 25 anos depois, continua a ser um grave problema: o narcotráfico mais as suas redes.

Estado e criminalidade vam de mãos dadas no narcotráfico, umha atividade mui lucrativa e cujos benefícios circulam entre os narcos e os bancos mas também sobre o Estado que, servindo-se das diferentes polícias, empregam as drogas como uma arma. Somente há uns perdedores, o Povo trabalhador e especialmente a sua mocidade mais combativa. Na Galiza, essa aliança arrasou a mocidade nos anos 80 com a introduçom maciça da heroína.
Para o independentismo o narcotráfico sempre foi um inimigo a bater. Conhecemos os efeitos da drogadiçom que anulam a combatividade da juventude, devastam a saúde e criam relaçons pessoais insanas e destrutivas. Igualmente as drogas som empregadas polas polícias como um arma de guerra já que os “camelhos”, sem importar a sua escala, ainda nos nossos dias som convertidos como “chivatos” ao seu serviço.

O Dia da Galiza Combatente comemora umha grande ofensiva do independentismo contra o narcotráfico. Na noite do 11 de Outubro de 1990, o EGPGC atacava com bombas diversos locais propriedade dos narcotraficantes e dos bancos que lhe branqueavam o dinheiro: Cambados, Vilanova de Arousa e Vilagarcia de Arousa acordárom com as explosons que destruíam os negócios legais dos principais narcos das rias.

Na mesma noite os jovens luitadores Lola Castro e José Vilar colocárom umha bomba na discoteca Clangor, em Compostela, assinalada como o centro de distribuçom de drogas. A explosom acidental do artefacto provocou a morte dos dous membros do EGPGC mais dumha moça viguesa e numerosos feridos. Foi um duro golpe de diversa índole que confirmou que a luita, se vai a sério, nem sae grátis nem está isenta de perigos.

11 de Outubro, Dia da Galiza Combatente, FIRMES NA LUITA!

Causa Galiza convocó una concentración en Vigo. También Primeira Linha decidió festejar este día con una concentración en el monte Galinheiro de Vigo en la que participó el dirigente juvenil Heitor Munhoz y Carlos Morais, en representación del Comité Central.

sábado, 5 de septiembre de 2015

Manifiesto Galicia por la soberanía

Un grupo de 16 mujeres independentistas lanzan un manifiesto para relanzar la iniciativa 'Galiza pola Soberania'. El objetivo es ir agrupando adhesiones para formar una "Assembleia Nacional Galega" con el fin de celebrar un primer acto público el 6 de diciembre.

Construirmos Soberania

Algo mais dum ano durou em pleno funcionamento a plataforma dita Galiza pola Soberania. Era um projeto político supra-partidário, de filiação individual, que pretendia acrescentar a consciência nacional de Galiza através de atividades formativas e de lazer, de palestras e debates, de celebrações distantes da agenda estatal, que não concorria a eleições nem disputava espaços com as organizações políticas existentes. Era política de base, que rompia com os velhos modos de fazer. A GpS, a ninguém lhe escapa, nasceu de acordos pontuais entre organizações políticas, mas rapidamente conseguiu que se somassem outras –infelizmente, não todas– e travou uma batalha diária pela sua independência de funcionamento. Embora tantas cautelas, teve luzes e sombras. Entre as primeiras cumpre pôr em destaque o facto invulgar de que pessoas de diferentes mochilas políticas, com diferentes trajetórias e tradicionalmente enfrentadas partilhassem espaços comuns e tecessem cumplicidades e sinergias. Entre as sombras, sem dúvida, cumpre mencionar a sua incapacidade para sair verdadeiramente do espaço que conforma a esquerda independentista galega para atuar como uma autêntica Assembleia Nacional galega.

No momento atual, verão de 2015, o panorama mudou sensivelmente. Assistimos à aparição de novos agentes políticos, à elaboração de táticas inéditas mas, essencialmente, os motivos que deram lugar ao nascimento desse projeto político continuam vigentes. Temos um pais arrasado, sumido numa crise económica sem precedentes, com escassas razões para o otimismo: emigração maciça da juventude, ruína dos setores produtivos, queda demográfica, desastres ecológicos, submissão às diretrizes europeias que não nos beneficiam e, aliás, paira no ambiente uma sensação geral de perda de forças que conduz tantas gentes a pensar que o urgente pode solucionar-se com remendos, não indo ao essencial, ao necessário, isto é, a controlar por nós própri@s as decisões sobre o que nos afeta.

As pessoas assinantes consideramos urgente, perante um tal panorama, reativar o projeto GpS, como um espaço onde seja possível fazer política de base, socializando a ideia de que somos uma nação e que podemos avançar junt@s na solução dos nossos problemas. É certo que algumas das assembleias comarcais da GpS continuaram ativas –a do Morraço é o exemplo mais significativo– mas o projeto deve forçosamente ter um âmbito territorial amplo, deve ser ambicioso e estar coordenado. Seria possível, com efeito, mudar de nome e começar radicalmente de zero, mas provavelmente muitas das energias já conformadas desvaneceriam-se e não estamos em disposição de perder forças. O nome é válido, como são válidos tantos dos textos produzidos, tantos dos projetos que ficaram sem rematar a falta de mais um impulso. As pessoas assinantes estamos prestes a comprometer-nos com o objetivo básico de trabalhar numa plataforma supra-partidária que debata, cá e agora, os problemas deste país e a difundirmos esta ideia básica para integrar quantas pessoas quiserem colaborar, sem nenhum tipo de restrição ideológica nem de siglas neste trabalho.

As pessoas hoje assinantes somos todas mulheres. Não deve ver-se aí nenhum limite, apenas um desafio. A maioria dos projetos políticos, ainda hoje, convocam de preferência os companheiros e, só numa segunda fase e para equilibrar, corrigem-se as listas introduzindo nomes femininos. Achamos interessante que esta vez seja à inversa. Muitas de nós trabalhamos na GpS e já nos conhecíamos dantes por militâncias feministas. Para além disso, as convocatórias lilás têm amplamente demonstrado que mulheres de diferentes ideologias podem conseguir acordos. É por isso que procedemos assim. Não, em absoluto, para discriminarmos ninguém. Antes, estamos chamando os homens, como estamos convocando outras mulheres, mas é justo reconhecer que uma plataforma onde se juntam mulheres militantes de distintas organizações e não militantes, para convocar uma iniciativa que em princípio não tem a ver com os problemas de género é surpreendente. Aí estamos: em construirmos algo radicalmente novo, rupturista, transformador.

Esta iniciativa convoca, portanto, galegas e galegos, pessoas convencidas da necessidade de darmos uma resposta de país aos problemas do país. Não está dirigida por nenhuma organização e dirige-se a todas elas. Não procura construir espaços de confluência eleitoral nem possicionar-se frente aos existentes. Não vem do nada: procede dum período anterior onde se sentaram as bases para começar a trabalhar. Não tem ainda estrutura interna nem está fechada. Esta iniciativa solicita para as pessoas interessadas num tal projeto assinarem e difundirem através das redes sociais, a fim de organizar uma autêntica Assembleia Nacional Galega, forte, plural e diversa, com vistas a celebrarmos um primeiro ato público na emblemática data do 6 de Dezembro. Chamamos, enfim, a constituirmos uma nova Galiza pola Soberania.

jueves, 3 de septiembre de 2015

Presentación memoria Fiscalía 2014

El Rey Felipe VI recibe a la Fiscal General del Estado, Consuelo Madrigal Martínez-Pereda, quien hizo entrega de la Memoria de la Fiscalía General del Estado correspondiente a la actividad del Ministerio Fiscal durante el año 2014.
En ella se dedica un apartado a Resistencia Galega del que ofrecemos un amplio extracto:

