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miércoles, 17 de abril de 2024

Comunicado del CPIG

El Colectivo de Presas y Presos Independentistas Galegos (CPIG) redacta una vez más en el mes de abril un comunicado del que ofrecemos un extracto:

Os/as presos/as da resistência galega somos presos/as políticos/a. Formamos parte de uma histórica dissidência popular arredista enfrentada ao colonialismo espanhol. Para o Estado que nos submete, como espaço do monopólio da violência autolegitimada moralmente, somo “terroristas”, o grosso palavrom do nosso tempo, cujo poder emocional tem suscitado tanta confusom.
É curioso como um termo ligado originalmente ao enorme poder e capacidade repressiva que pode ser capaz de exercer o Estado capitalista moderno através de “leis de exceçom”, “leis de suspeitosos”, “tribunais especiais”, “execuçons sumárias”, “jurisdiçons excecionais” e estruturas para-legais para a defesa da “raçom de Estado”, como foi o contexto da centralizaçom política e conformaçom do Estado burguês dos primeiros tempos da revoluçom francesa, acabou transladando-se de jeito totalemnte desvirtuado, às manifestaçons populares susceptíveis de desafiar o monopólio da violência do Estado capitalista e a sua capacidade de controlo e domínio.

Nos últimos 30 anos, e muito especialmente trás os ataques em Nova Iorque de setembro de 2001, o termo “terrorista” tem ido adquirindo uma versatilidade extraordinária, utilizado como arma político-ideológica sem margem para qualquer modulaçom. Todos os Estados industrializados se afanaram por saldar as suas contas com as dissidências internas convertendo-as em “ameaças terroristas”, a cuja cabeça se encontra, como nom podia ser de outro jeito, os EEUU e o seu listadoi global de “Grupos Terroristas Especialmente Designados”.
No Estado espanhol a reforma do Código Penal de 2015 foi a última volta de porca na linha de abrir as poucas cancelas que ainda coutavam o seu alcanço.

O “terrorismo” expressa bem o fundamento mistificador do poder espanhol, que invisibiliza sempre a ordem de violência, exploraçom e assovalhamento que padece a nossa Naçom à vez que deslegitima e condena a quem exercer o seu direito à autodefesa. A legislaçom internacional reconhece a legitimidade da luta por todos os meios disponíveis, incluída a luta armada, dos povos baixo dominaçom colonial ou ocupaçom extrangeira.

“A violência maior do Estado legitima-se moralmente reconhecendo certos fins, as violências menores som deslegitimadas moralmente porque tratam de reapropriar-se dos meios. O nível dos fins é aquele no que o Estado se volve moral e no que toda alusom aos meios se volve imoral”. (...)

Baixo este régime repressivo foi assassinado Moncho Reboiras e detidos/as e encarcerados/as militantes da Uniom do Povo Gaelgo em agosto de 1975.

O 26 de agosto de 1975 o governo do franquista Arias Navarro aprova umha duríssima lei anti-terrorista. En 1978 -ano da aprovaçom da Constituiçom Espanhola e num contexto de enorme agitaçom política e social- seria aprovado um decreto sobre segurança, conhecido como Lei anti-terrosita, em vigo até 1988. Esta lei previa a prolongaçom da detençom governativa até 10 dias. Foi-lhes aplicada aos independentistas galegos de LAR (Loita Armada Revolucionária) e a um colaborador do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), Suso Paz, detido em julho de 1987.

O Tribunal Constitucional declarou posteriormente inconstitucional esta prolongaçom do tempo de detençom incomunicada, rebaixando-o a 5 dias, assim como anulou a possibilidade da incomunicaçom do detido sem prévia decisom judicial. Foi substituída pola Lei 4/1988 que, com pequenas reformas posteriores, é de aplicaçom atualmente. Baixo esta Lei -que contempla a incomunicaçom até 5 dias- foram detidos/as e encarcerados/as os/as presos/as do EGPGC e da resistência galega. (...)
Todos/as os/as independentistas galegos/as forom encarcerados/as em prisons fora da Galiza, a centos de quilómetros dos seus fogares. Apenas os/as últimos/as prisioneiros/as do EGPGC e da resistência galega forom repatriados a cárceres na Galiza a finais dos anos 90 e a partir de 2019 respetivamente.
(...)
Atualmente dous presos da resistência galega (um em Teixeiro e outro na Lama) som os que mais cárcere levam pagado de forma continuada desde que os primeiros nacionalistas galegos entraram em prisom lá por 1975. Com umha condena de 13 anos e 9 meses, depois de mais de 12 cumpridos em diferentes cárceres espanhois, de muitos anos em 1º grau, de cumprirem sobradamente os requisitos objetivos exigidos pola lei para, nom só o desfrute de permissos, senom também para a sua classificaçom em 3º grau e a concessom da liberdade condicional depois de que o último ciclo de luita protagonizado pola resistência galega se desse por finalizado… depois de tudo isto, o cárcere de Teixeiro denega a finais de 2023 a solicitude de um permisso por, literalmente, “pertença a organizaçom terrorista” e a “perigosidade” do solicitante. O permisso foi finalmente conseguido tras um posterior recurso ao Julgado Central de Vigilância Penitenciária, o que nos dá umha ideia da excecionalidade que ainda vivem os/as prisioneiros/as da resistência galega.
(...)
Alguém se imagina os/as presos/as independentistas galegos/as pedindo perdom às grandes inmobiliárias e construtoras, à ENCE, à Banca, ao alcalde franquista de Beade, ao ex-diretor geral de Caixanova e ex-presidiário José Luís Méndez, a Alberto Nuñez Feijoo… polos danos patrimoniais causados pola resistência galega durante quase vinte anos?
Alguém teria imaginado a Nelson Mandela, co-fundador e dirigente da organizaçom guerrilheira uMkhonto weSizwe (Lanza da Naçom) em 1961 que levou adiante a loita armada contra a minoria branca, pedindo perdom ao regime de apartheid? A que nom.
Num paralelismo com a resistência galega, “Lança da Naçom” realizou açons de sabotagem, incluíndo explosons em instalaçons militares, linhas telefónicas, plantas nucleares e sistema de comunicaçons, açons executadas pola noite para minimizar danos colaterais indesejáveis. O mesmo Mandela aseverava que tinha escolhido a sabotagem porque evitada a perda de vidas.
(...)
A defesa da Terra (na sua complexa significaçom material, territorial, natural, existencial, espiritual e identitária, em tanto que memória social e arquivo da memória coletiva) nom é delito. É um dever moral, mesmo que esteja severamente punido polas leis de um Estado capitalista como o espanhol a funcionar historicamente como crime organizado na nossa Naçom.
(...)
O Tratamento penitenciário teoricamente é voluntário, portanto pode ser rechaçado, o que fazemos os/as presos/as do CPIG. Ora, o seu rechaço implica automaticamente a “nom consolidaçom de umha série de fatores resocializadores e reeducadores” que o regime carcerário exige habitualmente à hora de dar permissos, progressons de grau ou obter a liberdade condicional.
(...)
Em termos legais, a liberdade vigiada consiste no submetimento do excarcerado/a a controlo judicial através do cumprimento de umha série de medidas. Para o último preso da resistência galega posto em liberdade (dezembro de 2023) estas medidas forom as seguintes:

