Blog que detalla de modo cronológico la actividad violenta del grupo denominado 'Resistencia galega', en especial los atentados, así como la actividad de las fuerzas de seguridad en su persecución, detallando las detenciones de sus militantes y simpatizantes. Incluye algunas actividades violentas de independentistas gallegos y de grupos anarquistas que actúan en Galicia, así como referencias al movimiento independentista gallego en general.
miércoles, 17 de abril de 2024
Comunicado del CPIG
miércoles, 11 de octubre de 2023
Comunicado de presos
Con motivo del "Dia da Galiza Combatente", el colectivo de presos independentistas publica un comunicado del que ofrecemos un extracto:
O 11 de outubro de 1990 os jovens independentistas galegos, José Inácio Vilhar Regueiro e Dolores Castro Lamas falecêrom no transcurso de umha acçom armada protagonizada polo Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive.
Desde começos de século, os/as arredistas galegos/as temos erigido esta data para comemorar a lucidez, a coragem e a deterninaçom de tantos/as galegos/as que ao longo da história tenhem enfrentado o Estado opressor espanhol, transgredido e desobedecido as suas leis e desafiado o seu monopólio da violência.
A reatualizaçom das formas de conflituosidade e a impronta da memória coletiva como estruturante das escolhas no relativo aos modos e maneiras de atuar som o cerne disso que conhecemos como “cultura de resistência” que nos remete sempre para práticas de autodefesa, desobediência e contrapoder. Dizia Vicente Risco –com acerto– que o futuro ao que se tende estriba no passado radical onde se procede. Trata-se, pois, de um futuro chamado a realizar-se. Para quem o queira entender melhor assim o expressava, sem circunlóquios, o velho kemperi, um dos últimos chamáns jaguar dos huaorani, na selva do leste do Equador. De jovem, somou-se ao grupo de guerreiros que emboscou e matou vários empregados da Shell na década de 1940 (o equivalente ao nosso Iberdrola, Naturgy ou Greenalia atuais). Doze operários perderam a vida a maos de guerreiros indígenas. Posteriormente a companhia deixou de operar nessa zona. Um dia perguntaram-lhe: “E se volvem os homens de capacete e uniforme?” Se volvem matamo-los –contestou com total normalidade– aqui faremos o que nos ensinaram os nossos pais e os nossos avôs.
Os slogans “avançados” dos anos sessenta e setenta: “desenvolvimentos”, “qualidade de vida”, “libertaçom pessoal”, ou “inestabilidade democrática do consumo geral”… som hoje o combustível ideológico que alimenta o arrasamento de territórios e comunidades humanas. Igual que hoje certo consenso progressista aplaude a era do consumo “online” e do smartphone como um dos dispositivos mais democratizadores jamais criados, teriam aplaudido a iniciativa bem sucedida de Fraga Iribarne, nos anos sessenta-setenta do século passado, de potenciar ao máximo na Galiza a criaçom de teleclubes, auténticas redes de penetraçom capilar de Televisom sobre todo o mundo rural graças à sua funçom coletiva em espaços comunais.
O nosso combate, a nossa defesa da Terra, é a impugnaçom mais decidida deste processo comandado pelo capital, o Estado, as suas elites, as suas instituições e os partidos do régime. Um processo de crescimento económico, acumulaçom de capital, destruiçom da Natureza e esterilizaçom social e cultural.
A defesa da Terra tem sido em origem a base de articulaçom dos projetos políticos do nacionalismo galego e seguirá a ser a força do pensamento arredista desde o qual construir projetos emancipadores. Projetos combativos que nom devem perder a perspectiva das transformaçons civilizadoras fundamentais, traduzidos em intervenções radicais nos seus condicionantes políticos, sócio-económicos e culturais.
Nom há escolha, ou resistência ou barbárie. Irmaos, irmás, nos conflitos onde questões vitais estám em jogo, a resistência –nom as concessões– é o essencial. E toda resistência no caminho da Terra, a liberdade e o amor à Vida nom se fará sem esforço nem sem loita.
Viva Galiza Ceive!
Denantes mortos que escravos!
CPIG 11 de outubro de 2023.