De nuevo, el sello de la autodenominada organización terrorista «Resistência Galega», ha hecho presencia en el atentado llevado a cabo en la sede del Concello de Baralla (Lugo). Las reivindicaciones soberanistas, el establecimiento de unas señas de identidad gallega, el antipatriarcado y la defensa del medio ambiente, se encuentran entre las motivaciones de este grupo radical gallego. 
Si bien, la citada organización, solo ha llevado a cabo un atentado en el 2014, hay que tener presente dos hechos significativos: Uno, la publicación el día 17 de julio de un video con un mensaje del miembro de RG A. G. M. con la leyenda: «comunicación desde la clandestinidad de A. G. M. guerrillero de resistencia galega», en el que hace un llamamiento a los nuevos miembros a participar en la «lucha armada», honrando la labor de los combatientes actuales y, en el que advierte de una nueva ofensiva armada. Y otro, la disolución de la Asamblea de Juventudes Independentista, AMI, cantera de «Resistência Galega», ocurrida el 30 de septiembre. Por último citar que, fruto de las operaciones policiales y de la actividad judicial, en la actualidad se encuentran presos un total de OCHO activistas, que están repartidos por varios centros penitenciarios de la península, de ellos dos son preventivos y 6 son penados.
Visto lo anterior se puede ratificar que «Resistência Galega» mantiene la intención y cuenta, con la suficiente capacidad operativa, para llevar a cabo acciones violentas como las perpetradas, atesorando asimismo, el apoyo social de las organizaciones satélites del entramado del MLNG; representando por ello una amenaza potencial, por lo que se prevé que no cederán en su actividad violenta y reivindicativa a lo largo de este 2015. 
Se ha producido la detención de 3 individuos por actividades relacionadas con esta modalidad de terrorismo.

Se ha formulado 1 acusación contra 3 individuos vinculados con esta organización terrorista, y se han dictado 3 sentencias en las que han sido juzgadas 6 personas, todas ellas condenadas:
- Sentencia 6/14 de la Sección 2.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 2/2013, procedente del JCI n.º 4), por la que se condena a A. M. P. como autor de un delito consumado de tenencia de explosivos con finalidad terrorista a la pena de siete años de prisión. 
- Sentencia 25/2014 de la Sección 1.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 1/2013, procedente del JCI n.º 5) por la que se condena a X. R. O. a la pena de 6 años de prisión, y a C. C. V.  a la pena de 12 años de prisión. La sentencia del Tribunal Supremo n.º 878/14 absuelve a éste último del delito de integración en organización terrorista, manteniendo la pena de 7 años de prisión por el delito de tenencia de explosivos con fines terroristas.
- Sentencia 53/2014 de la Sección 1.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 12/2012 del J. C. I. núm. 6), por la que se condena X. R. O. a la pena de tres años de prisión; a D. S. M. a la pena de tres años de prisión y a H. J. N. G. a la pena de once años de prisión .

domingo, 30 de agosto de 2015

Entrevista sobre presos independentistas

Terra Liberada ( Comité de Solidariedade Internacionalista com Galiza e Venezuela) ofrece una entrevista a un portavoz de 'Que Voltem para a Casa!', asociación de familiares y amigos de los presos independentistas gallegos, de la que ofrecemos un amplio extracto:

–Que Voltem para a Casa! es una asociación de carácter humanitario para dar apoyo a las personas presas por motivos políticos y a su entorno familiar y social. ¿Cuáles fueron las motivaciones principales que llevaron a la creación de esta organización solidaria?

Que Voltem para a Casa! nace en 2005 tras las detenciones de Ugio Caamanho y Giana Rodrigues, hecho que se puede calificar como una nueva etapa a nivel represivo contra el movimiento independentista gallego. Desde principios de los noventa, con las últimas detenciones de miembros del Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), no se habían producido detenciones de este carácter y con este resultado: aplicación de la ley antiterrorista, incomunicación, traslado a Madrid, dispersión…

Surge como una plataforma ciudadana para la defensa de los derechos de las presas y presos independentistas y para la socialización de las condiciones de excepcionalidad a las que éstas son sometidas desde el momento justo de su detención.


Tras esta primera oleada se suceden las detenciones y los operativos contra independentistas gallegas que se prolongan hasta la actualidad; la dispersión y la aplicación de medidas de excepción son práctica habitual y continuada… Y así hasta el año 2012, en el que con 12 presas en las cárceles del Estado español vemos la necesidad de asociarnos para defender los derechos no sólo de las presas y presos, sino también de su entorno social y familiar. La dispersión es cruel, deshumana e ilegal, es un castigo contra las familias y amistades de las presas y presos, la política penitenciaria aplicada a las presas políticas es una política de odio y venganza, y todo esto hay que denunciarlo.

–Sabiendo que es una asociación de carácter humanitario, ¿cuál es el trabajo que estáis desarrollando?

Nuestro objetivo prioritario es la defensa de los derechos humanos y fundamentales de los presos y presas independentistas gallegas, que son vulnerados sistemáticamente con la aplicación da la legislación antiterrorista española; esta legislación no sólo viola los derechos de nuestra presas, sino también sus propias leyes e incumple las obligaciones del Estado español en virtud del Derecho Internacional.

Teniendo en cuenta esto, podemos decir que el trabajo que llevamos a cabo se desarrolla en torno a dos líneas básicas de actuación:

Por un lado, tratamos de paliar las consecuencias que la aplicación de estas leyes tienen en las presas y en sus familias y amistades, y sensibilizar a la sociedad con respecto a las mismas. En este sentido, este año centramos nuestro trabajo en informar sobre lo que supone la aplicación de la medida ilegal de la dispersión penitenciaria, y realizamos el «Informe sobre la Dispersión», que es un medio para sensibilizar y una herramienta para argumentar en favor de los derechos humanos y en contra de estas políticas de excepción.

Por otro lado, desde Que Voltem para a Casa! trabajamos en la denuncia de esta situación y en la exigencia del cumplimiento de los derechos de los presos y presas independentistas gallegas. En este sentido, hemos presentado mociones en las alcaldías donde son vecinas/os las presas y presos independentistas gallegos para que insten al Gobierno del Estado español a trasladar a las presas a Galiza; a evitar la arbitrariedad, la subjetividad y la ilegalidad de la aplicación –sistemática y sin razonamiento jurídico– del régimen penal cerrado, y a garantizar el escrupuloso respeto de los derechos fundamentales de nuestras compañeras y compañeros.

Una campaña anual que organizamos y que supone un compendio de esas dos líneas de trabajo es la Marcha a las Cárceles. Por una parte, tratamos con ella de romper con el significado de la dispersión, acercando a los presas y presas independentistas gallegas nuestra solidaridad y nuestro cariño, y también es un acto con el que denunciamos esta situación y exigimos que se respete el derecho de nuestras amigas y familiares a volver a su tierra.

–Y en este momento, para quien no conozca, ¿cuántos son los presos y presas independentistas gallegas y cuál es su situación actual?

Pues en estos momentos tenemos cuatro presos y una presa con las siguientes situaciones:

Maria Osório y Antom Santos, con las sentencias del Tribunal Supremo que los condena a 7 años y 8 meses de prisión. Maria está en el Centro Penitenciario de Mansilla de las Mulas, León, alejada a 237 km; y Antom, en el Centro Penitenciario de Dueñas, Palencia, a 479 km.

Roberto Rodrigues Teto y Eduardo Vigo, también con sentencias del Tribunal Supremo de 13 años y 8 meses de prisión. Teto está alejado a 445 km, en la prisión de Villanubla (Valladolid); y Edu, a 674 km, en el Centro Penitenciario de Ocaña (León).

Y, por último, Raúl Agulheiro, en prisión provisional a la espera de juicio desde el 3 de octubre de 2014, alejado a 840 km, en el Centro Penitenciario de Zuera, Zaragoza.


–En las últimas semanas, estáis desarrollando una campaña para cubrir los elevados costos de presentar una demanda por vulneración de derechos humanos ante le Tribunal Europeo de Estrasburgo, por lo ocurrido durante el juicio a Maria Osório, Antom Santos, Eduardo Vigo y Roberto R. Fialhega, en la Audiencia Nacional española los días 24, 25 y 26 de junio de 2013. ¿Cómo es el proceso legal hasta llegar al Tribunal de Estrasburgo?