Obriga de estar sempre localizável mediante aparelhos eletrónicos que permitam o seu seguimento permanente, tendo a obriga de apresentar-se no lugar, dia e hora que se determine e se lhe indique pela Administraçom penitenciária, com o objectivo de levar a cabo as atuaçons técnicas necessárias para garantir o adequado funcionamento dos componentes que integram estas equipas de controlo e seguimento e, assim, garantir o cumprimento desta medida.
Obriga de apresentar-se cada 15 dias na comissaria local da polícia mais próxima ao seu domicílio, provisto de documentaçom original em vigor com a fim de acreditar a sua identidade.
Comunicar imediatamente, no prazo de 7 dias naturais cada mudança de lugar de residência ou do lugar ou posto de trabalho, na sé policial onde tenha fixadas as apresentaçons até esse momento.
Proibiçom de ausentar-se da província na que reside sem autorizaçom do Juíz ou Tribunal.
Proibiçom de comunicar-se com o resto de penados na mesma causa por nenhum emio físico ou virtual e a nom se aproximar deles a menos de 500m.
Proibiçom de desenvolver atividades laborais com afetaçom à segurança pública (aeroportos, portos, centrais nucleares ou insfraestruturas críticas em geral) ou a participaçom ativa que implique algum tipo de tutelagem, docência ou administraçom nos campos educativo, cultural ou lezer.
Proibiçom de adquisiçom de precursores suscetíveis de serem utilizados para cometer atentado terrorista ou material pirotécnico, assim como a necessidade de autorizaçom para alugar viaturas a motor de categoria igual ou superior a um turismo.
Proibiçom de participaçom ativa em qualquer tipo de ato público, palestra, conferência, ponência ou semelhante, programa de difusom em rádio e televisom, tanto de forma presencial como em formato “online”, organizado com a finalidade de exibir a sua experiência terrorista e revestir a mesma como exemplo para a audiência.
Proibiçom de participar em atos públicos organizados com o objetivo de exaltar ou enaltecer qualquer grupo terrorista ou a alguem dos seus membros, incluído qualquer tipo de ato no que ele mesmo seja o homenageado. Com especial significaçom aos atos que representem qualquer tipo de humilhaçom das vítimas do terrorismo.
Proibiçom de acesso a entornos virtuais proclives à radicalizaçom. Para isso deverá aportar ao corpo policial onde realiza a apresentaçom os seletores dos que faça uso no espaço virtual como som as linhas de telefone com conexom a internet, correios eletrónicos e perfis em redes sociais e aplicaçons de mensagens instantáneas.
Proibiçom de aceder a estabelecimentos comerciais como locutórios ou centros de chamadas e/ou navegaçom por internet.
Proibiçom de aceder a estabelecimentos comerciais que desempenhem a sua atividade como locais de envio e recepçom de dinheiro.
Proibiçom de toda atividade relativa à possessom, depósito ou adquisiçom de drons completos ou das suas partes, ds estaçons de terra para operar com os mesmos, assim como de software e dos componentes independentes cuja ensamblagem ou montagem permita a fabricaçom de umha aeronave nom tripulada por controlo remoto. Aliás da proibiçom de registar-se como operador no registo de operadores AESA.
Proibiçom da adquisiçom de materiais que sirvam para a fabricaçom das peças ou das partes necessárias para a construçom de aeronaves nom tripuladas viáveis de desenho próprio.
(...)
Os/as presos/as independentistas galegos/as, baixo o tipo delitivo terrorista, ao socaire do discurso de segurança, som contemplados como “sujeitos perigosos”, “delinquentes por conviçom” que devem ser “neutralizados”. Como esta perigosidade continua umha vez cumprida a pena que nos foi imposta por um tribunal especial, abre-se passo o “Direito penal do risco”, a consideraçom de que há que atender também esta perigosidade futura, pois se estima que a sociedade nom tem por que assumir todo o risco que geramos quando já temos cumpridas as nossas penas de prisom.

Esta reflexom feita por umha professora de Direito penal é bastante ilustrativa:

“Afirma-se que a liberdade vigiada vem suprir o défice em prevençom especial que apresentam as penas longas privativas de liberdade às que som condenados os terroristas. Porém, resulta surpreendente que o trabalho de prevençom especial que nom se tem podido fazer em catividade se pretenda fazer em liberdade e, em muitas ocasions, depois de longas condenas de prisom. Como vai saber o Tribunal que tem que impor a liberdade vigiada nas sentenças condenatórias por terrorismo que o condenado vai estar necessitado desta prevençom umha ez extinguida a condena de prisom de 10, 20 ou 40 anos?

17 de abril. 2024. DIA INTERNACIONAL DOS/AS PRESOS/AS POLÍTICOS/AS. COLETIVO DE PRESOS/AS INDEPENDENTISTAS GALEGOS/AS.

VIVA GALIZA CEIVE.

DMQE.”

miércoles, 11 de octubre de 2023

Comunicado de presos

Con motivo del "Dia da Galiza Combatente", el colectivo de presos independentistas publica un comunicado del que ofrecemos un extracto:

O 11 de outubro de 1990 os jovens independentistas galegos, José Inácio Vilhar Regueiro e Dolores Castro Lamas falecêrom no transcurso de umha acçom armada protagonizada polo Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive.

Desde começos de século, os/as arredistas galegos/as temos erigido esta data para comemorar a lucidez, a coragem e a deterninaçom de tantos/as galegos/as que ao longo da história tenhem enfrentado o Estado opressor espanhol, transgredido e desobedecido as suas leis e desafiado o seu monopólio da violência.

A reatualizaçom das formas de conflituosidade e a impronta da memória coletiva como estruturante das escolhas no relativo aos modos e maneiras de atuar som o cerne disso que conhecemos como “cultura de resistência” que nos remete sempre para práticas de autodefesa, desobediência e contrapoder. Dizia Vicente Risco –com acerto– que o futuro ao que se tende estriba no passado radical onde se procede. Trata-se, pois, de um futuro chamado a realizar-se. Para quem o queira entender melhor assim o expressava, sem circunlóquios, o velho kemperi, um dos últimos chamáns jaguar dos huaorani, na selva do leste do Equador. De jovem, somou-se ao grupo de guerreiros que emboscou e matou vários empregados da Shell na década de 1940 (o equivalente ao nosso Iberdrola, Naturgy ou Greenalia atuais). Doze operários perderam a vida a maos de guerreiros indígenas. Posteriormente a companhia deixou de operar nessa zona. Um dia perguntaram-lhe: “E se volvem os homens de capacete e uniforme?” Se volvem matamo-los –contestou com total normalidade– aqui faremos o que nos ensinaram os nossos pais e os nossos avôs.

Os slogans “avançados” dos anos sessenta e setenta: “desenvolvimentos”, “qualidade de vida”, “libertaçom pessoal”, ou “inestabilidade democrática do consumo geral”… som hoje o combustível ideológico que alimenta o arrasamento de territórios e comunidades humanas. Igual que hoje certo consenso progressista aplaude a era do consumo “online” e do smartphone como um dos dispositivos mais democratizadores jamais criados, teriam aplaudido a iniciativa bem sucedida de Fraga Iribarne, nos anos sessenta-setenta do século passado, de potenciar ao máximo na Galiza a criaçom de teleclubes, auténticas redes de penetraçom capilar de Televisom sobre todo o mundo rural graças à sua funçom coletiva em espaços comunais.

O nosso combate, a nossa defesa da Terra, é a impugnaçom mais decidida deste processo comandado pelo capital, o Estado, as suas elites, as suas instituições e os partidos do régime. Um processo de crescimento económico, acumulaçom de capital, destruiçom da Natureza e esterilizaçom social e cultural.

A defesa da Terra tem sido em origem a base de articulaçom dos projetos políticos do nacionalismo galego e seguirá a ser a força do pensamento arredista desde o qual construir projetos emancipadores. Projetos combativos que nom devem perder a perspectiva das transformaçons civilizadoras fundamentais, traduzidos em intervenções radicais nos seus condicionantes políticos, sócio-económicos e culturais.

Nom há escolha, ou resistência ou barbárie. Irmaos, irmás, nos conflitos onde questões vitais estám em jogo, a resistência –nom as concessões– é o essencial. E toda resistência no caminho da Terra, a liberdade e o amor à Vida nom se fará sem esforço nem sem loita.

Viva Galiza Ceive!

Denantes mortos que escravos!

CPIG 11 de outubro de 2023.


Comunicado íntegro: https://www.ceivar.org/2023/10/11/comunicado-do-cpig-no-dia-da-galiza-combatente/ 

jueves, 27 de julio de 2023

Comunicado presos

Los presos independentistas publican un comunicado con motivo del "Día de la patria gallega" del que ofrecemos un extracto:

Companheiros e companheiras:
Neste novo Dia da Pátria, recebei o saúdo fraterno dos/as prisioneiros/as da resistência galega a todas e todos aqueles em cujo coraçom e em cuja vontade a Galiza continua a resistir. Desde os cárceres de Espanha, desejamos que este ritual anual de encontro, celebraçom e luita da naçom galega, contribua para renovar o fermoso compromisso patriótico de quem cada 25 de julho acudides a Compostela, e sirva também para achegar força nova a esta conjura histórica das galegas e os galegos que nos negamos a deixar de sê-lo. (...)
Em última instáncia, a independência nom no-la dará ningumm parlamento, ma a nossa própria determinaçom coletiva de luitar e exercê-la na prática, de viver cada vez mais de costas às leis e aos poderes alheios.
Porque nom haverá legitimidade própria sem desobediência das leis espanholas, quanto mais teimemos em existir como povo, mais presente estará a repressom nas nossas vidas. Por isso, queremos finalizar fazendo um reconhecimento e um cahamento a fortalecer Ceivar, umha organizaçom com 20 anos de experiência e de dignidade às suas costas. Desejamos que a sua referência e o seu exemplo sejam ponto de encontro de novas e velhas geraçons de galegas e galegos insubmissos, e umha mostra sempre viva de como o arredismo sabe cuidar e defender a Galiza que luita.
Com o punho em alto e o coraçom ardendo, desde as nossas celas, hoje estamos com vós. Enviamos-vos nest dia o abraço irmandinho da nossa companheira e os vossos companheiros presos, que ao vosso carom, berram:

Viva o dia da Pátria!

