viernes, 30 de octubre de 2015

Operación contra Causa Galiza

Agentes de la Guardia Civil realizan diversas detenciones, en el marco de la denominada "Operación Jaro", contra individuos que se considera vinculados a Causa Galiza o al independentismo gallego.
Agentes de Información de la Guardia Civil se desplazaron desde Madrid para realizar las detenciones y diez registros que se efectuaron en los domicilios de los detenidos y en un local. En la operación se practicaron nueve detenciones en diversas localidades: Santiago de Compostela (1), Boiro (1), Muros (1), Pontevedra (2) y Vigo (4).
Los detenidos están acusados de ser autores de supuestos delitos de enaltecimiento del terrorismo. Según Interior, Causa Galiza "ha experimentado una significativa radicalización de su mensaje tanto en sus comunicados y actos públicos como a través de las redes sociales".
A los detenidos se les acusa de contextualizar y ensalzar la actividad terrorista de Resistencia Galega y del EGPGC y de justificar "la utilización de la lucha armada para la estrategia independentista".
Para los investigadores, el ejemplo más claro de esta radicalización es la organización en 2014 y 2015 del "Dia da Galiza Combatente".

Entre los detenidos destaca Antom Arias Curto, un histórico del independentismo gallego, de 71 años, que lleva más de la mitad de su vida impulsando movimientos independentistas en Galicia. Fue detenido en Vigo.
Además de Arias Curto, fueron detenidos: Joam Peres; Borja Mejuto, en Orense; Joam Fernandes (Jonathan Fernández González, conocido como Cake), en Boiro; José Antom Gonzales Maceiras (José Antonio Freire Maceiras), en Muros; los hermanos Óscar y Salvador Gomes, detenidos en Vigo; Enrique T.F.  y Sabela I.G, detenida en Vigo. 
Salvador Gomes quedó libre a las pocas horas debido a sus problemas de salud. 

El juez de la Audiencia Nacional Eloy Velasco puso en libertad dos días más tarde a los ocho detenidos que le fueron presentados tras imputarles un delito de integración en organización terrorista por formar parte de Causa Galiza, a la que suspendido de actividades durante los dos próximos años.

El magistrado considera que Causa Galiza se dedicaba a enaltecer las actividades terroristas de Resistencia Galega, con motivo del 'Día da Galiza Combatente' y de los miembros de este grupo y de su antecedente, el Exercito Guerrillheiro do Povo Galego Ceive.
El juez también les retiró el pasaporte y les prohibió salir de España. 

Para el BNG  la «ilegalización» de Causa Galiza es un «ataque a los derechos democráticos», que consideran que se encuentran en retroceso en la Comunidad.
La formación entiende que estas acciones están «amparadas por un marco legal español progresivamente más represivo» que «provoca unas actuaciones policiales y judiciales que tiene como objetivo la prohibición de las opiniones políticas».
El Bloque acusa al PP de usar «a criminalización das ideas» para «facer a súa propia campaña electoral e mediática», y critica «o papel político da Audiencia Nacional».

También Anova hizo pública su crítica contra la operación policial y expresó su respaldo a los miembros de Causa Galiza a travçes de Twitter:: «Todo o noso apoio e solidariedade ás compas de Causa Galiza. A represión do Estado non vai matar as nosas ideas».

Rueda de prensa de acusados (14 noviembre 2015)


En julio de 2019, la Audiencia Nacional retira la acusación de pertenencia a organización terrorista que recaía sobre nueve miembros de Causa Galiza. El alto tribunal mantiene, sin embargo, la acusación de enaltecimiento del terrorismo contra estas nueve personas, al igual que contra tres personas más militantes de Ceivar.

lunes, 19 de octubre de 2015

Comunicado de condenado

Se hace público un comunicado remitido por Diego Santim Montero (Diego Santín), que debe ingresar en prisión para cumplir el resto de la condena de tres años impuesta por la Audiencia Nacional.

Respostar à repressom, conservar a dignidade

Sempre que um povo alça a voz contra o sistema estabelecido este contesta coas múltiplas formas de repressom contra qualquer elemento “demasiado” discordante.