Comunicado íntegro: https://www.ceivar.org/2023/10/11/comunicado-do-cpig-no-dia-da-galiza-combatente/
jueves, 27 de julio de 2023
Comunicado presos
Los presos independentistas publican un comunicado con motivo del "Día de la patria gallega" del que ofrecemos un extracto:
martes, 11 de octubre de 2022
Comunicado de presos
Se publica un comunicado de los presos independentistas del que ofrecemos un extracto:
Desde meados dos anos 70 do século XX venhem desenvolvendo-se na Galiza diferentes projetos de luita armada: os irmandinhos (Frente Armada da UPG), Loita Armada Revolucionária (LAR), Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), e a resistência galega, o último destes movimento de autodefesa.
Em setembro de 1991 tivo lugar a última açom do Exército Guerrilheiro, e em 1994 a auto-dissoluçom da Assembleia do Povo Unido (APU), o seu braço político. Fechava-se assim um projeto político-militar que estivo presente quase 10 anos, entre finais de 1985 e 1994, com um saldo de quase 100 açons armadas, quase 30 detidos e 2 guerrilheiros falecidos em combate, Dolores Castro Lamas e José Inácio Vilar Regueiro.
Nas vésperas do 25 de julho de 1995, com o ataque incendiário a umha entidade financeira na Corunha e a posterior detençom e encarceramento baixo a legislaçom anti-terrorista de dous jovens da Assembleia da Mocidade Independentista (AMI), inicia-se um novo ciclo de violência revolucionária na Galiza, protagonizada em boa medida pola mocidade arredista. Entre 1995 e 2003, num clima de relativa conflitividade social (greves gerais, tratoradas, levantamento estudantil contra a LOU, movimento contra a guerra do Iraque, crise do Prestige…) ensaia-se por primeira vez na Galiza a luita de rua e agitaçom ilegal com certa sistematicidade , prodigando-se simultaneamente os ataques com artefatos incendiários . Cara finais deste período esta subversom tem já umha alta regularidade e um relevante componhente de planificaçom e organizaçom, assim como bons níveis de execuçom.
Quiçais um bom exponente de todo isto seja a conversom por primeira vez do Dia da Pátria numha jornada de combate e luita, trasladando-se as noites do 24 de julho em Compostela momentos álgidos desta estratégia de tensom social e de enfrentamento aberto com o Estado. Este período vai sentar as bases da resistência galega, que vai definir-se e configurar-se definitivamente entre 2000 e 2004. Nos momentos álgidos da estafa bancário e o urbanismo depredador que nos levariam à crise económica de 2008, o independentismo galego começa a assinalar e atacar aos seus responsáveis. Em 2005 e 2011 saem à luz o 1º e 2º manifesto pola resistência galega, em 2014 divulga-se um vídeo-manifesto com a intervençom de um guerrilheiro da resistência galega na clandestinidade, e entre 2016 e 2018 aparecem os dous primeiros números do seu vozeiro “A guerrilheira”.
Vam ser quase 20 anos de luita pola defesa da Terra, mais de 20 pessoas encarceradas e mais de 60 ataques com artefatos explosivos e incendiários contra infraestruturas de colonizaçom, entidades financeiras, partidos políticos espanhóis com responsabilidades no régime de ocupaçom e empresas e pessoas comprometidas com a opressom e exploraçom da nossa Naçom.
Em muitos aspetos, a resistência galega nom é homologável a nenhuma outra experiência de luita armada na Galiza, nem sequer o é a nenhuma outra havida no Estado espanhol. Seguramente por esta razom acabou concitando tanto ruído mediático e tantas especulaçons a distintos níveis durante tantos anos.
Filho do cambio de século, o novo arredismo galego redesenhou o enfrentamento com Espanha desde parámetros diferentes aos que marcaram as estratégias político-militares esquerdistas das décadas dos 60, 70 e 80 de toma de poder e assalto ao Estado baixo a tutela de vanguardas dirigentes.
A militância galega concebeu-se a si mesma como “braço armado do povo”, nom de nenhuma estrutura política partidária. O seu braço político foi a comunidade nacional de resistência, que alimentou durante duas décadas a atividade insurgente. As experiências armadas precedentes e o novo contexto social e político vam marcar substancialmente as suas formas e os seus conteúdos. Mais que um poder de Estado e a monopolizaçom do poder político, o seu objetivo estratégico foi a construçom de contra-poder popular e autodefesa do território contra a máquina civilizatória do Estado e o Capital. Em consequência, a perspectiva política foi a de armar os movimentos sociais e a comunidade nacional de resistência com as ferramentas da sabotagem e a clandestinidade, formulando um projeto de construçom coletiva de poder e soberania desde abaixo, inserido num ecossistema de resistência e contestaçom.