El procedimiento se divide en dos fases:

La primera, relativa a la admisión de la demanda, y que corresponde a la Comisión. En esta fase se realiza un examen inicial sobre el cumplimiento de los requisitos de admisibilidad de la misma.
La segunda, una vez admitida la demanda por la Comisión, es la de enjuiciamiento y deliberación por parte del Tribunal Europeo de Derechos Humanos.

La demanda se presentó a finales de mayo, y esperamos que la mencionada primera fase se pueda resolver antes de que finalice el año, o como muy tarde a principios del 2016. La segunda fase es más larga, y suele demorar, desde la admisión, entre dos y tres años.

–¿Cuáles son las argumentaciones en las que se basa esta demanda?

La demanda que se presentó ante el TEDH por vulneración de derechos humanos se asienta en dos bases jurídicas fundamentales:

Por un lado, consideramos que se violó el derecho a un juicio justo y con todas las garantías; concretamente, se denuncia la violación de los artículos 5.1 y 6.1 del Convenio para la Protección de los Derechos Humanos y de las Libertades Fundamentales, artículos que postulan el derecho de toda persona a tener un juicio imparcial, justo y en el que se puedan presentar y practicar las pruebas necesarias para su defensa, algo que sucedió en la vista en la Audiencia Nacional el 24, 25 y 26 de junio de 2013, con la denegación de la práctica de la pericial de la defensa, siendo expulsados de la sala los peritos propuestos y previamente admitidos.

Por otro lado, también consideramos que se vulneró el derecho a la presunción de inocencia, a raíz de las presiones que recibió el Tribunal (poder legislativo) por parte de altas instancias del Ejecutivo; especial trascendencia tienen las presiones de quien en aquel momento era delegado del Gobierno en Galiza, Samuel Juárez, pues él mismo estaba citado a declarar como testimonio. En definitiva, la presunción de inocencia se vulnera cuando el poder ejecutivo presiona al judicial para que se dicte una sentencia concreta.

–Elevar un recurso a Estrasburgo es muy costoso, se calculan aproximadamente 30.000 euros. Desde el 11 de julio está en marcha una campaña de coopfunding para hacer frente a este gran esfuerzo económico. ¿En qué consiste esta iniciativa?

A mediados de julio comenzamos este nuevo proyecto con intención de hacer frente a los gastos de la primera fase del procedimiento. La campaña pretende, también, visibilizar nuestra persistencia y determinación en esta batalla que intentará la derogación de una sentencia política y arbitraria en Europa, y de la existencia en el Estado español de la Audiencia Nacional como un tribunal político de excepción carente de garantías procesales.

Como base de las recompensas que ofertamos en la página de coopfunding (https://www.coopfunding.net/es/campaigns/objectivo-estrasburgo-em-defesa-dos-direitos-humanos/), esta vez contamos con material realizado por los presos y presas de modo artesanal en los centros penitenciarios –carteras, gorros, marcapáginas, marcos, muñecos, etc.–. Además, de nuevo, contamos con una enorme implicación por parte de grupos musicales, escritoras, escritores, artistas y profesionales de distintos ámbitos que están dispuestas a aportar una parte de su trabajo para hacer posible nuestro objetivo. La campaña termina el 6 de septiembre, y animamos a visitar la página y participar en el proyecto…, hay recompensas para todos los bolsillos y también para todos los gustos!! Como ya apuntamos al presentar la campaña, no podemos permitir que por una cuestión económica quede sin concluir este proceso ante el Tribunal de Derechos Humanos. Tenemos no sólo el derecho, sino también la razón, y la responsabilidad como ciudadanos y ciudadanas gallegas de no quedarnos calladas ante la indefensión y la injusticia que están sufriendo nuestras compañeras y compañeros.

Hasta ahora, estamos abrumadas y emocionadas por el apoyo que estamos recibiendo, la solidaridad está llegando desde distintos puntos del Estado, la cantidad de personas que, a pesar de la situación económica que estamos viviendo, no quieren dejar de aportar y ayudar a alcanzar este objetivo.

–¿Qué otras actividades tenéis pensado realizar para la recaudación de fondos?

En principio, la primera parte de la primera fase son aproximadamente 6.000 euros, que con la campaña de coopfunding estamos seguras de que quedarán cubiertos. En caso de ser admitida la demanda a trámite, necesitaríamos de hasta 9.000 euros más, y ya tenemos en meta distintas iniciativas para conseguirlo, que por lo de ahora no podemos desvelar, pero tenemos la certeza de que no va a faltar voluntad y trabajo para llegar… Lo único a lo que tenemos miedo es a los lobbies de presión que el Estado español tiene en Estrasburgo y que nosotras difícilmente podemos combatir. Pero astucia, ganas e iniciativa no van a faltar.

Después, tenemos otros canales habituales durante todo el año, como la venta de material o la campaña de afiliadas que vamos a poner en marcha en breves…

–Recientemente el Tribunal Supremo español absolvió de todos los cargos al militante independentista gallego Heitor Naia, condenado por la Audiencia Nacional a 11 años de prisión, ¿cuál es vuestra lectura de esta decisión?

Después de leer detenidamente y analizar la sentencia del Tribunal Supremo, extraemos tres conclusiones básicas:

La primera, reafirmarnos en nuestra denuncia de la Audiencia Nacional como tribunal político y de excepción. Sólo un tribunal de estas características puede condenar a una persona a 11 años de prisión, basándose exclusivamente en las declaraciones de un co-imputado, que ni siquiera tiene obligación de decir la verdad, y sin pruebas objetivas de ningún tipo que apoyen y den la veracidad a estas declaraciones. La presunción de inocencia y el derecho a un juicio con todas las garantías y a una defensa efectiva deben ser derechos que no se estilan en la Audiencia Nacional…

Por otra parte, la sentencia del Tribunal Supremo nos muestra la importancia de la asistencia jurídica continuada y profesional para garantizar la defensa de sus derechos; sin esta asistencia, los presos y presas están más solas, más abandonadas y vulnerables y con menos derechos. De ahí la importancia del movimiento solidario, y también de ahí que consideremos esta sentencia el fruto de la solidaridad, que no sólo permite a los presos y presas mantenerse firmes y sentirse cobijados, sino también garantizar esta asistencia continuada y profesional.

Por último, queda claro que la solidaridad colectiva, el apoyo mutuo y la camaradería consiguen derrumbar los muros más altos, frente a las salidas individuales y egoístas, que no cuentan con esta fuerza.

–Todas las presas independentistas destacan el papel de la solidaridad organizada para poder resistir a las duras condiciones penitenciarias que el Estado español impone. ¿De qué formas se puede expresar esa solidaridad con los presos y presas independentistas gallegas?

Ahora mismo, para comenzar, cualquier persona que quiera ayudar puede colaborar con la campaña de coopfunding. También puede escribir una carta o postal a las presas y presos, mostrándoles así que estamos aquí fuera, que no están solas; participar en la Marcha a las Cárceles; acudir a las concentraciones mensuales, a las cenas y eventos solidarios que no paran de organizarse en distintos puntos del País…

–Y en el ámbito internacional, ¿tenéis relaciones con otras organizaciones solidarias? ¿Cómo valoráis el apoyo de otros pueblos?