Desde “pequenas” sançons económicas por se manifestar a, por exemplo, estudantes em greve que, na maioria dos casos, receveram umha dose extra de repressom na casa. Pasando por sançons económicas esaxeradas e “pequenos” procesos penais a, por exemplo, afeccionados de fútebol por se expressarem livremente nas bancadas ou a sindicalistas decentes por fecharem comércios em dias de greve. E chegando a utilizar a violência contra o povo nas suas múltiplas formas: malheiras de antidistúrbios a manifestantes indefesos, agressons e torturas psicológicas nos calabouços, sacar os tanques à rua se for preciso pola unidade territorial, etc.

O sistema tem tantos e tam diversos recursos e ferramentas que pode escolher á vontade segundo lhe pete. O povo só tem umha ferramenta para contestar a esta repressom, a sua voz, a voz da solidariedade do povo com quem som e fôrom “castigados”. Castigados por nom se calar, por nom se deixar escraviçar, por nom acatar leis injustas ou por milheiros de exemplos mais de dignidade que há, houvo e haverá neste país.

Eu som obreiro, galego e independentista e sofrim a repressom em várias ocasions. Desde os 15 anos e com militáncia ativa até os 23 recebim umha dezena de “pequenas” sançons económicas. Com 17 anos recebim umha visita do “ministério de interior” para que os começasse a informar sobre pessoas “perigosas” a cambio de perdoar multas e sufragar possíveis gastos. Naquela manhá, em que me dirigia à universidade, fum testemunha de como funcionam os sumidoiros do Estado espanhol. Após aquele contacto e, ao te-lo feito público o organismo anti-repressivo Ceivar, nom recebim mais.

Além das sançons económicas ou da oferta de infiltraçom, em setembro de 2012 fum “seqüestrado” pola GC em Vigo e, após 80 horas nas suas maos, ingressei em prissom preventiva durante 150 dias. Recalco as 80 horas à vontade dos meus captores ja que nom som comparáveis á estáncia em prisom. A situaçom dumha pessoa detida baixo o amparo esquizofrénico da lei anti-terrorista e a impunidade outorgada polos juizes da AN é umha situaçom límite tanto física como psicologicamente. A detençom incomunicada é o primeiro “agasalho” da lei anti-terrorista ja que umha vez em prisom som implementadas restriçons coma o isolamento, limitaçom e control das comunicaçons, limitaçom das horas de pátio... justificadas sempre pola natureza política do delito cometido. A situaçom que sofrim eu pessoalmente só a conheço eu, mas, em resumo, poderia dizer que o límite de sofrimento suportável polo ser humano é muito alto e, ainda sendo muito alto, no meu caso fórom quem de chegar e superalo.

De facto, ainda que tentei levar um encerro digno e militante, renunciei ao advogado que solidariamente me proporcionara o organismo anti-repressivo confiando a minha defesa num advogado que prioriçou os interesses do aparato repressor ante os de seu cliente. Atuei de forma indigna diante do juiz da AN numha declaraçom voluntária em dezembro de 2012 a qual meu advogado guiou fazendo da declaraçom praticamente um ditado seu no meu nome sem eu ser quem de lhe pôr fim. Após várias açons pouco claras e com o cúlmen desta declaraçom pudem ver nítidamente que tipo de pessoa era o encarregado da minha defesa e só tinha duas saídas: seguir pola senda marcada por ele da via individual e egoísta ou repor forças e recuperar o controlo da minha defesa. A decisom veu marcada polo exemplo de anteriores militantes presos que fórom quem de manter a dignidade ante tudo ja que na Galiza há tanto exemplos atuais coma pretéritos de galegos e galegas orgulhosos e valentes. No concreto pesárom muito em mim exemplos atuais de companheir@s que pudem conhecer na militáncia e atualmente continuam a luita nas prissons espanholas organizad@s no CPIG.

Após dous anos da detençom e com a teima de recuperar a dignidade fum julgado em outubro de 2014 na AN, defendido por um advogado decente e leal. Assumim ser independentista e a minha colaboraçom (já provada) com XRO. Também respostei á defesa de HNG ja que eu nom o conhecia até que ingressamos juntos em prissom. Após a condena da AN a 3 anos de cadeia veu o recurso ao TS, que resolveu em setembro de 2015 o meu ingresso em prisom.

Em 2015 e pasados ja vários anos dos feitos a “justiça” espanhola da AN respaldada polo TS cobra umha pequena dívida mais. Pequena em comparaçom com companheir@s galeg@s de ontem e hoje que resistem dia após dia neses centros de extermínio da condiçom humana chamados prissons. Companheir@s que sofrem a disperssom sistemática com que o Estado espanhol engade sofrimento ás famílias e amizades.