Por isso mesmo umha das caraterísticas mais notáveis da resistência galega foi a vontade de invisibilidade mediática, a determinaçom de nom implicar-se na obscenidade do mercadejo político do capitalismo decrépito e a sua sociedade do excesso, de afastar-se de umha cultura esquerdista que a medida que é mais estéril e impotente mais se afana na catástrofe dos gestos valeiros, a auto-complacência, o exibicionismo e o esteticismo mais degenerado. E se bem é certo que este minimalismo político levou aparelhado alguns inconvenientes de compreensom e clasificaçom além da pequena rede de combate implicada que nos últimos anos começara a corrigir-se na sua justa medida, também o é que esta pulsom por viver, medrar e aprender a luitas no húmus comunitário sem a legitimidade e a bençom das diferentes cartas políticas do culto ao prestigio pessoal e dos chutes da civilizaçom egóica, é um facto de incalculável valor.
A autodefesa do nosso povo, o cuidado e a proteçom do nosso território som inegociáveis, disso depende a sobrevivência da nossa naçom. Nom é possível faze-lo sem humildade, realismo e invisibilidade total ante os aparelhos repressivos do Estado e as suas redes de controlo tecnológico.
Mália que a resistência galega se afastasse do modelo das organizaçons insurgentes tradicionais, os aparelhos repressivos do Estado Espanhol decidiram que devia ser umha organizaçom terrorista convencional, com todas as da lei, seguindo ao pé da letra o manual de contra-insurgência que vem implementando Espanha nos últimos 70 anos.
A resistência galega nom foi capaz de sobrepor-se à repressom do Estado e foi, finalmente desativada. A última açom armada tivo lugar em outubro de 2014. As última detençons produzírom-se em junho de 2019. Em janeiro de 2022 tivo lugar o juízo contra quatro independentistas sentenciados em firme a 64 anos de prisom em total, e o 2 de fevereiro dous destes irmaos foram de novo imputados noutra causa por estragos terroristas a raiz do ataque com explosivos em 2014 contra o Concelho de Baralha ocupado polo Partido Popular.
Hoje o Coletivos de Presos/as Independentistas Galegos/as (CPIG) sobrevive nos cárceres espanhóis como face visível e sujeito político da auto-defesa popular, digno referente de umha etapa de luita frontal contra a destruiçom e domesticaçom do nosso país. É umha honra para nós formarmos parte desse nacionalismo que leva 45 anos pagando com cadeia a sua firme determinaçom de nom entregar a nossa terra às bandas político-empresariais que, baixo as diretrizes do Estado capitalista pretendem perpetuar a velha acumulaçom por despojo.
Sim, os últimos 45 anos -excepto a ausência de prisioneiros/as por breves intervalos- houvo sempre presos e presas nacionalistas e arredistas nas cadeias espanholas.
Desde 2005, o CPIG levou a resistência às prisons espanholas. Os seus membros fórom dispersados por Espanha adiante, classificados em módulos de regime fechado, intervidas as suas comunicaçons e negados muitos dos seus direitos. Mas conseguiu-se manter vivo e com boa saúde um projeto coletivo de assunçom do nosso caráter de presos e presas políticas e de nom acataçom do régime carcerário no que supom de ataque à dignidade humana e de impugnaçom da nossa autonomia, a nossa vontade de ser e de luitar.
O traslado a cárceres espanhóis na Galiza em 2019 e 2020 foi um fito importante. Supujo para nós umha melhora substancial na qualidade de vida tam ligada à necessidade de afetos e atençom de famílias, comunidade política e entorno social.
O CPIG em atençom aos já 8 anos sem açons da resistência galega, aos provavelmente sejam os últimos processos judiciais derivados da luita armada, à deteriorada situaçom do arredismo trás décadas de submetimento polo régime repressivo espanhol e ao contexto social e político atual, considera chegado o momento de fazer esta declaraçom de futuro:
Consideramos que as circunstancias acima citadas fecham umha etapa de luita e o CPIG está disposto e em condiçons de contribuir a que se faga coletivamente e com perspectivas de futuro, em chave política para avançar e nom para retroceder. Quando toca reconstruir, recuperar, centrar e priorizar esforços no fundamental, nom podemos ter abertas demasiadas frentes, é um luxo e é ineficiente. Por esta razom o CPIG adotou por unanimidade a decissom de desativar a frente carcerária exclusivamente naqueles aspetos que implicam, nas atuais circunstancias, um prolongamento inecessário da prisom, o desenraizamento familiar e social e a desconexom dos atuais processos de mobilizaçom social e regeneraçom política.