Viva a Galiza que resiste!

Denantes Mortos/as que Escravos/as!

Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as (CPIG)

Julho de 2023

martes, 11 de octubre de 2022

Comunicado de presos

Se publica un comunicado de los presos independentistas del que ofrecemos un extracto:

Desde meados dos anos 70 do século XX venhem desenvolvendo-se na Galiza diferentes projetos de luita armada: os irmandinhos (Frente Armada da UPG), Loita Armada Revolucionária (LAR), Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), e a resistência galega, o último destes movimento de autodefesa.

Em setembro de 1991 tivo lugar a última açom do Exército Guerrilheiro, e em 1994 a auto-dissoluçom da Assembleia do Povo Unido (APU), o seu braço político. Fechava-se assim um projeto político-militar que estivo presente quase 10 anos, entre finais de 1985 e 1994, com um saldo de  quase 100 açons armadas, quase 30 detidos e 2 guerrilheiros falecidos em combate, Dolores Castro Lamas e José Inácio Vilar Regueiro.

Nas vésperas do 25 de julho de 1995, com o ataque incendiário a umha entidade financeira na Corunha e a posterior detençom e encarceramento baixo a legislaçom anti-terrorista de dous jovens da Assembleia da Mocidade Independentista (AMI), inicia-se um novo ciclo de violência revolucionária na Galiza, protagonizada em boa medida pola mocidade arredista. Entre 1995 e 2003, num clima de relativa conflitividade social (greves gerais, tratoradas, levantamento estudantil contra a LOU, movimento contra a guerra do Iraque, crise do Prestige…) ensaia-se por primeira vez na Galiza a luita de rua e agitaçom ilegal com certa sistematicidade , prodigando-se simultaneamente os ataques com artefatos incendiários . Cara finais deste período esta subversom tem já umha alta regularidade e um relevante componhente de planificaçom e organizaçom, assim como bons níveis de execuçom.

Quiçais um bom exponente de todo isto seja a conversom por primeira vez do Dia da Pátria numha jornada de combate e luita, trasladando-se as noites do 24 de julho em Compostela momentos álgidos desta estratégia de tensom social e de enfrentamento aberto com o Estado. Este período vai sentar as bases da resistência galega, que vai definir-se e configurar-se definitivamente entre 2000 e 2004. Nos momentos álgidos da estafa bancário e o urbanismo depredador que nos levariam à crise económica de 2008, o independentismo galego começa a assinalar e atacar aos seus responsáveis. Em 2005 e 2011 saem à luz o 1º e 2º manifesto pola resistência galega, em 2014 divulga-se um vídeo-manifesto com a intervençom de um guerrilheiro da resistência galega na clandestinidade, e entre 2016 e 2018 aparecem os dous primeiros números do seu vozeiro “A guerrilheira”.

Vam ser quase 20 anos de luita pola defesa da Terra, mais de 20 pessoas encarceradas e mais de 60 ataques com artefatos explosivos e incendiários contra infraestruturas de colonizaçom, entidades financeiras, partidos políticos espanhóis com responsabilidades no régime de ocupaçom e empresas e pessoas comprometidas com a opressom e exploraçom da nossa Naçom.

Em muitos aspetos, a resistência galega nom é homologável a nenhuma outra experiência de luita armada na Galiza, nem sequer o é a nenhuma outra havida no Estado espanhol. Seguramente por esta razom acabou concitando tanto ruído mediático e tantas especulaçons a distintos níveis durante tantos anos.

Filho do cambio de século, o novo arredismo galego redesenhou o enfrentamento com Espanha desde parámetros diferentes aos que marcaram as estratégias político-militares esquerdistas das décadas dos 60, 70 e 80 de toma de poder e assalto ao Estado baixo a tutela de vanguardas dirigentes.

A militância galega concebeu-se a si mesma como “braço armado do povo”, nom de nenhuma estrutura política partidária. O seu braço político foi a comunidade nacional de resistência, que alimentou durante duas décadas a atividade insurgente. As experiências armadas precedentes e o novo contexto social e político vam marcar substancialmente as suas formas e os seus conteúdos. Mais que um poder de Estado e a monopolizaçom do poder político, o seu objetivo estratégico foi a construçom de contra-poder popular e autodefesa do território contra a máquina civilizatória do Estado e o Capital. Em consequência, a perspectiva política foi a de armar os movimentos sociais e a comunidade nacional de resistência com as ferramentas da sabotagem e a clandestinidade, formulando um projeto de construçom coletiva de poder e soberania desde abaixo, inserido num ecossistema de resistência e contestaçom.

Por isso mesmo umha das caraterísticas mais notáveis da resistência galega foi a vontade de invisibilidade mediática, a determinaçom de nom implicar-se na obscenidade do mercadejo político do capitalismo decrépito e a sua sociedade do excesso, de afastar-se de umha cultura esquerdista que a medida que é mais estéril e impotente mais se afana na catástrofe dos gestos valeiros, a auto-complacência, o exibicionismo e o esteticismo mais degenerado. E se bem é certo que este minimalismo político levou aparelhado alguns inconvenientes de compreensom e clasificaçom além da pequena rede de combate implicada que nos últimos anos começara a corrigir-se na sua justa medida, também o é que esta pulsom por viver, medrar e aprender a luitas no húmus comunitário sem a legitimidade e a bençom das diferentes cartas políticas do culto ao prestigio pessoal e dos chutes da civilizaçom egóica, é um facto de incalculável valor.

A autodefesa do nosso povo, o cuidado e a proteçom do nosso território som inegociáveis, disso depende a sobrevivência da nossa naçom. Nom é possível faze-lo sem humildade, realismo e invisibilidade total ante os aparelhos repressivos do Estado e as suas redes de controlo tecnológico.

Mália que a resistência galega se afastasse do modelo das organizaçons insurgentes tradicionais, os aparelhos repressivos do Estado Espanhol decidiram que devia ser umha organizaçom terrorista convencional, com todas as da lei, seguindo ao pé da letra o manual de contra-insurgência que vem implementando Espanha nos últimos 70 anos.

A resistência galega nom foi capaz de sobrepor-se à repressom do Estado e foi, finalmente desativada. A última açom armada tivo lugar em outubro de 2014. As última detençons produzírom-se em junho de 2019. Em janeiro de 2022 tivo lugar o juízo contra quatro independentistas sentenciados em firme a 64 anos de prisom em total, e o 2 de fevereiro dous destes irmaos foram de novo imputados noutra causa por estragos terroristas a raiz do ataque com explosivos em 2014 contra o Concelho de Baralha ocupado polo Partido Popular.

Hoje o Coletivos de Presos/as Independentistas Galegos/as (CPIG) sobrevive nos cárceres espanhóis como face visível e sujeito político da auto-defesa popular, digno referente de umha etapa de luita frontal contra a destruiçom e domesticaçom do nosso país. É umha honra para nós formarmos parte desse nacionalismo que leva 45 anos pagando com cadeia a sua firme determinaçom de nom entregar a nossa terra às bandas político-empresariais que, baixo as diretrizes do Estado capitalista pretendem perpetuar a velha acumulaçom por despojo.

Sim, os últimos 45 anos -excepto a ausência de prisioneiros/as por breves intervalos- houvo sempre presos e presas nacionalistas e arredistas nas cadeias espanholas. 