Pessoalmente afronto esta segunda etapa em prisom com a sabedoria que aporta a experiência e a inteireza e seguridade que aporta manter a dignidade ante tudo. Mantendo as reivindicaçons do CPIG, é dizer, as reivindicaçons dos direitos coma presos políticos que tan dignamente mantenhem a maioria de galegos e galegas encarcerados por motivos políticos mantense a luita do povo galego e a dignidade militante. A via individual somente favorece os interesses do aparato opressor ja que saem perdendo tanto o indivíduo como o movimento.

Antes de rematar, cito a Martin Luther King que dixo: “A grande tragédia nom é a opressom e a crueldade da gente mala, senom o silêncio da gente boa”. A voz solidária do povo é a única ferramenta contra qualquer tipo de repressom do sistema. Nom resta mais que repetir até o final que o povo vencerá e a súa solidariedade é imparável.

Viva a Galiza Ceive
DMQE

domingo, 11 de octubre de 2015

Dia da Galiza combatente

Comunicado publicado con motivo de la celebración del "Dia da Galiza combatente":

Cada 11 de Outubro desde o ano 2001, o independentismo galego conmemora o Dia da Galiza Combatente.
Nessa data Lola Castro e José Vilar perdiam a vida por luitar contra um dos grandes males que assolou a Galiza e que ainda hoje, 25 anos depois, continua a ser um grave problema: o narcotráfico mais as suas redes.

Estado e criminalidade vam de mãos dadas no narcotráfico, umha atividade mui lucrativa e cujos benefícios circulam entre os narcos e os bancos mas também sobre o Estado que, servindo-se das diferentes polícias, empregam as drogas como uma arma. Somente há uns perdedores, o Povo trabalhador e especialmente a sua mocidade mais combativa. Na Galiza, essa aliança arrasou a mocidade nos anos 80 com a introduçom maciça da heroína.
Para o independentismo o narcotráfico sempre foi um inimigo a bater. Conhecemos os efeitos da drogadiçom que anulam a combatividade da juventude, devastam a saúde e criam relaçons pessoais insanas e destrutivas. Igualmente as drogas som empregadas polas polícias como um arma de guerra já que os “camelhos”, sem importar a sua escala, ainda nos nossos dias som convertidos como “chivatos” ao seu serviço.

O Dia da Galiza Combatente comemora umha grande ofensiva do independentismo contra o narcotráfico. Na noite do 11 de Outubro de 1990, o EGPGC atacava com bombas diversos locais propriedade dos narcotraficantes e dos bancos que lhe branqueavam o dinheiro: Cambados, Vilanova de Arousa e Vilagarcia de Arousa acordárom com as explosons que destruíam os negócios legais dos principais narcos das rias.

Na mesma noite os jovens luitadores Lola Castro e José Vilar colocárom umha bomba na discoteca Clangor, em Compostela, assinalada como o centro de distribuçom de drogas. A explosom acidental do artefacto provocou a morte dos dous membros do EGPGC mais dumha moça viguesa e numerosos feridos. Foi um duro golpe de diversa índole que confirmou que a luita, se vai a sério, nem sae grátis nem está isenta de perigos.

11 de Outubro, Dia da Galiza Combatente, FIRMES NA LUITA!

Causa Galiza convocó una concentración en Vigo. También Primeira Linha decidió festejar este día con una concentración en el monte Galinheiro de Vigo en la que participó el dirigente juvenil Heitor Munhoz y Carlos Morais, en representación del Comité Central.

sábado, 5 de septiembre de 2015

Manifiesto Galicia por la soberanía

Un grupo de 16 mujeres independentistas lanzan un manifiesto para relanzar la iniciativa 'Galiza pola Soberania'. El objetivo es ir agrupando adhesiones para formar una "Assembleia Nacional Galega" con el fin de celebrar un primer acto público el 6 de diciembre.

