sábado, 21 de junio de 2003

Segundo congreso NOS-UP

Se celebra en La Coruña el segundo Congreso de la organización NOS-UP. Minerva Oliveira pronunció un discurso que concluyó así:

Hoje mais do que nunca, pola gente que deitou e segue a deitar sangue e suor polo nosso povo, é necessário seguir avançando no projecto da esquerda independentista desde a pluralidade ideológica e a unidade. A Assembleia Comarcal da Corunha deseja que esta II Assembleia Nacional do independentismo revolucionário abra umha nova fase no desenvolvimento deste projecto imprescindível para defender Galiza e as suas classes trabalhadoras. Que a militáncia congregada saia mais unida e fortalecida para luitar polos objectivos irrenunciáveis.

Viva a Unidade Popular!!
Viva Galiza Ceive!!
Viva Galiza Socialista!! 
Viva Galiza nom patriarcal!!

El discurso de clausura corrió a cargo de Antom Santos (Antón Santos) acabóa así:

Umha das tradiçons mais funestas do nacionalismo de que fazemos parte é o gosto desmedido pola retórica, a saturaçom da palavra e a literaturizaçom do discurso, em acentuado contraste com a pobreza dos factos ou imperdoáveis vacilaçons nos momentos chave. Aguardamos que toda a paixom e sangue postos durante estes dias no debate das teses e toda a convicçom profunda que levou à defesa das formulaçons político-ideológicas se mantenha e se supere nos momentos transcendentais, quando o inimigo mostre o seu verdadeiro rosto e haja que manter com inteireza o pendom erguido. O cerco, a ofensiva e a política de terra queimada acrescentarám-se na medida em que a alternativa que representamos se alargue e se faga mais audaz. As chaves ideológicas e as directrizes práticas que conduzem para umha genuína síntese de construçom e enfrentamento temo-las diante de nós desde há bem tempo. Conhecemo-las sobejamente. Resta afirmar o nosso convencimento profundo de que só a firmeza desta linha no longo prazo histórico pode abrir portas à nossa sobrevivência nacional e à edificaçom dum outro modelo social.

En el Congreso se aprobó su estructura organizativa y estatutos, de la cual ofrecemos un extracto:

0.1. ORGANIZAÇOM NACIONAL: NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom política de carácter nacional, residindo a sua soberania na Assembleia Nacional e, por delegaçom, na Direcçom Nacional. 
0.5. ORGANIZAÇOM PLURAL: NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom plural onde tenhem cabimento todas as correntes ideológicas da esquerda independentista coincidentes nos objectivos estratégicos do MLNG. NÓS-Unidade Popular está formada por filiad@s que, em diferentes graus e de diferentes perspectivas, achegam à organizaçom a sua capacidade teórica e prática na consecuçom dos objectivos tácticos e estratégicos.

Artigo 1º.- NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom política independentista, socialista e nom patriarcal. Umha força política plural e unitária, expressom política do Movimento de Libertaçom Nacional Galego.
NÓS-Unidade Popular, como organizaçom de massas, adopta um modelo assemblear, horizontal e democrático. Como organizaçom unitária, no seu seio podem conviver todas as opçons e ideologias políticas da esquerda independentista.
Os seus objectivos som a consecuçom dumha República galega plenamente soberana, resultado de exercer o inalienável direito de autodeterminaçom, conquistando um Estado galego e construindo umha sociedade sem classes, sem opressons, sem exploraçons, sem injustiças, sem machismo nem patriarcado, monolíngüe e solidária no caminho do socialismo.

Art. 79º.- A nossa organizaçom chama-se NÓS-Unidade Popular, significando a afirmaçom do sujeito colectivo galego, que se dota para a consecuçom da sua liberdade dumha ferramenta ampla, plural, unitária e de massas; e a uniom das classes populares da naçom galega como via para a Independência, o Socialismo e o antipatriarcado.