En el ámbito internacional, participamos en julio de unas jornadas organizadas por Rescat –organización de apoyo a las presas políticas catalanas– junto a Etxerat –asociación de familiares de las presas políticas vascas–. En la medida de nuestras posibilidades y junto con organizaciones como la vuestra, esperamos poder hacer llegar nuestras reivindicaciones a todo el mundo, que se conozca que en el Estado español existen presas políticas y la política penitenciaria que se les aplica a éstas, nos parece imprescindible. También daremos prioridad al intercambio de experiencias y dinámicas con otras organizaciones similares a la nuestra dentro del Estado español.

martes, 25 de agosto de 2015

Protestas en Santiago

Decenas de personas protestan en los alrededores de la plaza del Obradoiro, en Santiago de Compostela, por el encuentro de la canciller alemana, Angela Merkel, y el presidente del Gobierno, Mariano Rajoy. Ambos mandatarios visitaron a primera hora de la mañana la catedral de Santiago por lo que esa zona fue cerrada para el público, un hecho que indignó a las personas concentradas en esa zona. 
Durante la protesta, se vivieron momentos de tensión entre manifestantes y los policías que custodiaban los alrededores de la plaza e impedían la entrada de los protestantes al lugar.


Tres militantes vinculados al BNG -Rubén Cela, Paulo Carballada y Alfonso Losada- fueron denunciados por la policía por estos hechos.

sábado, 22 de agosto de 2015

Recibimiento a Héctor Naya

Acto de recibimiento en Vigo al preso Héctor Naya puesto en libertad el 24 de julio tras ser absuelto por el Tribunal Supremo.
A primeros de agosto se había hecho pública una entrevista con él que reproducimos:

Detivérom-te em Portugal e há diferentes opinions de como som os cárceres no país vizinho, qual foi a tua experiência?

Quando me levárom para a prisom em Porto tivem umha cela para mim só, supostamente estava isolado por motivos de segurança segundo me comunicárom. Ai tinha duas horas de pátio e na cela nom podia ter nada mais que a minha roupa, o tempo passava mui devagar porque nom havia leitura, nem rádio mas nalgumha ocasiom vinham os polícias prisionais dar-me conversa e incluso algum interessou-se polo independentismo na Galiza e o conflito que existe no País.

O trato em linhas gerais foi correto e amável se o comparas com o que brinda Espanha às/aos reclusas/os. Igualmente fizérom algumhas exceçons e permitírom-me chamadas de telefone sem estar previamente autorizadas e também umha visita.

E de ai para Lisboa...

Quando me iam extraditar para Espanha, um dia antes deslocárom-me para Lisboa. O traslado foi com os GIPS (Grupos de Intervenção Protecção e Sócorro) que eram quatro homens enormes armados e com chalecos anti-balas. Além dessa imagem que impressionava muito, fôrom mui corretos no trato e levavam-me com coidado, é dizer, nom me golpeavam à hora de meter-me na carrinha e de sentar-me.

Cheguei à prisom EPL (Estabelecimento Prisional de Lisboa) que é umha cadeia mui antiga que está considerada a pior de Europa e tem forma de estrela como os cárceres estadounidenses. Ai meterérom-me num sóto e sentim-me inseguro polas olhadas que recebia por parte doutros presos.

Aginha me atopei com umha porta de madeira e trás ela umha cela totalmente destroçada. Nesse intre o carcereiro dixo-me que ao dia seguinte queria a cela tal e como estava, ao que se referia era à bombilha que colgava do teito porque era o único que nom estava roto. Ademais eles decidiam quando acendiam e quando apagavam a luz polo que impunham quando podias durmir e quando nom.

Ao dia seguinte, após três horas no recibidor na cadeia chegárom novamente os GIPS. Notei que todo o mundo se punha nervoso e respirárom aliviados ao comprovar que me levavam a mim. De contado me fizérom o cacheio integral que realizam em Portugal sempre que saes da prisom e quando chegas. Subirom-me na carrinha até chegar a Badajoz.

Como comentas a extradiçom a Espanha é via Badajoz, como foi essa “entrega” por parte dos polícias portugueses aos espanhóis?

Os GIPS detivérom a carrinha já em Badajoz num posto aduaneiro, ai estavam aguardando dous polícias nacionais uniformados e mais de trinta à paisana mas sem dúvida o que mais me surpreendeu foi que ninguém estivera gravando ou tirando fotografias. Nom é que botara em falta à imprensa se nom quanto menos para dar constância da entrega.

Do trato correto dos GIPS passei ao de sempre da Policía Nacional; golpes no corpo e na cabeça, berros, algemas com as maos cruçadas... A continuaçom lérom-me os “meus direitos” porque deixava de estar preso em Portugal para esta-lo em Espanha e nesse momento aproveitei para solicitar o meu advogado privado mas negárom-mo. Ainda assim percebim que após marchar os polícias portugueses, os espanhóis estavam mais tranquilos, como se pretenderam dar imagem de dureza ante os portugueses.

Estivem nos calabouços até o dia seguinte que me deslocárom aos Julgados da cidade. Chantárom-me frente a umha juíza e ela nom sabia mui bem que fazer nem eu tampouco. A advogada de ofício que me fora asignada solicitava a minha liberdade sem ter dirigido umha palavra conmigo e o fiscal pedia prisom incomunicada. Finalmente a decissom foi a de prisom comunicada.

Ao rematar a vista levárom-me ao cárcere de Badajoz no que tampouco sabiam que fazer conmigo porque nom lhe fora notificado o meu ingresso já que a ordem era que fora para o centro penitenciário de Valdemoro. Novamente tocou aguardar três horas até que me subírom  a um carro caminho de Madrid.

Como fôrom esses primeiros momentos de chegar a Valdemoro?

Ao chegar a Valdemoro nom havia celas baleiras em ingressos e ubicárom-me numha de tránsito na que havia um homem tirado no chao. Estivem com queixas permanentes e ao dia seguinte levárom-me já a umha cela de ingressos mas tivem que fazer um plante, é dizer, negar-me a entrar na cela, porque queriam que compartilhara o espaço com outra pessoa. Neguei-me porque é o teu direito à intimidade e, além da minha condiçom de preso político, também assim o dim os protocolos europeios! Finalmente dérom-me umha cela para mim só, classificárom-me em FIES (Ficheiros Internos de Especial Seguimento) e levárom-me a Audiencia Nacional a declarar. Ai já puidem estar com o meu advogado de confiança e depois de volta a Valdemoro.

Ao terceiro dia no modulo de ingresos veu um “educador” que me explicou que ao estar classificado em FIES só podia estar em dous módulos e que me iam levar a um deles. Quando nom es FIES o “educador” estuda o teu comportamento e pessoalidade e envia-te a um módulo no que esta pessoa considere que nom vas ter nem causar problemas mas no meu caso nom havia muita alternativa.

Logo veu um “preso de confiança” com um carrinho para levar as minhas cousas, detrás de ele vinha um funcionário que me condujo até o módulo e dixo-me “búscate celda”. Fiquei abraiado e ainda para mais nom havia nengumha cela vazia. Ao final resolvim partilhar cela com um preso político basco que também estava coma mim sem classificar. Somentes estivemos um dia juntos porque seguim com a reclamaçom e asignárom-me aginha cela própria.

Quanto se demora em colher o ritmo do funcionamento dentro da prisom?

Eu estivem preso  em duas ocasions e a primeira vez chegas com muita inseguridade porque nom sabes como funciona nada e vas dando paus de cego com todo, incluso com a gente e nom falas com quase ninguém. Ainda assim aos poucos dias já sabes com quem juntar-te e a dinámica. A segunda vez, pola contra, entras pisando mais forte e sabes quais som os teus direitos e quando plantar-te para protestar ou nom seguir-lhe o jogo aos funcionários.

Em saber como é funcionamento interno demoras um par de semanas. Durante os primeiros dias nom sabes como reagir mas depois vas acadando umha rotina de estudos, desportos e atividades. O demais depende do sóciável que seja cada quem mas também da mao esquerda que se tenha. Sabes que ai estás com gente que nom entendem o que é o independentismo mas ainda assim guardam-che certo “respeito” porque sabem que os presos políticos temos dinheiro e que chegado um momento dado podemos fazer-lhes algum favor, por interesse, vaia! Nom obstante, também há algums presos maiores que compartilhárom muitas experiências com presos políticos e que admiram a nossa luita e vontade. Também há algúm preso social ao que tens que dizer-lhe as cousas claras mas o normal é o que comentava anteriormente.