Desde 2005, o CPIG levou a resistência às prisons espanholas. Os seus membros fórom dispersados por Espanha adiante, classificados em módulos de regime fechado, intervidas as suas comunicaçons e negados muitos dos seus direitos. Mas conseguiu-se manter vivo e com boa saúde um projeto coletivo de assunçom do nosso caráter de presos e presas políticas e de nom acataçom do régime carcerário no que supom de ataque à dignidade humana e de impugnaçom da nossa autonomia, a nossa vontade de ser e de luitar.

O traslado a cárceres espanhóis na Galiza em 2019 e 2020 foi um fito importante. Supujo para nós umha melhora substancial na qualidade de vida tam ligada à necessidade de afetos e atençom de famílias, comunidade política e entorno social.

O CPIG em atençom aos já 8 anos sem açons da resistência galega, aos provavelmente sejam os últimos processos judiciais derivados da luita armada, à deteriorada situaçom do arredismo trás décadas de submetimento polo régime repressivo espanhol e ao contexto social e político atual, considera chegado o momento de fazer esta declaraçom de futuro:

Consideramos que as circunstancias acima citadas fecham umha etapa de luita e o CPIG está disposto e em condiçons de contribuir a que se faga coletivamente e com perspectivas de futuro, em chave política para avançar e nom para retroceder. Quando toca reconstruir, recuperar, centrar e priorizar esforços no fundamental, nom podemos ter abertas demasiadas frentes, é um luxo e é ineficiente. Por esta razom o CPIG adotou por unanimidade a decissom de desativar a frente carcerária exclusivamente naqueles aspetos que implicam, nas atuais circunstancias, um prolongamento inecessário da prisom, o desenraizamento familiar e social e a desconexom dos atuais processos de mobilizaçom social e regeneraçom política.

Em consequência a partir do 11 de outubro de 2022 o CPIG abre a possibilidade para que os presos e presas que assim o desejem podam acolher-se ao regulamento do régime prisional que possibilita sair da cadeia com permissos temporais antes do licenciamento definitivo e igualmente poder acedes aos 3º graos e á suspensom da execuçom da condena ou liberdade condicional. Derivado do anterior, também poderám cumprimentar os requisitos legais e regimentais necessários para a consecuçom destes objetivos de excarceraçom temporal e ou definitivo, excetuando a colaboraçom com Espanha na repressom do nosso movimento e o arrependimento político como ferramenta do Estado para deslegitimar a própria trajetória e a daqueles que combateram.

O CPIG mantem inalteráveis os seus princípios políticos e de vida na cadeia nom afetados polas decisons que acabamos de adoptar.

Princípios políticos

Reconhecimento da nossa condiçom de presos políticos.

Em relaçom com este reconhecimento, a reivindicaçom da Amnistia, como contestaçom de que o exercício político dos e das independentistas galegas estivo enmarcado no que a Declaraçom Universal dos Direitos Humanos denomina no sei limiar: “O supremo recurso da rebeliom”.

Direito a cumprir a condena em prisons da Galiza e a faze-lo de jeito coletivo, reagrupados no mesmo cárcere e na mesma unidade de convivência (no mesmo módulo).

Direito à intimidade e à privacidade das comunicaçons.

Princípios de vida na cadeia

Respeito e defesa da dignidade humana e dos direitos que legalmente nos amparam

Direito a viver sós na cela, rechaçando a partilha forçada do mínimo espaço vital com qualquer outro recluso.

Negar-se aos cacheios integrais, exigindo que polo menos proporcionem umha bata.

Para finalizar queremos reconhecer e valorar o acompanhamento feito todos estes anos polar nossas famílias, o nosso movimento, as organizaçons de solidariedade e tantas pessoas que título particular se venhem achegando a nós para oferecermos o seu apoio. A todas e todos, obrigadas!

A condiçom de presos políticos non nos outorga nenhuma prerrogativa, nom nos dá direito a maiores quotas de indulgência. Também cometemos erros, temos dúvidas e nom somos infalíveis. Por isso perdom por todos aqueles momentos que nom estivemos ou nom soubemos estar à altura das circunstancias ou a nível do vosso carinho e da vossa atençom.

A relativa complexidade do mundo atual, como o seu corolário de dificuldades e adversidades reais ou imaginarias aduze-se muitas vezes como contexto justificativo de propostas, de deserçom, rendiçons e individualismo militante. Nom há complexidade nem dificuldades capazes de eliminar o enorme desafio que o regime de destruiçom atual nos tem formulado como pessoas, como povo, como terra. Por isso seguimos firmes no caminho. Seguimo-lo juntos e queremos faze-lo sem deixar a ninguém atrás. Irmaos, irmás, em nome do fundamental, da vida e da terra, seguimos em luita. A condiçom extrema da luita é a oportunidade para a nossa liberdade, a nossa autodeterminaçom e sobrevivência como pessoas e como povo. A luita continua!

CPIG

11 outubro de 2022. Teixeiro e A Lama.

Viva Galiza ceive!

Denantes mortos que escravos!

Comunicado íntegro en: https://www.ceivar.org/2024/03/01/declaracom-do-cpig-outubro-2022/

domingo, 16 de enero de 2022

Comunicado del Colectivo de presos

Con motivo del próximo juicio en la Audiencia Nacional a cuatro independentistas gallegos, el Colectivo de presos independentistas gallegos hace un comunicado público del que ofrecemos un fragmento (traducido):

Durante casi veinte años, como consecuencia de la represión del Estado español de las actividades de la resistencia gallega, muchos fueron perseguidos, detenidos, pasados ​​por las comisarías y cuarteles de la Guardia Civil, en muchas ocasiones sometidos a tratos vejatorios, incomunicados bajo la ley antiterrorista, juzgados fuera de su país por un tribunal especial y condenado a largas penas de prisión. Algunos llevamos más de diez años en prisión, muchos de ellos desterrados y dispersados a cientos de kilómetros de Galicia bajo estrictos regímenes penitenciarios.

Hoy y aquí reafirmamos nuestro compromiso político con la liberación nacional y social de Galicia. Nunca hemos reconocido ni reconoceremos a ningún tribunal del Estado Español cuyo sistema jurídico-penal se empeñe en negar y reprimir el derecho inalienable a nuestra autodeterminación como pueblo, en apoyar jurídicamente la destrucción de las bases materiales y naturales de nuestra tierra, sin los cuales no es posible una vida digna y próspera, y en mantener un régimen oligárquico-monárquico sobre corrupción, enormes desigualdades e intolerables privilegios.

Sólo el independentismo gallego está en condiciones de combatir el designio de ruina y destrucción de esta mafia política y económica, porque -con errores y aciertos- nunca eludió los problemas y siempre supo darle la vuelta con dignidad al miedo y la frustración.  Pero por ahora necesitamos más fraternidad, mayores dosis de tolerancia, paciencia y resistencia militante, así como una cultura política menos fratricida.

Hacemos un llamamiento a todos, mayores y jóevenes, a las nuevas generaciones a levantar (o fortalecer, reconstruir) instituciones populares soberanas, estructuras sólidas y eficaces de autodefensa colectiva y supervivencia como pueblo, alimentando esta hermosa comunidad histórica de resistencia nacional en defensa de la Tierra y de la Vida que ni la represión ni el encarcelamiento ni la ideología del progreso y las nuevas tecnologías de apaciguamiento y control social lograron derrotar.

Denantes mortos que escravos.

lunes, 19 de julio de 2021

Comunicado del Colectivo de presos

El Colectivo de Pres@s Independentistas Galeg@s publica un comunicado con motivo del 25 de julio, Día de la Patria Gallega, del que ofrecemos un extracto traducido:

Desde los tiempos de la lucha antifranquista, el Día de la Patria también se celebra, casi ininterrumpidamente, dentro de los muros de las cárceles españolas.

Sabemos, sin embargo, que fuera de estos muros los tiempos no son los más propicios para grandes movilizaciones. A las limitaciones y el cansancio que provocó la pandemia, quizás también esté la desorientación y el desánimo que provocó la enésima lucha política, o porque tal o cual posición no nos parece la adecuada. 
Es la ocasión para relativizar los desencuentros y convocarnos y juntarnos en torno a lo realmente importante; también para celebrar nuestras pequeñas victorias y construir sobre ellas. Aquí hay una importante: si el año pasado esperábamos con miedo y rabia la posible ilegalización de Ceivar y la Causa gallega, el juicio de la Operación Jaro nos dejó no solo un gran ejemplo de valentía y dignidad militante, sino también la confirmación de que la lucha antirrepresiva, la actividad y la acción política independentista no solo es justa y necesaria, sino también perfectamente legal.