Art. 81º.- NÓS-Unidade Popular tem como símbolo umha estrela vermelha de cinco pontas perfilada em preto, inserida na parte esquerda de um rectángulo, cujo quadro rompe parcialmente e cujas pontas superiores projectam três feixes de luz em cor azul, simbolizando a Pátria. A cor de fundo do rectángulo é verde pistácio. Na direita do logótipo aparece recolhido o nome da nossa organizaçom, NÓS, em letras amarelas perfiladas em preto sobre umha banda inferior onde em letras brancas sobre fundo preto, se insere Unidade Popular ; assim mesmo, adopta como própria a bandeira da Galiza -pano branco com umha faixa azul celeste descendente do canto esquerdo superior ao canto direito inferior em cujo centro se superpom umha estrela vermelha de cinco pontas, símbolo da luita pola libertaçom nacional e social do nossa Pátria; e a bandeira com o escudo nacional desenhado por Castelao, símbolo do Movimento de Libertaçom Nacional Galego.

Art. 82º.- NÓS-Unidade Popular adopta como hino as quatro primeiras estrofes do poema Os Pinheiros, da autoria de Eduardo Pondal e musicado por Pascual Veiga, hino da nossa pátria.


Art. 83º.- NÓS-Unidade Popular assume os princípios do reintegracionismo lingüístico e expressa-se a nível escrito no padrom galego (máximos reintegracionistas da AGAL), deixando liberdade às/aos suas/seus filiad@s para se expressarem a nível pessoal em qualquer normativa.

En el apartado tesis ideológica se afirma:

NÓS-Unidade Popular, como força política ampla, plural e de massas ao serviço do povo trabalhador galego, constitui a mais elaborada expressom da resistência nacional: a esquerda independentista. 

Desde há mais de 150 anos, o nosso povo enceta o vieiro da auto-organizaçom criando diferentes ferramentas defensivas com o objectivo de avançar na dignificaçom da Galiza e, posteriormente, no seu reconhecimento como naçom. Desde a inicial ambigüidade do provincialismo, primeiro movimento organizado por volta do feito diferencial galego, até a expressom mais elaborada do nacionalismo, o independentismo actual, umha parte quantitativa e qualitativamente considerável do qual é vertebrado e unificado organicamente polo Processo Espiral em NÓS-Unidade Popular, som diversas as fases que se percorrem, diferentes as etapas que se superam, marcadas polo contexto histórico vivido, polas diversas elaboraçons teóricas que sustenhem a reivindicaçom nacional, polos fluxos e refluxos derivados do enfrentamento com Espanha. Embora as teses independentistas fossem sempre minoritárias no seio dum nacionalismo pactuante e possibilista que acobilha um sustrato ideológico que nom recolhe a contraposiçom antagónica e irredutível a respeito do Estado espanhol, o independentismo galego como corrente com identidade própria, com postulados ideológicos e discursos políticos diferenciados, com plasmaçons orgánicas autónomas, tem oito décadas de trajectória histórica. 

O histórico encontro entre nacionalismo e marxismo que se produz na década de 60 fai-se sem superar, no plano da reivindicaçom nacional, as teses conciliadoras do velho galeguismo, apesar do processo de achegamento das teses independentistas que se dá na UPG entre 1974 e 1976, com o qual temos que aguardar ao período da IIª Restauraçom borbónica para asistir ao nascimento dum projecto político abertamente definido como independentista, em franca oposiçom ao regime jurídico-político vigente, enquadrado numha esquerda combativa e disposto a empregar todos os métodos de luita no processo de libertaçom nacional. 
Desde o abrolhar da corrente independentista no seio do marxismo patriótico da década de setenta, ao longo de mais de vinte anos, o independentismo galego organiza-se em forças próprias ou fai parte -antes de ser varrido em sucessivas purgas- das estruturas do nacionalismo majoritário; participa, com um importante protagonismo, na consolidaçom do sindicalismo nacional e de classe; impulsiona a resistência armada; dinamiza a luita da mulher e enquadra-a em parámetros patrióticos; trabalha na dignificaçom e normalizaçom da língua e a cultura popularizando as teses reintegracionistas desde 1984; pula polas luitas sectoriais, como a estudantil, antimilitarista ou juvenil... porém, o independentismo galego foi incapaz até hoje de construir um espaço sociopolítico próprio.
A inconsistência organizativa, a ausência dumha ferramenta unitária, plural e de massas referencial para o povo trabalhador que sobrevivesse os embates da repressom, do sectarismo, da perversa cultura cainista que semelhava até há bem pouco ser um malfado de que nom poderíamos libertar-nos, provocárom que o nosso movimento nom pudesse ainda compactar e vertebrar, desenvolvendo um intenso trabalho social e de massas que o afastasse do estrategismo, aqueles sectores populares interessados na independência nacional. A convergência em NÓS-Unidade Popular dos sectores independentistas nom aderidos.