Em consequência a partir do 11 de outubro de 2022 o CPIG abre a possibilidade para que os presos e presas que assim o desejem podam acolher-se ao regulamento do régime prisional que possibilita sair da cadeia com permissos temporais antes do licenciamento definitivo e igualmente poder acedes aos 3º graos e á suspensom da execuçom da condena ou liberdade condicional. Derivado do anterior, também poderám cumprimentar os requisitos legais e regimentais necessários para a consecuçom destes objetivos de excarceraçom temporal e ou definitivo, excetuando a colaboraçom com Espanha na repressom do nosso movimento e o arrependimento político como ferramenta do Estado para deslegitimar a própria trajetória e a daqueles que combateram.
O CPIG mantem inalteráveis os seus princípios políticos e de vida na cadeia nom afetados polas decisons que acabamos de adoptar.
Princípios políticos
Reconhecimento da nossa condiçom de presos políticos.
Em relaçom com este reconhecimento, a reivindicaçom da Amnistia, como contestaçom de que o exercício político dos e das independentistas galegas estivo enmarcado no que a Declaraçom Universal dos Direitos Humanos denomina no sei limiar: “O supremo recurso da rebeliom”.
Direito a cumprir a condena em prisons da Galiza e a faze-lo de jeito coletivo, reagrupados no mesmo cárcere e na mesma unidade de convivência (no mesmo módulo).
Direito à intimidade e à privacidade das comunicaçons.
Princípios de vida na cadeia
Respeito e defesa da dignidade humana e dos direitos que legalmente nos amparam
Direito a viver sós na cela, rechaçando a partilha forçada do mínimo espaço vital com qualquer outro recluso.
Negar-se aos cacheios integrais, exigindo que polo menos proporcionem umha bata.
Para finalizar queremos reconhecer e valorar o acompanhamento feito todos estes anos polar nossas famílias, o nosso movimento, as organizaçons de solidariedade e tantas pessoas que título particular se venhem achegando a nós para oferecermos o seu apoio. A todas e todos, obrigadas!
A condiçom de presos políticos non nos outorga nenhuma prerrogativa, nom nos dá direito a maiores quotas de indulgência. Também cometemos erros, temos dúvidas e nom somos infalíveis. Por isso perdom por todos aqueles momentos que nom estivemos ou nom soubemos estar à altura das circunstancias ou a nível do vosso carinho e da vossa atençom.
A relativa complexidade do mundo atual, como o seu corolário de dificuldades e adversidades reais ou imaginarias aduze-se muitas vezes como contexto justificativo de propostas, de deserçom, rendiçons e individualismo militante. Nom há complexidade nem dificuldades capazes de eliminar o enorme desafio que o regime de destruiçom atual nos tem formulado como pessoas, como povo, como terra. Por isso seguimos firmes no caminho. Seguimo-lo juntos e queremos faze-lo sem deixar a ninguém atrás. Irmaos, irmás, em nome do fundamental, da vida e da terra, seguimos em luita. A condiçom extrema da luita é a oportunidade para a nossa liberdade, a nossa autodeterminaçom e sobrevivência como pessoas e como povo. A luita continua!
CPIG
11 outubro de 2022. Teixeiro e A Lama.
Viva Galiza ceive!
Denantes mortos que escravos!
Comunicado íntegro en: https://www.ceivar.org/2024/03/01/declaracom-do-cpig-outubro-2022/
domingo, 16 de enero de 2022
Comunicado del Colectivo de presos
Con motivo del próximo juicio en la Audiencia Nacional a cuatro independentistas gallegos, el Colectivo de presos independentistas gallegos hace un comunicado público del que ofrecemos un fragmento (traducido):
Durante casi veinte años, como consecuencia de la represión del Estado español de las actividades de la resistencia gallega, muchos fueron perseguidos, detenidos, pasados por las comisarías y cuarteles de la Guardia Civil, en muchas ocasiones sometidos a tratos vejatorios, incomunicados bajo la ley antiterrorista, juzgados fuera de su país por un tribunal especial y condenado a largas penas de prisión. Algunos llevamos más de diez años en prisión, muchos de ellos desterrados y dispersados a cientos de kilómetros de Galicia bajo estrictos regímenes penitenciarios.