Construirmos Soberania

Algo mais dum ano durou em pleno funcionamento a plataforma dita Galiza pola Soberania. Era um projeto político supra-partidário, de filiação individual, que pretendia acrescentar a consciência nacional de Galiza através de atividades formativas e de lazer, de palestras e debates, de celebrações distantes da agenda estatal, que não concorria a eleições nem disputava espaços com as organizações políticas existentes. Era política de base, que rompia com os velhos modos de fazer. A GpS, a ninguém lhe escapa, nasceu de acordos pontuais entre organizações políticas, mas rapidamente conseguiu que se somassem outras –infelizmente, não todas– e travou uma batalha diária pela sua independência de funcionamento. Embora tantas cautelas, teve luzes e sombras. Entre as primeiras cumpre pôr em destaque o facto invulgar de que pessoas de diferentes mochilas políticas, com diferentes trajetórias e tradicionalmente enfrentadas partilhassem espaços comuns e tecessem cumplicidades e sinergias. Entre as sombras, sem dúvida, cumpre mencionar a sua incapacidade para sair verdadeiramente do espaço que conforma a esquerda independentista galega para atuar como uma autêntica Assembleia Nacional galega.

No momento atual, verão de 2015, o panorama mudou sensivelmente. Assistimos à aparição de novos agentes políticos, à elaboração de táticas inéditas mas, essencialmente, os motivos que deram lugar ao nascimento desse projeto político continuam vigentes. Temos um pais arrasado, sumido numa crise económica sem precedentes, com escassas razões para o otimismo: emigração maciça da juventude, ruína dos setores produtivos, queda demográfica, desastres ecológicos, submissão às diretrizes europeias que não nos beneficiam e, aliás, paira no ambiente uma sensação geral de perda de forças que conduz tantas gentes a pensar que o urgente pode solucionar-se com remendos, não indo ao essencial, ao necessário, isto é, a controlar por nós própri@s as decisões sobre o que nos afeta.

As pessoas assinantes consideramos urgente, perante um tal panorama, reativar o projeto GpS, como um espaço onde seja possível fazer política de base, socializando a ideia de que somos uma nação e que podemos avançar junt@s na solução dos nossos problemas. É certo que algumas das assembleias comarcais da GpS continuaram ativas –a do Morraço é o exemplo mais significativo– mas o projeto deve forçosamente ter um âmbito territorial amplo, deve ser ambicioso e estar coordenado. Seria possível, com efeito, mudar de nome e começar radicalmente de zero, mas provavelmente muitas das energias já conformadas desvaneceriam-se e não estamos em disposição de perder forças. O nome é válido, como são válidos tantos dos textos produzidos, tantos dos projetos que ficaram sem rematar a falta de mais um impulso. As pessoas assinantes estamos prestes a comprometer-nos com o objetivo básico de trabalhar numa plataforma supra-partidária que debata, cá e agora, os problemas deste país e a difundirmos esta ideia básica para integrar quantas pessoas quiserem colaborar, sem nenhum tipo de restrição ideológica nem de siglas neste trabalho.

As pessoas hoje assinantes somos todas mulheres. Não deve ver-se aí nenhum limite, apenas um desafio. A maioria dos projetos políticos, ainda hoje, convocam de preferência os companheiros e, só numa segunda fase e para equilibrar, corrigem-se as listas introduzindo nomes femininos. Achamos interessante que esta vez seja à inversa. Muitas de nós trabalhamos na GpS e já nos conhecíamos dantes por militâncias feministas. Para além disso, as convocatórias lilás têm amplamente demonstrado que mulheres de diferentes ideologias podem conseguir acordos. É por isso que procedemos assim. Não, em absoluto, para discriminarmos ninguém. Antes, estamos chamando os homens, como estamos convocando outras mulheres, mas é justo reconhecer que uma plataforma onde se juntam mulheres militantes de distintas organizações e não militantes, para convocar uma iniciativa que em princípio não tem a ver com os problemas de género é surpreendente. Aí estamos: em construirmos algo radicalmente novo, rupturista, transformador.

Esta iniciativa convoca, portanto, galegas e galegos, pessoas convencidas da necessidade de darmos uma resposta de país aos problemas do país. Não está dirigida por nenhuma organização e dirige-se a todas elas. Não procura construir espaços de confluência eleitoral nem possicionar-se frente aos existentes. Não vem do nada: procede dum período anterior onde se sentaram as bases para começar a trabalhar. Não tem ainda estrutura interna nem está fechada. Esta iniciativa solicita para as pessoas interessadas num tal projeto assinarem e difundirem através das redes sociais, a fim de organizar uma autêntica Assembleia Nacional Galega, forte, plural e diversa, com vistas a celebrarmos um primeiro ato público na emblemática data do 6 de Dezembro. Chamamos, enfim, a constituirmos uma nova Galiza pola Soberania.