Como é um dia a dia na prisom?

Em Valdemoro estava num módulo de segundo grau polo que todo era mais flexível. Quando estás em primeiro grau as restriçons som maiores, quase totais, nom tens acesso a nengum tipo de atividade e só che “concedem” um par de livros da biblioteca da cadeia mais os que che envia a família ou amizades. Tam siquer podes dispor de umha pelota, nem umha lata de refresco, nem tesouras nem coitelas de barbear que deves de pedi-las e devolve-las nada mais rematar.

Neste segundo grau tinhamos o primeiro reconto às 07:45 e às 08:30 abriam as portas da cela. Em 20 minutos estávamos no comedor e antes de sair da cela recolhias todo o que precisaras durante o dia, por exemplo a roupa para a ducha já que nom havia nas celas.

Pola manhá fazíamos atividades no pátio e manualidades, também podíamos ir ao ginásio três vezes por semana. Às 13:30 o jantar e meia hora depois já nos íamos para a cela até as 16:30 que nos permitiam voltar para o pátio. Às 19:30 ceávamos e às 20:00 subíamos de novo para a cela.

Esta rotina era interrumpida nas fins de semana...

Sim porque tinhamos as visitas! A primeira vez que estivem preso e vinhérom as primeiras visitas foi mui emocionante porque houvera problemas para que as autorizaram. Durante esses momentos é umha subida importante de moral porque achas que estás só e comprovas que há muita gente pendente de ti. Ainda assim também se faz raro falar com as/os amigas/os mediante um vidro, já desta volta foi algo como mais normal.

Sabes que as conversas estám intervidas, que gravam todo, e a partir de ai os encontros som mui diferentes embora muitos dos temas giram arredor de cousas da prisom. As charlas som sempre informais e procurava enterar-me de todo o que ia acontecendo na rua, do mais cotiá incluso mas 40 minutos nom dam para nada... Ao regresso para a cela vas cheio de força embora depois voltas à realidade, ainda assim paga muito a pena!

Lembro que o passava realmente mal quando nom tinha um bom dia e ia ter visita. Nom sabia como tentar que nom se notara e que as amizades nom se sentiram preocupadas porque somentes se tratava de um mal momento puntual, como che pode acontecer na rua.

Preocupaçom que se levam de volta as famílias e amizades durante a viagem de retorno...

Eram 700 quilómetros para vir e 700 quilómetros para voltar. Antes da visita sempre estava intranquilo aguardando que nom tiveram um acidente ou que lhes acontecera algo de caminho, o mesmo quando se iam... Eu retornava à cela e olhava vários telejornais procurando algo de informaçom e também guardava algumha chamada para confirmar que já estavam na casa.

700 quilómetros que se percorrem incluso em situaçons extremas...

Som consciente porque eu mesmo tenho percorrido muitas prisons para ir acompanhar a alguém às visitas com o que podo dizer que o vivim tanto desde dentro como desde fora. Sei o que som os enormes madrugons, passar sem comer porque nom há tempo, conduzir durante horas e horas, gastar muito dinheiro em comidas, gasolina, multas derivadas das pressas.

É umha angústia constante à que se somam ficar durmido ao volante, estar a piques dum acidente, o cansaço... E depois chegas ao cárcere destroçado, estás 40 minutos de alegria compartilhando conversa com a/o presa/o e de novo de volta outras sete horas.

Às visitas também se lhe engadiam as cartas, recebe-ches muitas?

O certo é que em Valdemoro nom recebim muita correspondência e nom porque a gente nom me escrevera se nom porque nom me entregavam muitíssimas cartas. Incluso umha carta do meu advogado que nom está intervida e que a tinham que entregar imediatamente dérom-ma um mês depois!

Nas suas ánsias vingativas do Estado já nom só procura minar-te com a dispersom se nom com todo o que tenha ao seu alcanço e isto é umha ferramenta mais. Polo que estava acontecendo com a correspondência denunciei ante o Julgado de Vigiláncia e como castigo mudárom-me de módulo.

As cartas fam muita ilusom, sempre olhas antes de nada quem che escreve e se é alguém desconhecido nom paras de perguntar-te quem será mas é igualmente emocionante. Depois colhes as cartas e lê-las várias vezes lembrando-te da gente... o de menos é o conteúdo se nom saber que estám ai.

Ao ter restriçom de correspondência so podiamos escrever três cartas por semana e demoravam entre 20 e 30 dias em chegar ao seu destinatário, igualmente quando alguém che envia carta. Ainda assim há em prisons que o límite som duas cartas por semana para enviar.

Normalmente os presos políticos recebem muitas cartas como umha forma mais de rachar com a dispersom e o isolamento, que comentavam ao respeito os presos sociais?

Os presos sociais recebem mais ou menos umha carta cada duas semanas e quase na sua totalidade é da família ou companheiro/a. Nunca lhes chegam cartas de desconhecidas/os dando ánimos e som poucas/os as/os amigas/os que também lhes escrevem. Para nós é impressionante a solidariedade mas eles abraiam-se muitíssimo do amplo respaldo com o que contamos nas ruas.

A respeito da solidariedade que comentas, como se vive desde dentro?

O primeiro é que deves de ser consciente de que fisicamente estás só numha contorna totalmente hostil e que tens que estar concentrada/o ante qualquer cousa que poida acontecer. Esta dinámica de estar pendente dos funcionários ou do restos de presos é realmente esgotador e isto só racha com as cartas, as visitas e as chamadas. Som os momentos nos que nos relaxamos e “saes da cadeia” para estar de novo entre as tuas amizades no ambiente de todos os dias. No caso das cartas também temos esta sensaçom quando estamos respondendo.

Entre esta rotina da que nos falas 4 meses depois o Tribunal Supremo declara a tua absoluçom. Como te entera-ches?

Como os advogados nom podiam ligar para mim enterei-me ao dia seguinte, o 24 de Julho, quando eu liguei para um amigo. Ele já me dixo qual era a sentença e a minha posta em liberdade. Imagina-te! Passei todo o dia mui nervoso e contento aguardando a que chegara o agente judicial para entregar-me a notificaçom.

Esse mesmo dia, tinha umha visita pola tarde à que acudim e durante a mesma chegou o agente. Rematei a visita, despedim-me dos meus companheiros e à rua! Fora estava já gente aguardando-me e ao pouco chegárom companheiras/os da Galiza para levar-me de volta para o País.

Em Compostela havia muita gente aguardando-te...

Chegamos quase no remate dos concertos do 24 pola noite. Foi impresionante ver a toda a gente abraçando-me, muita alegria. Ademais era especial polas datas nas que saira porque tinha a oportunidade de compartilhar a boa nova com todas e ao dia seguinte ir às manifestaçons do Dia da Pátria para continuar reivindicando as demandas que me levárom a prisom.

Nom fôrom poucas as pessoas que te reconhecérom polas ruas...

Sim, a solidariedade sempre é bem-vinda mas também aproveito para comentar que algumhas pessoas se achegárom a mim porque o Tribunal Supremo absolveu-me e quiçá nom seria o caso se houvera sido condenado. Nós seguimos sendo as/os mesmas/os diga o TS o que diga.

A minha saida de prisom temos que ve-lo como um triunfo de todas/os, a mim foi o que me tocou desta volta estar na cadeia mas é um logro coletivo porque levam-se muitos anos trabalhando para que o povo nom seja apresado por motivos políticos.

Essa solidariedade foi a que permitiu elevar o teu caso ante o Tribunal Supremo e que nom passaras 11 anos em prisom....

Os presos tenhem ums gastos mínimos para subsistir e comunicar-se, umha grande parte do dinheiro que tens na prisom vai-se em chamadas, envelopes e selos, sem a sólidariedade nom poderíamos ter contacto com ninguém. A isto há que engadir-lhe os custes dos advogados, a roupa, completar a dieta com produtos do economato... e claro! Os presos ai nom trabalhamos para poder fazer fronte a estes custes!  Ademais nom se deve esquecer que repercute na dignidade própria e de nom ver-te submetida/o ainda mais ao Estado. Também é bom porque o peso nom recae somentes na tua família se nom que cada quem leva um anaquinho da carga.