Porque, usando una metáfora de moda, la realidad es que nuestro país está en la UCI, más necesitado que nunca de esfuerzos solidarios, compromisos vitales y cuidados intensivos. Tras el fracaso de la estrategia criminal de convertir Galicia en una colonia turística en Madrid -que destrozó nuestro territorio, precarizó nuestros trabajos y dependió nuestra vida del sector más inestable de la economía mundial-, el nuevo salto adelante, de cara al acantilado, pide- si "capitalismo verde". El absurdo de querer seguir produciendo y consumiendo energía ilimitada ahora pretende alimentarse de electricidad en lugar de petróleo, y para eso proyecta una ofensiva en forma de macro-viento y minería. La caída de nuestro medio rural supone una amenaza semejante a la que hizo que nuestros padres y padres se levantaran en Encrobas, en Xove, en Baldaio, en Castrelo de Minho…
Se acercan tiempos de lucha y represión, en los que es nuestro deber seguir defendiendo con uñas y dientes la existencia de Galicia como condición para la posibilidad de una vida diferente a los experimentos explotadores, deshumanizantes e insostenibles del capitalismo mundial. El capitalismo guiado por los fondos europeos y las políticas españolas quiere devorar, una tras otra, las bases económicas y territoriales de una forma de vida digna y sostenible para nuestros pueblos. 
Su insaciable ambición se niega a reconocer la evidente locura de este camino de crisis continua y destrucción global, que ya se ha mostrado incapaz de ofrecer un futuro a nuestro país ni siquiera para una generación. 

Acompañando ese grito de orgullo y determinación que cada 25 de julio hace temblar a Compostela, hoy nosotros, desde nuestras celdas, volvemos a conjurarnos con todos vosotros en defensa de nuestro territorio, nuestra identidad y nuestra soberanía, las únicas bases en las que será posible construir un futuro digno para el pueblo gallego. En cada bandera al viento, en cada puño levantado, en cada voz que grita para entonar alto y fuerte nuestro himno, nos sentimos representados los patriotas gallegos prisioneros de España.

Hermanas, hermanos: ¡Viva la Patria Gallega!

Denantes Mortos Que Escravos

miércoles, 29 de enero de 2020

Comunicado del CPIG

Se hace público un comunicado del Colectivo de Pres@s Independentistas Galeg@s:

En los próximos meses, doce activistas independientes serán sometidos a un juicio de eminente carácter político en la Audiencia Nacional. Puede que no sea el más destacable en sí mismo, ni tampoco una novedad para el independentismo, sin embargo nos encontramos ante una hazaña represiva sin precedentes de tal magnitud contra las expresiones o políticas de la causa gallega.

Estos y estos reconocidos militantes políticos y solidarios frente a la represión encarnan en su pueblo la acusación contra un activismo público que se viene desarrollando desde hace décadas dentro de las corrientes de la legalidad imperante, que es elocuente, y que se refiere al estrechamiento de los márgenes de lo permitido hoy. en este Estado, que está convirtiendo su Código Penal y otras leyes de seguridad en un abrumador de derechos civiles y libertades públicas.

Es necesario tomar conciencia de esta gravísima agresión, que supone una amenaza para toda la ciudadanía gallega y sus posibilidades de autoorganización y movilización política. Se equivoca quien crea que a estos doce militantes se les acusa exclusivamente de reivindicar la memoria de la Galicia combatiente o de simpatizar activamente con los presos políticos; estos hombres y mujeres enfrentan una petición fiscal de 102 años para reunirse, convocar manifestaciones y conferencias o editar propaganda, lo que constituye un salto represivo contra la disidencia y el activismo que se oponen al régimen jurídico-político vigente desde posiciones soberanas en nuestro país. 



Ejemplos de esta deriva liberada, personalizada en la música, sindicalistas, militantes contra la especulación inmobiliaria, políticos y abogados vascos abundan… que llega a un paroxismo en el contexto del conflicto político catalán. La “democracia española” cesa a los presidentes autónomos a través del artículo 155 o tergiversa la ley electoral, incumple las formalidades procesales para destituir y condenar cargos electivos, anular sentencias de los tribunales europeos que disipan las espantosas necesidades democráticas del Estado español ... todo lo cual, para nosotros, no no descubre nada nuevo, muestra la debilidad del proyecto nacional español en un régimen jurídico-político cada vez más deslegitimado socialmente, y cuestionado a nivel internacional.

En este proceso criminal, nuestra gente está jugando con los derechos fundamentales básicos. Los acusadores pretenden circunscribir la libertad ideológica del disidente al pensamiento íntimo e innombrable; libertad de expresión en el ámbito privado y clandestino; el derecho de asociación política y participación al club de concursantes de técnicas inofensivas de marketing político e institucional en su ilusión electoral. El totalitarismo neoliberal global es consciente de que el modelo económico-social despectivo y miserable sólo puede prolongar su vigencia aniquilando la voz revolucionaria y generalizando el miedo, y los españoles, como siempre, en estos asuntos se emplean sin contemplación.

Veamos quién acusa a esta macrocausa contra la independencia gallega: un cuerpo armado que tiene sus artilugios empapados de sangre antifascista y patriótica durante décadas. Estos tricornios y capas que sembraron el terror en nuestras colinas, aldeas, pueblos y ciudades; Hoy con nuevo vestuario y aplausos mediáticos, se dedican a vigilar, perseguir y asaltar las casas de militantes en Galicia. Nos acompañan los integrantes que sustituyeron los uniformes militares en la tarea de garantizar el orden público español bajo el paradigma del derecho penal enemigo. ¿Quién es el terrorista en esta ecuación política?

Las conclusiones son tan obvias que deben impulsar la máxima movilización solidaria con los imputados, porque si los terroristas imponen sus tesis represivas, el futuro que nos espera está aterrorizado.

No son conciliación, huida o cobardía. Tenemos la obligación de fortalecer una respuesta gallega y popular frente a la extrema derecha encaramada en los altos órganos judiciales y órganos represivos del Estado, que amenazan a todo, a todos y a todos.

Nosotros, los destinatarios de la generosa solidaridad y asistencia de cientos de gallegos y gallegos, y también en especial de los actualmente empleados, les expresamos nuestro cariño y apoyo a ellos y a sus familias, y anunciamos que coincidiendo con el inicio del juicio político en la Audiencia Nacional, protestaremos en cadenas, rechazando la comida que ofrecen las cárceles a lo largo del día, comunicando formalmente nuestra denuncia de este ataque represivo.

Hacemos un llamado a la ciudadanía, organizaciones políticas y colectivas sensibles a la vulneración de derechos, a apoyar movilizaciones e iniciativas de apoyo a los militantes involucrados, en esta defensa de los derechos y libertades de todos y todas.

Contra la represión española, ¡ni un paso atrás!

¡Nuestra solidaridad es imparable! ”

sábado, 15 de abril de 2017

Comunicado presos independentistas

Comunicado del Colectivo de presos independentistas gallegos:

O Colectivo de Pres@s Independentistas Galeg@s comparece públicamente um 17 de abril máis, ante o espaço social, político e solidario independentista e nacionalista para achegar a nossa tradicional mensagem nesta jornada internacional de apoio as pres@s polític@s.

Se bem no ano transcorrido desde o anterior comunicado editado nesta jornada, nom se produzirom cambios relevantes na nossa situaçom penitenciária, si podemos afirmar que a fim do ciclo eleitoral culminado com as eleiçons de Setembro, nos apresentam um próximo período político caracterizado pro um Governo espanhol continuista na súa ofensiva neoliberal e espanholista contra a maioría social e contra a nossa Naçom junto a um Governo autonómico subsidiario da Moncloa disposto a cumprir sem reparo algum as diretrizes anti-galegas desenhadas por Madrid. Com toda probabilidade, o Estado perseverará no recorte de dereitos e liberdades e na represom da contestaçom social ao amparo da agenda e do discurso securocráta em que vive inmersa Europa. Nesta cojuntura nom se percibem condiçons favoráveis a mudanças sustanciais na política carcerária que vimos sofrendo @s militantes galeg@s encarcerad@s.

Aínda assim, entendemos que a prorroga estéril desta dinámica de castigo imposta nas cadeias está esgotada em atençom ás motivaçons que se atopam na génese da dispersom penitenciaria desenhada polo Estado nos anos 80.