jueves, 3 de septiembre de 2015

Presentación memoria Fiscalía 2014

El Rey Felipe VI recibe a la Fiscal General del Estado, Consuelo Madrigal Martínez-Pereda, quien hizo entrega de la Memoria de la Fiscalía General del Estado correspondiente a la actividad del Ministerio Fiscal durante el año 2014.
En ella se dedica un apartado a Resistencia Galega del que ofrecemos un amplio extracto:

De nuevo, el sello de la autodenominada organización terrorista «Resistência Galega», ha hecho presencia en el atentado llevado a cabo en la sede del Concello de Baralla (Lugo). Las reivindicaciones soberanistas, el establecimiento de unas señas de identidad gallega, el antipatriarcado y la defensa del medio ambiente, se encuentran entre las motivaciones de este grupo radical gallego. 
Si bien, la citada organización, solo ha llevado a cabo un atentado en el 2014, hay que tener presente dos hechos significativos: Uno, la publicación el día 17 de julio de un video con un mensaje del miembro de RG A. G. M. con la leyenda: «comunicación desde la clandestinidad de A. G. M. guerrillero de resistencia galega», en el que hace un llamamiento a los nuevos miembros a participar en la «lucha armada», honrando la labor de los combatientes actuales y, en el que advierte de una nueva ofensiva armada. Y otro, la disolución de la Asamblea de Juventudes Independentista, AMI, cantera de «Resistência Galega», ocurrida el 30 de septiembre. Por último citar que, fruto de las operaciones policiales y de la actividad judicial, en la actualidad se encuentran presos un total de OCHO activistas, que están repartidos por varios centros penitenciarios de la península, de ellos dos son preventivos y 6 son penados.
Visto lo anterior se puede ratificar que «Resistência Galega» mantiene la intención y cuenta, con la suficiente capacidad operativa, para llevar a cabo acciones violentas como las perpetradas, atesorando asimismo, el apoyo social de las organizaciones satélites del entramado del MLNG; representando por ello una amenaza potencial, por lo que se prevé que no cederán en su actividad violenta y reivindicativa a lo largo de este 2015. 
Se ha producido la detención de 3 individuos por actividades relacionadas con esta modalidad de terrorismo.

Se ha formulado 1 acusación contra 3 individuos vinculados con esta organización terrorista, y se han dictado 3 sentencias en las que han sido juzgadas 6 personas, todas ellas condenadas:
- Sentencia 6/14 de la Sección 2.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 2/2013, procedente del JCI n.º 4), por la que se condena a A. M. P. como autor de un delito consumado de tenencia de explosivos con finalidad terrorista a la pena de siete años de prisión. 
- Sentencia 25/2014 de la Sección 1.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 1/2013, procedente del JCI n.º 5) por la que se condena a X. R. O. a la pena de 6 años de prisión, y a C. C. V.  a la pena de 12 años de prisión. La sentencia del Tribunal Supremo n.º 878/14 absuelve a éste último del delito de integración en organización terrorista, manteniendo la pena de 7 años de prisión por el delito de tenencia de explosivos con fines terroristas.
- Sentencia 53/2014 de la Sección 1.ª de la Sala de lo Penal (Sumario 12/2012 del J. C. I. núm. 6), por la que se condena X. R. O. a la pena de tres años de prisión; a D. S. M. a la pena de tres años de prisión y a H. J. N. G. a la pena de once años de prisión .

domingo, 30 de agosto de 2015

Entrevista sobre presos independentistas

Terra Liberada ( Comité de Solidariedade Internacionalista com Galiza e Venezuela) ofrece una entrevista a un portavoz de 'Que Voltem para a Casa!', asociación de familiares y amigos de los presos independentistas gallegos, de la que ofrecemos un amplio extracto:

–Que Voltem para a Casa! es una asociación de carácter humanitario para dar apoyo a las personas presas por motivos políticos y a su entorno familiar y social. ¿Cuáles fueron las motivaciones principales que llevaron a la creación de esta organización solidaria?

Que Voltem para a Casa! nace en 2005 tras las detenciones de Ugio Caamanho y Giana Rodrigues, hecho que se puede calificar como una nueva etapa a nivel represivo contra el movimiento independentista gallego. Desde principios de los noventa, con las últimas detenciones de miembros del Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC), no se habían producido detenciones de este carácter y con este resultado: aplicación de la ley antiterrorista, incomunicación, traslado a Madrid, dispersión…

Surge como una plataforma ciudadana para la defensa de los derechos de las presas y presos independentistas y para la socialización de las condiciones de excepcionalidad a las que éstas son sometidas desde el momento justo de su detención.