A encruzilhada para a nossa naçom está hoje diafanamente clara: a luita pola existência, pola nossa sobrevivência, a luita pola salvaçom como naçom, está indisoluvelmente ligada com a ruptura com Espanha e a construçom dum modelo de sociedade diferente do hegemónico hoje a nível mundial. NÓS-Unidade Popular pom a um mesmo nível a consecuçom da soberania política para a naçom galega com a edificaçom dumha sociedade nova baseada na destruiçom do sistema patriarcal e do capitalismo. Nom é concebível falarmos de autêntica soberania enquanto a maioria da populaçom do nosso país segue a sofrer a opressom do capital e o patriarcado.
O independentismo galego é, em essência, um projecto das camadas populares galegas que constrói Galiza -um povo dinámico e cambiante, nom umha realidade fixa ou inamovível- desde a esquerda, globalizando numha estratégia pola independência nacional a multidom de luitas que livram @s trabalhadores/as, @s excluíd@s, as mulheres, a mocidade... no seu momento ao Processo Espiral, a construçom dumha identidade própria no político, no social e no simbólico, o rigor teórico e a prática honesta e conseqüente som as chaves para um MLNG que seja desde já útil ao nosso povo, um dinámico e original movimento social que acumule forças, que sintetize luitas, que empape e fomente -sem solapamentos nem dirigismos- o tecido associativo, encetando umha estratégia de construçom e avanço, superando os erros do passado e recolhendo o melhor do legado de luita de todo o independentismo operante neste país nas três últimas décadas. 

O independentismo galego pretende lograr a adesom da maioria d@s cidadaos/ás galeg@s, pois a viabilidade do nosso projecto só é factível ganhando a confiança, a consciência e os coraçons da imensa maioria social que configura o povo trabalhador. O nosso repto é lograr convencer e implicar essa maioria social, nunca impor pola força um modelo de sociedade e de país que nom conte com o apoio popular.


Galiza é umha naçom submetida a umha opressom por parte do Estado espanhol que adopta a forma de colonialismo concretizada na opressom política, opressom patriarcal, assovalhamento cultural, exploraçom económica e ocupaçom militar.
A soberania nacional reside exclusivamente no povo galego.
Galiza tem direito à sua autodeterminaçom -direito permanente, inalienável e irrenunciável de todos os povos- a exercitar sem negum entrave e com todas as garantias do seu cumprimento efectivo. O actual regime jurídico-político espanhol imposto após umha maquilhagem do fascismo nega explicitamente a existência nacional da Galiza e o próprio direito de autodeterminaçom.
A Constituiçom espanhola e o Estatuto de Autonomia som obstáculos ao exercício da soberania nacional d@s galeg@s. Esta há-se de plasmar plenamente quando a Galiza se dotar dum Estado de seu que inclua os territórios irredentos, que regule democraticamente a sua vida política, que dirija racionalmente a sua economia ao serviço das classes subalternas, normalize a sua língua e cultura, e estruture o seu território com base na paróquia e a comarca, rompendo todo vínculo com o colonialismo que representa o Estado espanhol.