Sendo consciente da difícil cojuntura actual, meramente esboçada; o nosso Colectivo acordou enfrentar a adversidade dando passos para abrir fendas na política da excepçom denunciada; assim a começar polas solicitudes de traslado e agrupamento do nosso Coletivo na cadeia de Teixeiro, tramitadas desde Novembro de 2016, que se atopam em curso. Assim mesmo, mantemos as medidas reivindicativas mensais e vimos de dirigir escritos a algumhas instituiçons reclamando o respeito dos nossos dereitos como cidadáns encarcerad@s. Nesta mesma linha, decidimos oferecer aos militantes sometid@s ao régime pechado, a possibilidade de iniciar os recursos pertinentes para a progressom ao régime ordinário, o que suporía flexibiliçar as actuais condiçons de encarceramento.

Com as solicitudes de traslado em marcha, o nosso Colectivo pretende um punto de inflexom na luita pola volta á Galiza, para o que consideramos imprescindível actuar um amplo espaço social na defessa dos dereitos que nos correspondem como prisioneir@s e polo cesse da política penitenciária vigente. Desde o reconhecimento á valiossa assistência despregada, desde hai máis de umha década polas ferramentas anti-repressivas e solidarias operativas e sabendo do seu necessário papel político, que lhe segue correspondendo; consideramos vigente multiplicar o espaço hoje movilizado polos dereitos d@s pres@s e abrir vías que nos permitam achegarnos á Terra e ás rúas.

Nesta direcçom, o nosso Colectivo adoptará as iniciativas necessárias para contribuír a impulsar umha dinámica social, ampla e plural polo traslado.

Chamamos ao espaço indepentista e nacionalista, a todas as pessoas demócratas e sensíveis aos dereitos humanos a manterse atent@s ás iniciativas polo traslado, solicitando a vossa implicaçom activa para conseguirmos entre tod@s a voltar a Galiza e o agrupamento do CPIG como primeiro passo cara a liberade d@s pres@s independentistas galeg@s.

Queremos culminar esta comunicaçom manifestando o nosso agradecemento as pessoas solidarias que com o seu esforço e trabalho diario nos ajudam a resistir nsa cadeias espanholas. A tod@s vós, que com visitas e cartas, coidados e atençoms, com denuncias e mobilizaçons... dotades de sentido esta jornada anti-represiva solidaria. Ánimo e força! Adiante a solidariedade!

Viva Galza ceive!!

Denantes mort@s que escrav@s!!>

martes, 21 de marzo de 2017

Manifiesto Abrolhar

Se hace público el siguiente manifiesto:

MANIFESTO ABROLHAR

A SOCIEDADE GALEGA CONTRA A CRIMINALIZAÇOM
DAS IDEIAS E A PERSECUÇOM DO INDEPENDENTISMO

As pessoas abaixo-assinadas, desde distintos setores sociais, sindicais, culturais e políticos deste País, sendo conhecedoras da detençom de 9 independentistas galeg@s em 2015 no marco da Operación Jaro e da sua imputaçom em imaginários delitos que podem supor o seu encarceramento, e estando preocupadas com a ilegalizaçom da organizaçom independentista Causa Galiza pola Audiencia Nacional que, a posteriori, foi “legalizada” por este mesmo tribunal,

PROCLAMAMOS

1º Que denunciamos e rechaçamos, com absoluta claridade e contundência, a montagem policial e judicial iniciada em 2015 contra umha organizaçom política e a sua militáncia com a pretensom de criminalizar e minorizar um posicionamento político digno e legítimo como é a constituiçom da Galiza em Estado como acontece hoje noutras naçons de Europa e debilitar, ainda mais, o estado atual das liberdades democráticas na Galiza.

2º Que exigimos do Governo espanhol, último responsável por esta operaçom, o arquivo definitivo da causa penal aberta a nove independentistas galegas e galegos no tribunal sucessor do TOP da Ditadura simplesmente por serem isso: independentistas que trabalham e luitam pola construçom e a liberaçom nacional deste País.

3º Reclamamos das autoridades espanholas o cessamento unilateral e imediato deste tipo de operativos repressivos cuja exclusiva finalidade é satanizar um projeto político e furtar à sociedade galega o debate livre, aberto e plural de ideias e perspetivas de País que é inerente a qualquer sistema que se proclame “democrático”.

4º Por último, convidamos os galegos e as galegas a participar na mobilizaçom nacional que convocarám @s processad@s e distintos agentes sociais, sindicais e políticos deste País no próximo 23 de abril em Compostela. O objetivo da citada mobilizaçom é reivindicar perante o Governo espanhol os pontos anteriores, desde a consciència de que a mobilizaçom e a pressom social som capazes de desbaratar montagens repressivas de profundo impulso político como a que estamos a contemplar.

Na Galiza, em 21 de março de 2017
Início da Primavera

A continuación figuran 600 firmantes.

martes, 19 de abril de 2016

Comunicado del CPIG

El Colectivo de Presos/as Independentistas Galegos/as hace público el siguiente comunicado:

Um ano mais, nas vésperas do 17 de Abril, data assinalada no calendário solidário com os presos e presas políticas, o CPIG publicamos a nossa tradicional mensagem som umha sucinta leitura política do contexto que confrontamos como prisioneiros e luitadores galegos/as.

Chegamos a esta jornada com umha situaçom carcerária praticamente idêntica à que vimos confrontando nestes anos prévios, o Estado espanhol mantém a sua aposta na criminal política penitenciária de castigo e chantagem contra os nossos militantes. A tantas vezes denunciada dispersom geográfica, a separaçom imposta entre os companheiros do Coletivo, a aplicaçom sistemática de rigimes fechados e isolamento, as restriçons contínuas no dia-após-dia nas cadeias… seguem caracterizando a repressom política que Espanha impom aos presos independentistas.

Nestes anos o nosso coletivo, desde a unidade e firmeza militante com a assistência e apoio de solidariedade nas ruas, foi capaz de superar com sucesso a tentativa do inimigo de dividir e liquidar a linha revolucionária que representa o CPIG. Reafirmamo-nos neste caminho guiado polos princípios de unidade, compromisso e diginidade para a liberdade, sem espaço para atitudes individualistas perante o regime carcerário.

Continuamos a exigir o respeito aos nossos direitos como militantes presos/as e daremos passos para abrir fendas na política penitenciária vigente, intensificando as reivindicaçons de traslado a umha prisom em território galego e agrupamento do nosso Coletivo. Animamos o movimento independentista para continuar a sustentar a imprescindível solidariedade política com o nosso Coletivo e chamamos ao conjunto de forças políticas e sociais democráticas a se envolverem ativamente na denúncia da repressom política e a excecionalidade penal e penitenciária aplicada aos luitadores galegos/as presos/as.

Queremos aproveitar esta oportunidade para trasladar a nossa posiçom política que trascende o ámbito estritamente carcerário e dirigirmos aos movimento popular galego, fazendo fincapé na necessidade de fortalecermos as ferramentas de autodefesa nacional. Hoje, quando o Estado acelera a sua ofensiva imperialista contra a Naçiom para destruir e assimilar Galiza, os soberanistas, os independentistas galegos/as devemos potenciar e articular forças próprias para a libertaçom nacional. Galiza só é viável desde a própria organizaçom e a consolidaçom de projetos auto-centrados, sem dependência, nem concessons a novidosos projetos alheios à nossa Terra que nom oferecem, nem podem oferecer, soluçom real aos problemas estruturais que condicionam a existência da nossa Pátria. Confiemos nas forças próprias, organizemo-nos para a luita independentista e combatamos sem complexos e com valentia o espanholismo que nos nega e repreme.

Vivemos tempos em que a ideologia neoliberal coloniza cada vez mais espaços do corpo social e político desativando a luita popular; polo menos merecedora de tal nome, entendida como luita real e conseqüente, nom reduzida a um simples espelhismo, caricaturizado após o vírus do imperante hedonismo individualista ou o inofensivo e alienante ciber-ativismo que expande a atual pos-modernidade.