Tras esta primera oleada se suceden las detenciones y los operativos contra independentistas gallegas que se prolongan hasta la actualidad; la dispersión y la aplicación de medidas de excepción son práctica habitual y continuada… Y así hasta el año 2012, en el que con 12 presas en las cárceles del Estado español vemos la necesidad de asociarnos para defender los derechos no sólo de las presas y presos, sino también de su entorno social y familiar. La dispersión es cruel, deshumana e ilegal, es un castigo contra las familias y amistades de las presas y presos, la política penitenciaria aplicada a las presas políticas es una política de odio y venganza, y todo esto hay que denunciarlo.

–Sabiendo que es una asociación de carácter humanitario, ¿cuál es el trabajo que estáis desarrollando?

Nuestro objetivo prioritario es la defensa de los derechos humanos y fundamentales de los presos y presas independentistas gallegas, que son vulnerados sistemáticamente con la aplicación da la legislación antiterrorista española; esta legislación no sólo viola los derechos de nuestra presas, sino también sus propias leyes e incumple las obligaciones del Estado español en virtud del Derecho Internacional.

Teniendo en cuenta esto, podemos decir que el trabajo que llevamos a cabo se desarrolla en torno a dos líneas básicas de actuación:

Por un lado, tratamos de paliar las consecuencias que la aplicación de estas leyes tienen en las presas y en sus familias y amistades, y sensibilizar a la sociedad con respecto a las mismas. En este sentido, este año centramos nuestro trabajo en informar sobre lo que supone la aplicación de la medida ilegal de la dispersión penitenciaria, y realizamos el «Informe sobre la Dispersión», que es un medio para sensibilizar y una herramienta para argumentar en favor de los derechos humanos y en contra de estas políticas de excepción.

Por otro lado, desde Que Voltem para a Casa! trabajamos en la denuncia de esta situación y en la exigencia del cumplimiento de los derechos de los presos y presas independentistas gallegas. En este sentido, hemos presentado mociones en las alcaldías donde son vecinas/os las presas y presos independentistas gallegos para que insten al Gobierno del Estado español a trasladar a las presas a Galiza; a evitar la arbitrariedad, la subjetividad y la ilegalidad de la aplicación –sistemática y sin razonamiento jurídico– del régimen penal cerrado, y a garantizar el escrupuloso respeto de los derechos fundamentales de nuestras compañeras y compañeros.

Una campaña anual que organizamos y que supone un compendio de esas dos líneas de trabajo es la Marcha a las Cárceles. Por una parte, tratamos con ella de romper con el significado de la dispersión, acercando a los presas y presas independentistas gallegas nuestra solidaridad y nuestro cariño, y también es un acto con el que denunciamos esta situación y exigimos que se respete el derecho de nuestras amigas y familiares a volver a su tierra.

–Y en este momento, para quien no conozca, ¿cuántos son los presos y presas independentistas gallegas y cuál es su situación actual?

Pues en estos momentos tenemos cuatro presos y una presa con las siguientes situaciones:

Maria Osório y Antom Santos, con las sentencias del Tribunal Supremo que los condena a 7 años y 8 meses de prisión. Maria está en el Centro Penitenciario de Mansilla de las Mulas, León, alejada a 237 km; y Antom, en el Centro Penitenciario de Dueñas, Palencia, a 479 km.

Roberto Rodrigues Teto y Eduardo Vigo, también con sentencias del Tribunal Supremo de 13 años y 8 meses de prisión. Teto está alejado a 445 km, en la prisión de Villanubla (Valladolid); y Edu, a 674 km, en el Centro Penitenciario de Ocaña (León).

Y, por último, Raúl Agulheiro, en prisión provisional a la espera de juicio desde el 3 de octubre de 2014, alejado a 840 km, en el Centro Penitenciario de Zuera, Zaragoza.


–En las últimas semanas, estáis desarrollando una campaña para cubrir los elevados costos de presentar una demanda por vulneración de derechos humanos ante le Tribunal Europeo de Estrasburgo, por lo ocurrido durante el juicio a Maria Osório, Antom Santos, Eduardo Vigo y Roberto R. Fialhega, en la Audiencia Nacional española los días 24, 25 y 26 de junio de 2013. ¿Cómo es el proceso legal hasta llegar al Tribunal de Estrasburgo?