Estar preso e dispersado é o mecanismo básico que tem o Estado para manter-te isolado e a solidariedade, cada esforço, racha com isso.

A solidariedade organizada é imprescindível, a individual chega fragmentada namentes a coletiva chega multiplicada em todos os aspeitos. Atualmente todas/os estamos no ponto de mira e nom se sabe quem pode ser a/o seguinte.


Que eu esteja hoje na rua é fruto do esforço militante de muita gente. Eu nom estou livre porque se fizera um bom papel se nom que som o resultado da solidariedade em linhas de sucesso.

Mas ainda restam cinco presas/os independentistas nas prisons...

Isto nom rematou, há que seguir trabalhando até que todas/os estejamos fora como primeiro grande objetivo mas ainda que isto acontecera nom devemos de deixar de trabalhar, a repressom é de de muitas fomas; proibiçons, golpes, humilhaçons... a repressom está também na rua!

DSC_1368Assim como o Tribunal Supremo revisou o teu caso, há em marcha actualmente um projeto para que o Tribunal Europeio de Direitos Humanos (TEDH) revise o caso de Antom Santos, Maria Osório, Eduardo Vigo e Roberto Rodríguez.

Efetivamente, até dentro dums dias está habilitada umha página web para o financiamento coletivo dos custes que deriva este processo. Polo de agora os médios que temos nom som suficientes para chegar até Europa mas estamos seguras/os que seja como seja imos consegui-lo porque já nom só estám em jogo a vulneraçom de Direitos Humanos de quatro independentistas se nom que é algo de todas/os. Os enganos aos que nos submetem por ser galegas/os e independentistas e que nos tratem como criminais... nom o somos e temos que luitar para defender-nos.

Se nom lhe conseguimos plantar cara à repressom a nossa luita pola dignidade do Povo e da nossa gente, vai ser incompleta. Para isto temos que também coletivizar os esforços de cada quem que, embora sejam pequenos, entre todas/os fam muito! Eu mesmo, estando dentro da prisom adicava tempo às manualidades que depois puideram aportar, o mesmo estám fazendo as/os presas/os agora e é bonito porque é outra forma de compartilhar no dentro-fora dos muros.

Finalmente respeito a ti, como focas a tua vida a partir de agora?

O primeiro que pretendo é recuperar a normalidade, voltar a ter um emprego e certa estabilidade. Igualmente o que nom vou deixar é de reclamar todo o tempo que me fizérom perder, já nom se trata dos sete meses que estivem em total em prisom das duas vezes, se nom dos três anos que houvo polo meio e que nos que tinha que lidiar com viver intranquilo por nom saber como seria o dia seguinte. Todo isto assim como as difamaçons que se vertérom contra mim, incluso da pessoa que me inculpou, está nas maos da minha defesa com o fim de depurar responsabilidades.

Por outra banda tampouco podo esquecer que ainda restam cinco companheiras/os mais dentro das prisom e que há que conseguir a sua liberdade. Nom se me esgotárom os folgos nem a moral de continuar reivindicando o que é nosso e nisso também continuarei trabalhando.

miércoles, 12 de agosto de 2015

Homenaje a Moncho Reboiras

Un centenar de personas -vinculadas mayoritariamente con el Movemento Galego ao Socialismo y a CIG - participan en un homenaje a Moncho Reboiras (responsable del frente armado de UPG) en el cementerio de Imo (en Dodro), con motivo del 40 aniversario de su muerte.

Noa Presas, miembro de la Mesa Nacional del MGS y de Isca!, aseguró que con este acto se pretende restituir la memoria usurpada y reconocer a una figura que "representa o modelo de militancia política que aspiramos a herdar, na súa concreción ideolóxica e na súa praxe". 

En el acto intervinieron Xoán Bautista Mariño (concejal del BNG que estuvo en el entierro de Moncho en 1975)) y Rafael Mouzo, antiguo alcalde de Corcubión que impulsó el dar el nombre del fallecido a una calle.
También se dio a conocer  la publicación del primer libro de Arredista Edicións, una editorial vinculada al Movemento Galego ao Socialismo, titulado 'Moncho reboiras vive!. Un ejemplar fue entregado a  Manolo Reboiras (hermano del fallecido).

Por último se repintó y restauró un mural de cuatro metros con la imagen de Moncho, en las inmediaciones del cementerio.


.- En la localidad de Ferrol se pintó también un mural colectivo en homenaje al fallecido, y luego se celebró una concentración. Intervinieron Néstor Rego, secretario general de UPG y miembro de la ejecutiva del BNG, Andrea Martíns, miembro del comité nacional de la UMG (Union da Mocidade Galega) e Iván Ribas, portavoz municipal del BNG en Ferrol.
Los asistentes se dirigieron a la calle de la Tierra, coreando el eslogan de “Moncho Reboiras, a loita continúa” y muchos de ellos portando banderas rojas de la UPG y de Galicia con la estrella roja, en dirección al número 27, en cuyo portal murió Reboiras después de un enfrentamiento a tiros con la policía tras ser descubierto el piso franco en donde se encontraba.
Allí se hizo una ofrenda floral. Entre los asistentes estaban figuras del nacionalismo como Bautista Álvarez, Pilar Negro, Xosé Díaz y Francisco Rodriguez; el portavoz parlamentario del BNG  Francisco Jorquera;  la parlamentaria nacionalista Montse Prado Cores; los dirigentes de la CIG en Ferrol, Xesús Anxo López Pintos y Manel Grandal; y el portavoz del BNG en Narón , Pablo Villamar.
Durante el acto estuvieron tres miembros del grupo Ceivar, cubiertos con máscaras blancas y con una pancarta en la que se pedía la libertad “de los presos y presas independentistas”
Tras la ofrenda floral los asistentes cantaron la Internacional.

En el local del Ateneo de Ferrol tuvo también lugar un acto de recuerdo, organizado por la Comisión Moncho Reboiras. Presentados por Joám Lopes, tomaron la palabra el historiador Eliseo Fernández y el histórico militante independentista Inácio Hernando, que fue camarada de Moncho Reboiras en el Frente Armado de la UPG (Unión do Pobo Galego).

El Fronte Popular Galega (FPG) decidió celebrar su homenaje en Teis (Vigo), por ser este barrio obrero el lugar donde Reboiras pasó la mayor parte de su vida y donde comenzó su militancia política y su compromiso con UPG.

Ofrecemos un extracto del discurso de Néstor Rego:

Do mesmo modo que aquel 12 de agosto nos legou nomes que permanecen e gañan de ano para ano, en dimensión política e simbólica, tamén deixou outros ocultos e na impunidade. Non coñecemos o nome das persoas que dispararon e segaron a vida do noso camarada, mais mesmo que os coñecésemos, temos a certeza de que non pasarían á historia. Son os nomes da vergoña e da ignominia. Descoñecemos quen apretou o gatillo e, no entanto, sabemos perfectamente quen asasinou Reboiras: o Estado opresor, a España intolerante e avasaladora, a mesma que continúa a nos negar o pan e o sal, os nosos dereitos como nación e mesmo a posibilidade de podermos vivir dignamente do noso traballo no noso próprio País. 