Hoy y aquí reafirmamos nuestro compromiso político con la liberación nacional y social de Galicia. Nunca hemos reconocido ni reconoceremos a ningún tribunal del Estado Español cuyo sistema jurídico-penal se empeñe en negar y reprimir el derecho inalienable a nuestra autodeterminación como pueblo, en apoyar jurídicamente la destrucción de las bases materiales y naturales de nuestra tierra, sin los cuales no es posible una vida digna y próspera, y en mantener un régimen oligárquico-monárquico sobre corrupción, enormes desigualdades e intolerables privilegios.
Sólo el independentismo gallego está en condiciones de combatir el designio de ruina y destrucción de esta mafia política y económica, porque -con errores y aciertos- nunca eludió los problemas y siempre supo darle la vuelta con dignidad al miedo y la frustración. Pero por ahora necesitamos más fraternidad, mayores dosis de tolerancia, paciencia y resistencia militante, así como una cultura política menos fratricida.
Hacemos un llamamiento a todos, mayores y jóevenes, a las nuevas generaciones a levantar (o fortalecer, reconstruir) instituciones populares soberanas, estructuras sólidas y eficaces de autodefensa colectiva y supervivencia como pueblo, alimentando esta hermosa comunidad histórica de resistencia nacional en defensa de la Tierra y de la Vida que ni la represión ni el encarcelamiento ni la ideología del progreso y las nuevas tecnologías de apaciguamiento y control social lograron derrotar.
Denantes mortos que escravos.
lunes, 19 de julio de 2021
Comunicado del Colectivo de presos
miércoles, 29 de enero de 2020
Comunicado del CPIG
Se hace público un comunicado del Colectivo de Pres@s Independentistas Galeg@s:
En los próximos meses, doce activistas independientes serán sometidos a un juicio de eminente carácter político en la Audiencia Nacional. Puede que no sea el más destacable en sí mismo, ni tampoco una novedad para el independentismo, sin embargo nos encontramos ante una hazaña represiva sin precedentes de tal magnitud contra las expresiones o políticas de la causa gallega.
Estos y estos reconocidos militantes políticos y solidarios frente a la represión encarnan en su pueblo la acusación contra un activismo público que se viene desarrollando desde hace décadas dentro de las corrientes de la legalidad imperante, que es elocuente, y que se refiere al estrechamiento de los márgenes de lo permitido hoy. en este Estado, que está convirtiendo su Código Penal y otras leyes de seguridad en un abrumador de derechos civiles y libertades públicas.
Es necesario tomar conciencia de esta gravísima agresión, que supone una amenaza para toda la ciudadanía gallega y sus posibilidades de autoorganización y movilización política. Se equivoca quien crea que a estos doce militantes se les acusa exclusivamente de reivindicar la memoria de la Galicia combatiente o de simpatizar activamente con los presos políticos; estos hombres y mujeres enfrentan una petición fiscal de 102 años para reunirse, convocar manifestaciones y conferencias o editar propaganda, lo que constituye un salto represivo contra la disidencia y el activismo que se oponen al régimen jurídico-político vigente desde posiciones soberanas en nuestro país.
Ejemplos de esta deriva liberada, personalizada en la música, sindicalistas, militantes contra la especulación inmobiliaria, políticos y abogados vascos abundan… que llega a un paroxismo en el contexto del conflicto político catalán. La “democracia española” cesa a los presidentes autónomos a través del artículo 155 o tergiversa la ley electoral, incumple las formalidades procesales para destituir y condenar cargos electivos, anular sentencias de los tribunales europeos que disipan las espantosas necesidades democráticas del Estado español ... todo lo cual, para nosotros, no no descubre nada nuevo, muestra la debilidad del proyecto nacional español en un régimen jurídico-político cada vez más deslegitimado socialmente, y cuestionado a nivel internacional.
En este proceso criminal, nuestra gente está jugando con los derechos fundamentales básicos. Los acusadores pretenden circunscribir la libertad ideológica del disidente al pensamiento íntimo e innombrable; libertad de expresión en el ámbito privado y clandestino; el derecho de asociación política y participación al club de concursantes de técnicas inofensivas de marketing político e institucional en su ilusión electoral. El totalitarismo neoliberal global es consciente de que el modelo económico-social despectivo y miserable sólo puede prolongar su vigencia aniquilando la voz revolucionaria y generalizando el miedo, y los españoles, como siempre, en estos asuntos se emplean sin contemplación.