El procedimiento se divide en dos fases:

La primera, relativa a la admisión de la demanda, y que corresponde a la Comisión. En esta fase se realiza un examen inicial sobre el cumplimiento de los requisitos de admisibilidad de la misma.
La segunda, una vez admitida la demanda por la Comisión, es la de enjuiciamiento y deliberación por parte del Tribunal Europeo de Derechos Humanos.

La demanda se presentó a finales de mayo, y esperamos que la mencionada primera fase se pueda resolver antes de que finalice el año, o como muy tarde a principios del 2016. La segunda fase es más larga, y suele demorar, desde la admisión, entre dos y tres años.

–¿Cuáles son las argumentaciones en las que se basa esta demanda?

La demanda que se presentó ante el TEDH por vulneración de derechos humanos se asienta en dos bases jurídicas fundamentales:

Por un lado, consideramos que se violó el derecho a un juicio justo y con todas las garantías; concretamente, se denuncia la violación de los artículos 5.1 y 6.1 del Convenio para la Protección de los Derechos Humanos y de las Libertades Fundamentales, artículos que postulan el derecho de toda persona a tener un juicio imparcial, justo y en el que se puedan presentar y practicar las pruebas necesarias para su defensa, algo que sucedió en la vista en la Audiencia Nacional el 24, 25 y 26 de junio de 2013, con la denegación de la práctica de la pericial de la defensa, siendo expulsados de la sala los peritos propuestos y previamente admitidos.

Por otro lado, también consideramos que se vulneró el derecho a la presunción de inocencia, a raíz de las presiones que recibió el Tribunal (poder legislativo) por parte de altas instancias del Ejecutivo; especial trascendencia tienen las presiones de quien en aquel momento era delegado del Gobierno en Galiza, Samuel Juárez, pues él mismo estaba citado a declarar como testimonio. En definitiva, la presunción de inocencia se vulnera cuando el poder ejecutivo presiona al judicial para que se dicte una sentencia concreta.

–Elevar un recurso a Estrasburgo es muy costoso, se calculan aproximadamente 30.000 euros. Desde el 11 de julio está en marcha una campaña de coopfunding para hacer frente a este gran esfuerzo económico. ¿En qué consiste esta iniciativa?

A mediados de julio comenzamos este nuevo proyecto con intención de hacer frente a los gastos de la primera fase del procedimiento. La campaña pretende, también, visibilizar nuestra persistencia y determinación en esta batalla que intentará la derogación de una sentencia política y arbitraria en Europa, y de la existencia en el Estado español de la Audiencia Nacional como un tribunal político de excepción carente de garantías procesales.

Como base de las recompensas que ofertamos en la página de coopfunding (https://www.coopfunding.net/es/campaigns/objectivo-estrasburgo-em-defesa-dos-direitos-humanos/), esta vez contamos con material realizado por los presos y presas de modo artesanal en los centros penitenciarios –carteras, gorros, marcapáginas, marcos, muñecos, etc.–. Además, de nuevo, contamos con una enorme implicación por parte de grupos musicales, escritoras, escritores, artistas y profesionales de distintos ámbitos que están dispuestas a aportar una parte de su trabajo para hacer posible nuestro objetivo. La campaña termina el 6 de septiembre, y animamos a visitar la página y participar en el proyecto…, hay recompensas para todos los bolsillos y también para todos los gustos!! Como ya apuntamos al presentar la campaña, no podemos permitir que por una cuestión económica quede sin concluir este proceso ante el Tribunal de Derechos Humanos. Tenemos no sólo el derecho, sino también la razón, y la responsabilidad como ciudadanos y ciudadanas gallegas de no quedarnos calladas ante la indefensión y la injusticia que están sufriendo nuestras compañeras y compañeros.

Hasta ahora, estamos abrumadas y emocionadas por el apoyo que estamos recibiendo, la solidaridad está llegando desde distintos puntos del Estado, la cantidad de personas que, a pesar de la situación económica que estamos viviendo, no quieren dejar de aportar y ayudar a alcanzar este objetivo.

–¿Qué otras actividades tenéis pensado realizar para la recaudación de fondos?