Por iso, porque a dominación española continúa, tamén a nosa determinación é a mesma que a que moveu Reboiras e o noso obxectivo permanece vigorante: organizar o povo galego para loitar pola soberanía da nosa patria. E manteremos determinación e obxectivo porque, facendo noso o acertado aserto de Castelao, só deixaremos de loitar pola liberdade cando a conquistarmos. Somos conscientes de temos por diantre un labor constante e complexo, de traballo social e político que implica sacrifícios persoais e colectivos, esforzo de autoorganización, vontade de estar permanentemente ao lado do povo, dos traballadores e traballadoras, dos colectivos agredidos e das persoas maltratadas. Mais esa foi, é e será a nosa maneira de entender o traballo militante. Precisamente porque o nacionalismo foi, é e será sempre activo interveniente en todos os conflitos que enfrontan os galegos e galegas cos poderes estabelecidos, conscientes -como acabamos de reafirmar- de que defender o noso povo é defender Galiza e que defender Galiza como nación é sinónimo de defender o povo traballador galego.
(...) Ao longo da nosa xa dilatada traxectoria histórica, de máis de 50 anos, foi constante a preocupación da Unión do Povo Galego por unir e acumular forzas para lle dar corpo e capacidade de actuación ao movemento nacionalista. Fixémolo unhas veces conscientes de seren movementos de índole táctica e puntual e outras do carácter estratéxico desas alianzas, como a que levou á conformación dunha frente patriótica que representase politicamente a alianza das clases populares galegas no proceso de liberación nacional e social do noso povo. En todo o caso, sempre coa vontade de pór os intereses da nosa nación por diante de calquera outro. 

(...) o nacionalismo ten dado xa pasos que poden e deben abrir un novo escenario no noso País. Un escenario en que a referencia política esencial sexa a Galiza e en que o noso obxectivo, romper a dependecia e asumir a soberanía, gañe apoios até se tornar hexemónico na  sociedade galega. Ese obxectivo precisa de confianza, de esforzo, de xenerosidade. Mais tamén de decisión e de claridade política. E precisa, sobre todo, de se apoiar no povo organizado, nas organizacións políticas, sindicais e sociais propias, que articulan a vontade de sermos libres. Esa é unha das grandes leccións que nos deixou Reboiras e que sempre manteremos. Non xa por fidelidade á nosa propia historia, mais sobre todo por convicción e por necesidade. 

Afirmámolo con claridade no documento 'A hora das nacións, a hora da Galiza' que vimos de apresentar: “Se quixermos ser libres temos que comezar por romper as cadeas mentais e  pensar e actuar como persoas libres (...) con absoluta independencia en todo, por nós propios”.  E nós queremos ser libres. E para iso estamos decididos a converter os soños en realidades e as ideas en feitos, erguendo o pensamento e o exemplo de Castelao, de Bóveda e de Reboiras, convertidos xa en bandeira da nosa redención. Temos a certeza de que a Galiza libre e próspera que queremos será realidade mais cedo do que tarde. Mais temos de creala nós, coas nosas mans, conquistando a Independencia Nacional e constituíndo o noso propio Estado soberano, a República da Galiza.  Adiante por Galiza!

viernes, 24 de julio de 2015

VIII Cadena Humana por la libertad de los presos

Se celebra en Santiago de Compostela la VIII Cadena Humana por la Libertad de los presos independentistas gallegos, organizada por Ceivar. Sobre las 18.30 de la tarde se congregaban unas cuatrocientas personas en la Plaza de Galicia, cogiendose de las manos para reclamar la puesta en libertad y el fin de la dispersión de los presos.
Después tuvo lugar la manifestación por las calles de la zona vieja de Santiago de Compostela, con un gran despliegue policial, tanto por policías uniformados como de paisano, hasta que concluyó el acto con la lectura de varios manifiestos en la Plaza del Toral.
El primero de los manifiestos estuvo a cargo de la Plataforma de familiares y amigos de los presos Que Voltem Para a Casa, que recordó la campaña de crowfunding que se está llevando a cabo estos días con el objetivo de recaudar fondos para presentar un recurso ante el Tribunal Europeo de Derechos Humanos contra la sentencia que condenó a cuatro independentistas gallegos.
Después se dió lectura del manifiesto de Ceivar y se daba la noticia de que Heitor Naya acababa de ser puesto en libertad.

Comunicado de Ceivar: 

Muito obrigadas às organizaçons nacionais e internacionais que hoje nos acompanhades e também bem-vindas a todas as pessoas solidárias a esta Cadeia Humana pola Liberdade dos e das Presas Independentistas Galegas. Entre todas fizemos possível chegar a esta oitava ediçom!!!

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR xurdiu já há 12 anos. Esta era umha data que coinicida com a saida do último preso do Exército Guerilheiro, mas namentres as cadeias ficavam livres de presas/os independentistas, a situaçom nas ruas era bem diferente.

Para todas/os conhecidas as cargas policiais, os acosos, os seguimientos, as multas ou os intentos de infiltraçom. Eram tempos nos que a mocidade enfrontava heroicamente um estado de excepçom e naquela altura, a leitura que fazia CEIVAR era a necesidade de organizar-se fronte a umha repressom que se ia extender a todas as capas da populaçom mais consciente. Nom nos equivocamos. A repressom tocou-nos e toca-nos mui de perto, nas próprias carnes incluso, mas tampouco nos equivocamos ao criar um organismo que lhe fizera fronte a tanta injustiça e arbitrariedade.

Decorrérom já umha dúzia de anos desde que botamos a andar este projecto e algums dos que hoje estám aqui tivérom que pagar com a sua liberdade a sua militancia política, outras pessoas sentárom no banquinho dos acusados do tribunal político de Madrid, a outras as malheiras deixárom-nas na cama durante dias, outras andam a cavilar como pagar as desorbitadas multas que nom cessam de chegar à casa e outras estám paralizadas polo medo. A todas esssas pessoas prestamos-lhe o nosso acompanhamento e apoio fazendo um esforço ingente que é próprio dos Povos dignos como é o o Povo Galego.

Nestes 12 anos em CEIVAR procuramos visibilizar a repressom mas também botar luz sobre um burato que dim ser escuro e frio e ao que lhe chamam cárcere. Nem é tam escuro nem é tam frio porque dentro dessas cadeias temos a galegas e a galegos, que além das torturas e do isolamento no que lhes obrigam a viver, irradiam-nos força, valentia e compromisso. Numha data coma hoje temos presente a:

Maria Osório Lópes (vizinha de Becerreá e dispersada em León)

Antom Santos Pérez (vizinho de Compostela e dispersado em Palencia)

Eduardo Vigo Domingues (vizinho de Angrois e dispersado em Toledo)

Raúl Agulheiro Cartoi (vizinho da Marinha e dispersado em León)

Roberto Rodríguez Fialhega (vizinho de Vigo e dispersado em Valladolid)

E queremos fazer umha mençom especial a Héitor Naia Gil (vizinho também de Vigo e dispersado em Madrid até este momento). Dizimos até este momento porque no dia de ontem fizo-se pública a sentença do Tribunal Supremo na que absolvia a este independentista dos cargos polos que teria que cumprir 11 anos de prisom. Aguardamos ter nas próximas horas Heitor Naia na casa! Aguardamos ter na Galiza aginha a um exemplo de triunfo da solidariedade! O Organismo é necesário e esta vitória é a monstra da necessidade de seguir avançando organizadas.

Além desta boa nova, estes cinco presos e presas independentistas galegos estám a livrar hoje outra dura batalha. Entre condiçons insalubres, paliças e permanentes restriçons estas seis mulheres e homens siguem firmes, nom se vendem nem vendem a ninguem. Nom há preço à dignidade dum Povo. E é por isso que as tentativas de saidas individuais, tanto dentro como fora das prisons, nom nos valem, nom lhe valem a esta Pátria! As filhas e os filhos deste Povo nunca poderám ser livres até que todas o sejamos!

Apertar filas, apertar os dentes, para sorrir e para luitar mas devemos de ser claras em que a força de um nom vale de nada se nom está rodeada da força de todos! Normalizar a repressom nom pode ser o caminho, com cada pau e com cada ataque contra nós temse-nos que encolher o coraçom como se fora a primeira vez, mas com toda a vagagem de experiência que já temos. Nom nos infravaloremos, nom nos infravaloredes! CEIVAR, junto a outras companheiras de caminho estamos pola liberdade e pola dignidade da Galiza e do nosso Povo e iremos até a última consequéncia ate ver cumprida esta meta.