Veamos quién acusa a esta macrocausa contra la independencia gallega: un cuerpo armado que tiene sus artilugios empapados de sangre antifascista y patriótica durante décadas. Estos tricornios y capas que sembraron el terror en nuestras colinas, aldeas, pueblos y ciudades; Hoy con nuevo vestuario y aplausos mediáticos, se dedican a vigilar, perseguir y asaltar las casas de militantes en Galicia. Nos acompañan los integrantes que sustituyeron los uniformes militares en la tarea de garantizar el orden público español bajo el paradigma del derecho penal enemigo. ¿Quién es el terrorista en esta ecuación política?
Las conclusiones son tan obvias que deben impulsar la máxima movilización solidaria con los imputados, porque si los terroristas imponen sus tesis represivas, el futuro que nos espera está aterrorizado.
No son conciliación, huida o cobardía. Tenemos la obligación de fortalecer una respuesta gallega y popular frente a la extrema derecha encaramada en los altos órganos judiciales y órganos represivos del Estado, que amenazan a todo, a todos y a todos.
Nosotros, los destinatarios de la generosa solidaridad y asistencia de cientos de gallegos y gallegos, y también en especial de los actualmente empleados, les expresamos nuestro cariño y apoyo a ellos y a sus familias, y anunciamos que coincidiendo con el inicio del juicio político en la Audiencia Nacional, protestaremos en cadenas, rechazando la comida que ofrecen las cárceles a lo largo del día, comunicando formalmente nuestra denuncia de este ataque represivo.
Hacemos un llamado a la ciudadanía, organizaciones políticas y colectivas sensibles a la vulneración de derechos, a apoyar movilizaciones e iniciativas de apoyo a los militantes involucrados, en esta defensa de los derechos y libertades de todos y todas.
Contra la represión española, ¡ni un paso atrás!
¡Nuestra solidaridad es imparable! ”
sábado, 15 de abril de 2017
Comunicado presos independentistas
martes, 21 de marzo de 2017
Manifiesto Abrolhar
MANIFESTO ABROLHAR
A SOCIEDADE GALEGA CONTRA A CRIMINALIZAÇOM
DAS IDEIAS E A PERSECUÇOM DO INDEPENDENTISMO
As pessoas abaixo-assinadas, desde distintos setores sociais, sindicais, culturais e políticos deste País, sendo conhecedoras da detençom de 9 independentistas galeg@s em 2015 no marco da Operación Jaro e da sua imputaçom em imaginários delitos que podem supor o seu encarceramento, e estando preocupadas com a ilegalizaçom da organizaçom independentista Causa Galiza pola Audiencia Nacional que, a posteriori, foi “legalizada” por este mesmo tribunal,
PROCLAMAMOS
1º Que denunciamos e rechaçamos, com absoluta claridade e contundência, a montagem policial e judicial iniciada em 2015 contra umha organizaçom política e a sua militáncia com a pretensom de criminalizar e minorizar um posicionamento político digno e legítimo como é a constituiçom da Galiza em Estado como acontece hoje noutras naçons de Europa e debilitar, ainda mais, o estado atual das liberdades democráticas na Galiza.
2º Que exigimos do Governo espanhol, último responsável por esta operaçom, o arquivo definitivo da causa penal aberta a nove independentistas galegas e galegos no tribunal sucessor do TOP da Ditadura simplesmente por serem isso: independentistas que trabalham e luitam pola construçom e a liberaçom nacional deste País.
3º Reclamamos das autoridades espanholas o cessamento unilateral e imediato deste tipo de operativos repressivos cuja exclusiva finalidade é satanizar um projeto político e furtar à sociedade galega o debate livre, aberto e plural de ideias e perspetivas de País que é inerente a qualquer sistema que se proclame “democrático”.
4º Por último, convidamos os galegos e as galegas a participar na mobilizaçom nacional que convocarám @s processad@s e distintos agentes sociais, sindicais e políticos deste País no próximo 23 de abril em Compostela. O objetivo da citada mobilizaçom é reivindicar perante o Governo espanhol os pontos anteriores, desde a consciència de que a mobilizaçom e a pressom social som capazes de desbaratar montagens repressivas de profundo impulso político como a que estamos a contemplar.
Na Galiza, em 21 de março de 2017
Início da Primavera
A continuación figuran 600 firmantes.
martes, 19 de abril de 2016
Comunicado del CPIG
miércoles, 20 de enero de 2016
Comunicado del CPIG
jueves, 12 de marzo de 2015
Escrito de preso y de su abogado
ALGUNAS ACLARACIONES NECESARIAS