NÓS-Unidade Popular marca-se como horizonte estratégico a consecuçom dumha República Galega Independente em pé de igualdade com todas as naçons do planeta e fazendo parte dumha Europa das Naçons alicerçada na justiça social, a solidariedade e o respeito mútuo.

O movimento independentista que nasce deve dotar-se de um discurso radicalmente galego, e de umha praxe nitidamente patriótica. O reconhecimento do direito de autodeterminaçom é o norte estratégico da resoluçom do conflito Galiza-Espanha; a construçom nacional de cara à independência é um dos eixos sobre o que deve pivotar a política do Movimento de Libertaçom Nacional Galego. A necessária concreçom táctica e sectorial nom deve esquecer contextualizar-se sempre sob coordenadas galegas. O independentismo deve ser o motor de um movimento e de umha organizaçom que tome a sua força das necessidades objectivas e palpáveis do povo trabalhador galego. A construçom política e simbólica de umha Galiza com identidade própria, orgulhosa de sê-lo e com força objectiva e subjectiva para enfrentar o domínio espanhol é objectivo ineludível de NÓS-Unidade Popular e do movimento em que pretende inserir-se.


b) Nom há movimento político sem força social que o sustente e alimente: nom pode haver sujeito político galego numha Galiza desvertebrada socialmente, desorganizada e desmobilizada. A organizaçom social é um condicionante necessário para o desenvolvimento existoso do nosso projecto independentista. Compreender isto, entender a necessidade de potencializar toda a forma de associacionismo e organizaçom do povo sob parámetros galegos, e nom cair na tentaçom nefasta da satelizaçom ou da instrumentalizaçom, é um passo fundamental para a nossa organizaçom e para o nosso movimento. Neste senso, o trabalho no sindicalismo nacional, de classe e participativo, e o apoio e a aposta por um sindicalismo unitário galego, polo movimento estudantil galego (AGIR), pola organizaçom feminista galega (MNG) ou pola organizaçom juvenil independentista (AMI), nom deve frear as iniciativas e apostas necessárias para impulsionar o associacionismo vicinal, cultural, feminista ou de qualquer outra índole. Em definitivo, NÓS-Unidade Popular assume como umha necessidade prioritária a reconstruçom material do sujeito colectivo galego, através da autoorganizaçom popular sob parámetros galegos em todas e cada umha das suas formas possíveis, através do potenciamento de formas activas e participativas de organizaçom, mobilizaçom e intervençom popular.

NÓS-Unidade Popular deve socializar com factos umha visom nova da política, enchendo de conteúdos os objectivos de democracia, participaçom, organizaçom e mobilizaçom da populaçom. Reconhecendo a legitimidade do nosso povo no emprego de todas as formas de luita no caminho da sua libertaçom, NÓS-Unidade Popular pretende, no seu campo de intervençom, devolver o prestígio à política honesta, limpa, criativa, participativa e transformadora. Inserida no seio de um movimento mais amplo, a nossa organizaçom está firmemente comprometida, noutra ordem de cousas, a fugir de aqueles modelos que concluírom por fazer orbitar as diferentes organizaçons sectoriais à volta do partido político, e defende, assim, umha relaçom dialéctica, comunicativa e horizontal entre NÓS-Unidade Popular e o resto de expressons que configuram o MLNG e assi como com as distintas formas de autoorganizaçom de que se dotar o nosso povo.


NÓS-Unidade Popular, organizaçom independentista ampla e plural, entende que o processo de unidade do independentismo e de acumulaçom de forças em torno da estratégia de libertaçom nacional e social de género continua aberto. Certificamos o facto objectivo de que, por umhas ou outras causas, tenhem ficado desligados desta iniciativa de reorganizaçom militantes, sectores de opiniom e mesmo organizaçons susceptíveis de apoiá-la.