Nestes dias para muitos remata o curso político mas para as que hoje estamos presente ainda temos tarefa. O próximo objetivo é arrecadar fundos para ir a Estrasburgo, ir até donde cumpra até que nom regresem a esta Terra as/os filhas/os que obrigárom a desterrar-se. Ninguem, absoluramente ninguém nos vai negar o que já decidimos há muito tempo; ser livres e ter um País livre!

Finalmente desde CEIVAR fazemos-vos um chamamento a que vos reconhezades, a que nos reconhezades como irmaos, quando falta umha mau rompe-se a cadeia. Todas sodes, todos somos imprescindíveis para fazer realidade a solidariedade imparável que tumbará qualquer dificultade ou muro que nos separe do nosso Povo.

Somos todo o que precisamos, temos todo o que precisamos, maos à obra!

Adiante a solidariedade imparável

Viva a Galiza livre, socialista e feminista”



- En Santiago de Compostela  se celebra por la tarde una manifestación convocada por organizaciones juveniles como AGIR, Galiza Nova, Briga, Liga Estudiantil Galega, Terra, Xeira e Isca bajo el lema A mocidade galega pola independencia! Venceremos nos!.  
Cerca de mil jóvenes recorrieron las calles de la zona vieja de la ciudad Compostela con el propósito de reclamar la independencia de la Galicia. También hubo canticos reclamando la libertad de los presos independentistas. Finalmente en la Plaza del Toral se dio lectura a un manifiesto y se procedió a la quema de la bandera española. El acto concluyó con el himno gallego y nuevos gritos de independencia.



lunes, 13 de julio de 2015

Especulaciones periodísticas basadas en fuentes policiales

Melchor Sáiz-Pardo publica en la cadena de diarios del grupo Vocento un texto sobre Resistencia Galega basada en fuentes de las fuerzas de seguridad del Estado del que destacamos los siguientes párrafos:

en los últimos meses ha «sufrido una profunda transformación» para perpetuarse, según revelan recientes informes de los servicios antiterroristas de la Policía. Unos documentos que alertan de que nuevos activistas, mucho más jóvenes y mucho más «tecnológicos», se han hecho con los mandos de resistencia Resistência Galega, relegando a los 'históricos' jefes refugiados en Portugal, Antón García Matos, 'Toninho', y María Asunción Losada Camba, 'Martinha'.

Los dosieres de los servicios de Información de la Policía, que hace años ya crearon una sección especial para combatir a esta organización, son tajantes: Resistência Galega no se plantea disolverse. Es más, se halla inmersa en «un claro proceso de modernización con el que trataría de garantizar su continuidad».

«Acechada, debilitada y golpeada por las operaciones policiales y en medio de un nuevo contexto político y social, Resistência Galega se habría visto obligada a evolucionar y dar un paso adelante para adaptar su entramado a futuros escenarios», señalan los documentos policiales, que recuerdan que entre 2014 y 2015 se han ido disolviendo organizaciones cercanas a la banda, que se ha ido quedando sola después de que, en un proceso al que llamaron «espiral», esos colectivos decidieran «que era el momento de finalizar ciclo y dar continuidad al movimiento soberanista desde otros frentes».

Estas «importantes mutaciones» en el seno de Resistência Galega sobre todo afectan al 'aparato de legales' (activistas no fichados), que «estaría tejiendo en los últimos tiempos una sólida y restringida formación denominada 'Irmandade'», llamada a convertirse en la nueva cúpula de la banda, «operando como máximo organismo de expresión y control de Resistência Galega». Esta nueva cúpula -señalan los recientes informes antiterroristas- está «conformada por un selecto grupo de no más de quince caracterizados miembros del independentismo radical gallego», que provienen de colectivos afines. Son estos nuevos activistas 'legales' los que han encarado en los últimos meses la reestructuración de la organización armada para hacerse con el control de Resistência Galega a través de lo que denominan «Comunidad Nacional de Resistencia» (CNR).

Apuesta de futuro

Esa nueva «Comunidad» es totalmente diferente a las «caducas y obsoletas estructuras anteriores y sus comandos militares operativos». La «Comunidad», aseguran los informes, es la «propuesta de la cúpula de legales de Resistência Galega para mirar al futuro».

Los servicios antiterroristas definen así a la nueva CNR: «Se trata de una propuesta altamente tecnificada, en la que la informática jugaría un papel predominante. Desde cursos de seguridad informática para la militancia hasta la creación de cripto-monedas como medio de pago alternativo, pasando por sofisticados sistemas de comunicación encriptada, software específicos, etcétera».

La «Comunidad» no «habría escatimado medios para blindarse ante las infiltraciones policiales y las fugas de información que tanto han debilitado a la organización Resistência Galega», insisten los analistas del Ministerio del Interior, que apuntan sin ambages a que este «nuevo modelo organizativo esconde en realidad a la nueva cúpula» de la banda armada.

Los integrantes de esta hasta ahora desconocida CNR «habrían pasado a ocupar la jefatura de Resistência Galega, asumiéndola de modo natural, fruto del relevo generacional». La «Comunidad» controla todo desde hace unas semanas: contaría con «capacidad de decisión en la elaboración de estrategias y directrices teniendo ascendencia directa y control total en materia de seguridad, futuros integrantes de comandos, aspectos de logística y autofinanciación». Las conclusiones de los análisis de los servicios de Información son tajantes: Resistência Galega no va a desaparecer.

Tomado de: http://www.larioja.com/nacional/201507/13/banda-terrorista-resistencia-galega-20150713002643-v.html

jueves, 25 de junio de 2015

Sobre la disolución de NOS-UP

Teresa Moure publica en el  Diário Liberdade un análisis sobre la disolución de NOS-UP del que ofrecemos un extracto:


Da sua constituição em 2001, NÓS-UP foi uma força nas margens, com pouca visibilidade nos médios de comunicação, porque não centrou o seu trabalho nas instituições. Porém, isso não lhe impediu nutrir a sociedade galega dum discurso fulcral, visualizado num potente ativismo, no mundo sindical, no estudantado, no reintegracionismo, nos centros sociais que são força viva da cultura popular; um discurso, pois, que nos nutriu a tod@s. A quem estavam dentro e a quem estávamos fora. Muitas das minhas posturas foram matizadas ou mudadas após a leitura do imenso arsenal de textos produzidos nessa organização política. Esses textos e o seu potencial formativo vinham do esforço generoso da militância, não retribuído economicamente, desconsiderado na sociedade mercantilizada que habitamos. Vinham, para além disso, polidos e trabalhados, entendo, pelos debates internos: eram uma voz conformada na Galiza, com pouca capacidade de incidir na realidade, diriam alguns, mas com uma influência decisiva na agitação e na formação das pessoas que tentamos transformar o que há. Importa, se vamos construir uma sociedade galega radicalmente nova, agradecer às pessoas que se implicaram no projeto político que desaparece os esforços que fizeram por este país.

Nem conheço nem preciso saber as causas que levam ao apagamento. A coesão duma organização das caraterísticas de NÓS-UP vê-se facilmente ameaçada e, como se indica no comunicado, a maioria da filiação avalia criticamente a utilidade atual desta ferramenta. Apenas pode respeitar-se essa decisão sem que procedam agora os reproches ou as leituras em chave eleitoral, do estilo de que a radicalidade independentista se extingue. As siglas, ainda que às vezes nos apeguemos a elas por sentimentos –porque se levaram grandes energias das nossas vidas– são só ferramentas. Se as companheiras e companheiros de NÓS-UP acharem que essas siglas já não são úteis, só podemos respeitar e dar por bem feito que as abandonem. Porém, o que não se pode é valorar o percurso transitado como um erro, nem abandonar o interesse por mudar a realidade. Uma Galiza ceive, socialista e nom patriarcal não é um sonho; simplesmente um objetivo estratégico ainda não conseguido. E, portanto, as gentes que com força acreditam nesses princípios, não podem marchar para a sua casa sem mais.