Nestes tempos em que abunda o pior reformismo acomplexado e impotente perante um poder político e económico devastador, nós seguiremos a falar claro, abertamente, sem submissom aos parámetros ideológicos impostos pola direita neoliberal que constituem, nem mais nem menos que um insulto à elemental inteligência política. A estas alturas, com a realidade social e política que atravessamos, produz quando menos indignaçom escuitar a pretensas esquerdas de toda pelagem fechar fileiras com a direita no seu discurso conciliador respeito à economia de mercado, aos modelos de representaçom institucional, à pertença a espaços poíltico-económicos transnacionais como a UE ou a condena da legitimidade da violência revolucionária como meio de luita política. Perante isto, os revolucionários/as galegos/as devemos fortalecer trincheiras de resistência ideológica para erguer um movimento de libertaçom nacional verdadeiramente transformador, sustento de umha intervençom politica rupturista.

Nesta conjuntura adversa que atravessa Galiza, nom devemos perder a perspectiva histórica desterrando atitudes derrotistas e liquidacionistas. Se olharmos outros períodos difíceis do século XIX ou XX, comprovaremos como novas geraçons de patriotas fôrom, fomos, capazes de erguer projetos próprios e fazer avançar a luita polo nosso reconhecimento e emancipaçom nacional.

Reivindicamos o compromisso íntegro, a sinceridade radical no diagnóstico político e a coerência na acçom. Nós, como presos e presas políticas galegas, reafirmamo-nos no compromisso militante para a Independência nacional.

Avante a libertaçom nacional!

Viva Galiza Ceivei!

Denantes Mortos/as Que Escravos/as.

miércoles, 20 de enero de 2016

Comunicado del CPIG

El denominado Colectivo de presos independentistas gallegos (CPIG) hace público el siguiente comunicado:

Transcorridos uns meses desde a denominada Operaçom Jaro da Guarda Civil contra o independentismo galego, do Coletivo valoramos de interesse contribuir com a nossa reflexom política perante os recentes acontecimentos, pola especial transcendência e envergadura deste ataque repressivo e a sua significaçom na etapa histórica que estamos a atravessar.

A recente operaçom, como todos sabemos, nom tem por objeto golpear às estruturas operativas da resistência galega, nem afecta diretamente ao nosso projeto combatente; com estas detençons o Ministerio del Interior espanhol intervém com vários objetivos estratégicos interrelacionados: por um lado ataca a acçom política independentista, caracterizada por umha linha estratégica rupturista e um discurso valente e desacomplexado, fiel à tradiçom política do independentismo revolucionário. Por outro lado, busca estender certa sensaçom de vulnerabilidade e temor ante a repressom política em ámbitos cada vez mais amplos, buscando um evidente efeito dissuasório no movimento popular.

Esta operaçom tem um precedente, na já distante Operaçom Castinheiras contra AMI, se bem as detençons de militantes de Causa Galiza situam-se num contexto particularmente diferente a aquel novembro de 2005. Hoje o Estado, afectado profundamente por umha crise social e económica devastadora junto a umha agudizaçom do questionamento do modelo territorial, está imerso em plena ofensiva reaccionária contra direitos e liberdades públicas, estendendo a repressom a diferentes níveis, administrativo, judicial e carcerário, contra a dissidência política, o independentismo revolucionário galego.

Nesta dilatada década, as acçons da resistência galega contribuírom decissivamente à visibilizaçom do conflito político e histórico que confronta o nosso país com Espanha, obrigando ao Estado espanhol a planificar umha repressom específica estratégica para liquidar as forças de autodefesa nacional num contexto mais amplo de aceleraçom do processo de desestruturaçom da Galiza cara a assimilaçom nacional.

O recente golpe repressivo supom um passo mais nesta direcçom, afectando umha organizaçom política do movimento independentista, atacando direitos fundamentais e liberdades formalmente reconhecidas no próprio ordenamento jurídico espanhol e garantidos por tribunais internacionais. Cumpre tomarmos consciência com toda claridade dos tempos que atravessamos, o Estado na sua vorágine recentralizadora e neoliberal converte-se de feito em um Estado totalitário que só oferece precariedade, pobreza, repressom e cárcere.

Diante deste panorama, suficientemente descrito, o conjunto do movimento popular galego, mui particularmente a militáncia independentista deve reagir com dignidade e valentia, confrontando a repressom fascista espanhola com compromisso militante e firmeza estratégica. Quando o inimigo pretende a liquidaçom do País, a deserçom das fileiras do movimento nacional, só há umha resposta possível aceitável: a confiança no caminho decidido, o sustento da tradiçom política do independentismo revolucionário que, nestas longas décadas de luita, foi capaz de confrontar e superar outros ciclos de dificuldades, mais de umha travessia no deserto, contribuindo ativamente para a libertaçom nacional.

Cumpre falar abertamente sem disfrazar umha realidade que nom admite discussom política: a luita conleva golpes e repressom do inimigo. A história ensina-nos que isto foi, é e continuará sendo assim. A evidência incontestável de que este País está vivo e resiste segue sendo a necessidade que os espanhóis tenhem de reprimir, deter e encarcerar luitadores galegos.

Saiamos às ruas, defendamos direitos e liberdades, envolvamo-nos na solidariedade ativa perante a repressom, mas nom só, tomemos perfeita consciência dos tempos que vivemos, sejamos coerentes e demos passos valentes e decididos contra o inimigo espanhol. Ou eles ou nós. Espanha reserva-nos a miséria e o medo, abracemos um presente de luita por um futuro nosso.

A luita é o único caminho!

Viva Galiza Ceive!

Denantes Mortos Que Escravos.

Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as.
Janeiro de 2016.

jueves, 12 de marzo de 2015

Escrito de preso y de su abogado

El abogado del preso independentista Carlos Calvo hace público un comunicado, que de modo resumido ofrecemos:

En el mes de diciembre pasado hice público un comunicado que no fue consensuado con Carlos Calvo por razones obvias dado que había que desmentir inminentemente la relación que indirectamente ese canal establecía entre Carlos Calvo y la autodenominada Resistencia Galega (Rega) y sin embargo no había tiempo suficiente como para ir a visitar a Carlos en Topas. Ese texto nos provocó a mi y a la familia de Carlos un desasosiego e inquietud que nos hizo exceder en el objetivo inicialmente marcado para el comunicado.

He actuado en este tema no como militante sino como abogado de Carlos intentado rehuir en todo momento un discurso ambivalente sobre la acusación ejercida contra él, para mí esto era importante. Porqué él me lo pidió y porqué además Carlos nunca tuvo que ver con Rega. También me pidió que le defendiera dignamente, como dice él, sin ser víctima ni tampoco héroe. 

Pero no despistemos, Carlos es quien tiene la palabra y  por ello ha escrito una carta desde Estremera que transcribo a continuación:

ALGUNAS ACLARACIONES NECESARIAS

La estrategia de la construcción jurídico-policial de una “organización terrorista” gallega, esto es: del comodín legal que permite al Estado punir gravemente cualquier desobediencia (é aquí figuras como la de “pertenencia”, “colaboración” o “enaltecimiento”), recuerda mucho a la implementada en Italia en la década de los 90. En esa altura, la policía italiana comenzó a detener a varias personas vinculadas al anarquismo, para después conseguir un “arrepentido” que a modo de llave de bóveda sustentase el relato policial, reconoció  la existencia de una organización que coincidía exactamente con lo exigido por la ley para tipificarla como “terrorista” y multiplicar las penas.

Con todo, no se puede continuar a repetir esta denuncia como si en el caso gallego no hubiese una diferencia substancial: entre el poder y alguna instancia del independentismo se está produciendo una paradoxal coincidencia en la construcción de este relato, al elevar una serie de sabotajes contra mercancía y propiedades privadas –nunca contra personas- al nivel de “terrorismo”/”lucha armada”. La lógica política del reconocimiento, advertía Deleuze, puede acabar llevando mismo a que haya quien quiera ser juzgado, aunque solo sea para ser declarado culpable.

Me causó perplejidad leer en la prensa, después de la primera sentencia de la Audiencia Nacional española sentando la existencia de una “organización terrorista” en Galicia, un comunicado que poco menos que daba por buena tal versión. Más recientemente, apareció una web que se reclama “voz de la resistência gallega” y que incluía sin autorización mi fotografía. Lógicamente solicité su retirada, lo que, desafortunadamente, derivó en un comunicado que incluía opiniones políticas que no eran las mías. En este contexto, tengo que hacer las siguientes aclaraciones:

1. Soy independentista, pero nunca milité en ningún partido ni, evidentemente, en ninguna “organización terrorista”. Formé parte de varios proyectos de los movimientos sociales, sobretodo de los medios de comunicación, con los cuales continuo colaborando. Desde que me encarcelaron, los únicos posicionamientos políticos que realicé fueron, única y exclusivamente, los que firmé personalmente.