En principio, la primera parte de la primera fase son aproximadamente 6.000 euros, que con la campaña de coopfunding estamos seguras de que quedarán cubiertos. En caso de ser admitida la demanda a trámite, necesitaríamos de hasta 9.000 euros más, y ya tenemos en meta distintas iniciativas para conseguirlo, que por lo de ahora no podemos desvelar, pero tenemos la certeza de que no va a faltar voluntad y trabajo para llegar… Lo único a lo que tenemos miedo es a los lobbies de presión que el Estado español tiene en Estrasburgo y que nosotras difícilmente podemos combatir. Pero astucia, ganas e iniciativa no van a faltar.

Después, tenemos otros canales habituales durante todo el año, como la venta de material o la campaña de afiliadas que vamos a poner en marcha en breves…

–Recientemente el Tribunal Supremo español absolvió de todos los cargos al militante independentista gallego Heitor Naia, condenado por la Audiencia Nacional a 11 años de prisión, ¿cuál es vuestra lectura de esta decisión?

Después de leer detenidamente y analizar la sentencia del Tribunal Supremo, extraemos tres conclusiones básicas:

La primera, reafirmarnos en nuestra denuncia de la Audiencia Nacional como tribunal político y de excepción. Sólo un tribunal de estas características puede condenar a una persona a 11 años de prisión, basándose exclusivamente en las declaraciones de un co-imputado, que ni siquiera tiene obligación de decir la verdad, y sin pruebas objetivas de ningún tipo que apoyen y den la veracidad a estas declaraciones. La presunción de inocencia y el derecho a un juicio con todas las garantías y a una defensa efectiva deben ser derechos que no se estilan en la Audiencia Nacional…

Por otra parte, la sentencia del Tribunal Supremo nos muestra la importancia de la asistencia jurídica continuada y profesional para garantizar la defensa de sus derechos; sin esta asistencia, los presos y presas están más solas, más abandonadas y vulnerables y con menos derechos. De ahí la importancia del movimiento solidario, y también de ahí que consideremos esta sentencia el fruto de la solidaridad, que no sólo permite a los presos y presas mantenerse firmes y sentirse cobijados, sino también garantizar esta asistencia continuada y profesional.

Por último, queda claro que la solidaridad colectiva, el apoyo mutuo y la camaradería consiguen derrumbar los muros más altos, frente a las salidas individuales y egoístas, que no cuentan con esta fuerza.

–Todas las presas independentistas destacan el papel de la solidaridad organizada para poder resistir a las duras condiciones penitenciarias que el Estado español impone. ¿De qué formas se puede expresar esa solidaridad con los presos y presas independentistas gallegas?

Ahora mismo, para comenzar, cualquier persona que quiera ayudar puede colaborar con la campaña de coopfunding. También puede escribir una carta o postal a las presas y presos, mostrándoles así que estamos aquí fuera, que no están solas; participar en la Marcha a las Cárceles; acudir a las concentraciones mensuales, a las cenas y eventos solidarios que no paran de organizarse en distintos puntos del País…

–Y en el ámbito internacional, ¿tenéis relaciones con otras organizaciones solidarias? ¿Cómo valoráis el apoyo de otros pueblos?

En el ámbito internacional, participamos en julio de unas jornadas organizadas por Rescat –organización de apoyo a las presas políticas catalanas– junto a Etxerat –asociación de familiares de las presas políticas vascas–. En la medida de nuestras posibilidades y junto con organizaciones como la vuestra, esperamos poder hacer llegar nuestras reivindicaciones a todo el mundo, que se conozca que en el Estado español existen presas políticas y la política penitenciaria que se les aplica a éstas, nos parece imprescindible. También daremos prioridad al intercambio de experiencias y dinámicas con otras organizaciones similares a la nuestra dentro del Estado español.

martes, 25 de agosto de 2015

Protestas en Santiago

Decenas de personas protestan en los alrededores de la plaza del Obradoiro, en Santiago de Compostela, por el encuentro de la canciller alemana, Angela Merkel, y el presidente del Gobierno, Mariano Rajoy. Ambos mandatarios visitaron a primera hora de la mañana la catedral de Santiago por lo que esa zona fue cerrada para el público, un hecho que indignó a las personas concentradas en esa zona. 
Durante la protesta, se vivieron momentos de tensión entre manifestantes y los policías que custodiaban los alrededores de la plaza e impedían la entrada de los protestantes al lugar.


Tres militantes vinculados al BNG -Rubén Cela, Paulo Carballada y Alfonso Losada- fueron denunciados por la policía por estos hechos.