2. Hasta finales del 2012 fui asistido judicialmente por un abogado de Ceivar. También Esculca tuviera la atención de presentar un recurso contra la detención incomunicada. Por falta de confianza rompí con ese abogado, pasando a ser defendido por Benet Salellas. Lo que esperaba que pudiese ser una transición amigable y cooperativa, pronto se convirtió, para Benet y para mi, en una carrera de obstáculos y difamaciones, cuyo coralario fue lo que pasó en el juicio de mayo de 2014. Es verdad que Ceivar me ofreciera ayuda económica para los gastos en el día a día en prisión, pero la rechacé por ser incoherente con los problemas que ya estábamos teniendo en el plano judicial.

En quanto a la plataforma Que Voltem para a Casa, agradezco sinceramente la actividad solidaria de las personas en concentraciones, protestas y marchas, al  mismo tiempo que lamento que nunca tuviésemos comunicación.

3. Después de mi detención fui trasladado a Madrid esposado, con un saco en la cabeza y rodeado de policías que me amenazaban con detener a mi compañera si no me mostraba más “dialogante”. Al mismo tiempo, había quien le decía a ella algo así como que “la novia del preso” no tiene nada que opinar sobre las acciones anti-represivas. No es un ejemplo puntual, sino el contexto en el que fue sucediendo todo hasta hoy, la muestra de que Estado y vanguardismo comparten muchas lógicas, como la patriarcal.

4. Ni “héroe” ni “víctima”. Intento pasar la cárcel por un camino digno y estrecho, dejando a ambos lados las pendientes escurridizas de estos dos papeles simétricos, que tienen en común el silencio de los objetos. Entre la privatización despolitizadora del encierro, o su gestión vertical que no me da ni voz ni voto, me niego a escoger. (Rechazar el papel de “víctima”, por si hubiese dudas, no significa aceptar esta situación esencialmente injusta, o dejar de denunciar, por ejemplo, que en el próximo juicio me tendré que enfrentar con un descarado montaje policial). Pero para poder seguir por este carrero hace falta más comunidad, más tribu, que lo amplíe y vuelva más transitable.

En  mi opinión, la “Rede de apoio De Volta para Loureda” supuso una corriente de aire fresco que desbordó los límites de las prácticas anti-represivas clásicas –tan centradas en la gestión de la representación-, demostrando que hay mucha  más solidaridad con las presas independentistas más allá de los que esos límites dejan ver. Lamentablemente, la iniciativa parece que fue más atacada de lo que imitada, replicada y colectivizada.

Escribo esto en un módulo de aislamiento, en una arquitectura caníbal, que ella sola ya mató a más personas que cualquier “organización terrorista” gallega. La única postura aceptable “de mínimos”, “de derecho”, es la defensa incondicional de todos los derechos de todas las personas presas.

Por último, quiero recordar que llevo más de dos años en régimen de aislamiento, dispersado por hasta seis prisiones a cientos de quilómetros de Galicia, y con la prohibición de participar incluso en las actividades culturales y deportivas programadas para presos de primer grado. Además, hasta en dos ocasiones pretendió la policía entrar a chantajearme en la prisión. Pero jamás me sentí solo ni lejos de la Tierra gracias a vosotros. Recibid todo mi gratitud.

Carlos Calvo Varela. Estremera, 30 de enero de 2015.

lunes, 29 de diciembre de 2014

Escrito de abogado

Benet Salellas i Vilar, abogado de Carlos Calvo Varela hace público el siguiente comunicado:

Ante la difusión en los últimos días de un correo electrónico enviado de forma abierta a varias personas y entidades  y colectivos con un enlace a una página web hospedada en la red Tor y que dice llamarse A Fouce, VOZ DA RESISTÊNCIA GALEGA, nos vemos en la obligación de dejar claros públicamente ciertos aspectos referentes a la persona de Carlos Calvo. En esa web, que desconocemos quien promueve, entre otras cosas se dice que esa página es un “portavoz de la Galicia clandestina” para “alentar el hermoso combate armado del pueblo gallego contra España”. Dicha web incluye una fotografía de Carlos, que enlaza directamente con la página web abierta de Ceivar, y llama a contribuir económicamente de forma discreta y anónima a través de Bitcoin, incluyendo consejos de cómo no dejar rastro de dichas acciones delictivas, para mantener estructuras clandestinas y poder aumentar lo que dicen que es una situación de lucha armada en Galicia.

Ante tal esperpento y ante la aparición de la fotografía de Carlos en dicha página, queremos aclarar:

Carlos Calvo es una persona gallega, independentista, que fue detenido en septiembre de 2012 bajo acusación de tenencia de explosivos y pertenencia a Resistencia Galega.  Desde esa fecha está preso, actualmente en la prisión de Topas (Salamanca). Una sentencia de la Audiencia Nacional lo condenó de forma provisional en mayo de 2014 a 12 años de prisión por los supuestos cargos mencionados.

En todo este tiempo, Carlos, ampliamente conocido por sus textos y escritos públicos y por su labor periodística, filosófica y antropóloga, entre otras muchas cosas, nunca ha aceptado que perteneciese a ningún grupo ni forma de organización llamado Resistencia Galega, léase en mayúsculas o en minúsculas. En estos dos años y tres meses que lleva defendiéndose con todos los recursos posibles de la injusta situación en la que vive, siempre ha insistido en su negativa de pertenecer a ningún grupo que defienda la lucha armada y así lo ha reiterado no solo ante el juez y en  la prisión, sino en todas sus manifestaciones, escritos públicos y cartas.

Es por este motivo que pedimos que se retire inmediatamente la imagen de Carlos de webs que alientan posibles y oscuras acciones nada deseadas para Galicia. Carlos nunca ha autorizado la difusión de su imagen ni de forma singular ni tampoco como apoyo a colectivo de presos alguno ni a manifiesto de ningún tipo. Entiende que en estos más de dos años se ha hecho una utilización interesada y una manipulación por parte de diferentes entidades de su situación como preso para fines con los que no está de acuerdo en absoluto.

Es por eso que, aprovechando este texto aclaratorio relativo a la web A Fouce, le pedimos también a Ceivar y a Que Voltem para a Casa, después de dos años y tres meses sufriendo sus manipulaciones y permaneciendo callados, que dejen de utilizar la imagen y el caso de Carlos en sus propagandas y en sus acciones y medios de difusión. Carlos nunca ha dicho que pertenezca al llamado Colectivo de Presos Independentistas Galegos, ni está siendo defendido por un abogado de Ceivar, ni recibe ningún dinero del que recaudan, tampoco nos parecen de recibo acciones que dicen ser de solidaridad pero que nunca se le han consultado a él y en las que no han participado ni su familia ni la mayoría de amigos más próximos. Con esto queremos dejar claro que agradecemos enormemente las muestras de apoyo de numerosas personas que a nivel individual y colectivo han hecho en todo este tiempo, luchando por se haga la luz en el caso de Carlos y porque termine la situación de injusticia que padece y la vulneración de derechos a la que está sometido, entre otras, la dispersión penitenciaria, el régimen de aislamiento y una condena judicial para nada proporcional ni ajustada a la verdad. Pero no por eso, y porque muchas personas hayan actuado de buena fé, podemos consentir que se sigan manipulando e imponiendo estrategias dictadas e inventadas no sabemos por quien,  que solo llevan a un mayor sufrimiento y problemas desde el punto de vista individual y colectivo.

Carlos siempre ha sido una persona a la que le gusta dejar las cosas claras y por eso publicamos este texto para que todo el mundo pueda conocer la realidad. Animamos a toda la sociedad a reclamar la libertad de Carlos, el cumplimiento de los derechos humanos, y a que se haga verdadera justicia, pero no dirigida por agentes con los que no tenemos nada que ver.


jueves, 17 de julio de 2014

Videocomunicado

Se hace público en Internet un vídeo con la leyenda: «comunicación desde la clandestinidad de Antón García Matos, guerrillero de Resistencia Galega», en el que hace un llamamiento a los nuevos miembros a participar en la «lucha armada», honrando la labor de los combatientes actuales y, en el que advierte de una nueva ofensiva armada.