Toca a partir de agora estender NÓS-UP e fazer mais visível a sua presença, fazer mais ágil a sua intervençom e contribuir para a contruçom dumha força social independentista socialista e antipatriarcal. Velaí as linhas políticas polas que pularemos.


a) A articulaçom dum movimento, e mais em concreto, dumha organizaçom política, é umha questom sempre aberta submetida às vicissitudes da luita e às necessidades de cada contexto. Na fase actual, e polo que a experiência o caminho percorrido nos mostra, o independentismo é um movimento muito jovem, composto por militáncia com poucos anos de experiência política, e de extracçom social popular, repartida entre estudantado e classe trabalhadora. Som sectores directamente politizados no MLNG, atraídos pola sua prática, e nom pessoas procedentes do autonomismo (movimento absolutamente coesionado e monolítico na sua aposta entreguista), os que nutrem e vam nutrir no imediato NÓS-UP, sem por isso desprezarmos outro perfil militante.

b) A consideraçom da Galiza como naçom (grupo humano assente num território, dotado de traços caracterizadores assumidos maioritariamente como tal e em plena construçom até chegar a constituir-se em Estado) e, portanto, como sujeito de direitos sócio-políticos, seguirá a ser eixo fundamental da nossa prática. 

c) Reconhecendo a legitimidade de todas as formas de luita. NÓS-UP entende que a sua necessidade e conveniência se acha em relaçom com a correcta interrelaçom de todas elas e o seu equilíbrio no processo político, que atravessa por distintas fases históricas. Reconhecendo que na Galiza actual abrem passagem formas de intervençom política desobedientes e enquadradas no que num senso amplo chamamos tensom social, demonizadas e temidas polo reformismo e a sua prática de docilidade e submissom, NÓS-UP deve fazer um esforço de contextualizaçom social. 

Política de alianças

Nestes dous anos, NÓS-UP e o conjunto do MLNG assistiu ao recrudescimento das sistemáticas campanhas de criminalizaçom e intoxicaçom mediático-policial contra o independentismo, mas com a novidade da incorporaçom activa do autonomismo e da esquerda espanhola. Esta situaçom tem gerado dificuldades à hora de articular respostas unitárias e plurais a determinadas agressons do capital e do imperialismo, tal como se constatou no movimento popular contra cimeira dos ministros de interior e justiça da UE em Compostela em Fevereiro de 2002, na guerra do Afeganistám ou no ataque contra o Iraque. A dia de hoje, a esquerda independentista sofre um apartheid que dificulta e reduz sensivelmente a sua capacidade objectiva de influência social e de difusom do nosso discurso, polo que deve recuperar a iniciativa política mediante audazes propostas encaminhadas basicamente em duas direcçons:

1- Abrir vias de debate e colaboraçom com o independentismo que nom aderiu ao Processo Espiral.


2- Iniciar vias de aproximaçom com todos aqueles sectores sociais com os que podamos parcialmente coincidir em luitas, e na resistência contra a ofensiva do fascismo espanhol e do capitalismo global mediante espaços comuns de trabalho e intervençom sócio-política.



domingo, 13 de abril de 2003

Ataque contra sede del PP

Ataque contra la sede del Partido Popular (PP) de Culleredo que sufre distintos daños. Dos meses antes  la misma sede fue atacada con artefactos incendiarios.

jueves, 10 de abril de 2003

Detenciones en Santiago


Detenidos por la policía en Santiago de Compostela  los militantes de Nós-Unidade Popular Eva Rei y Ángel Rodrigues, acusados de participar en la quema de un muñeco de José María Aznar en una manifestación contra la guerra el pasado día 6 de Abril. Fueron puestos en libertad horas más tarde.

Esa misma mañana la policía municipal de Santiago disolvió una concentración de militantes y simpatizantes de AGIR que protestaban por la suspensión de un concierto contra la guerra. A consecuencia de la carga la militante de AGIR Xiana Rodrigues Gomes tuvo que acudir a Urgencias con una herida en la cabeza por un porrazo.


viernes, 4 de abril de 2003

Ataques contra el PP y la Xunta

Poco antes de las 3 de la mañana se produce la explosión de un artefacto explosivo o incendiario colocado en la sede del PP en la localidad pontevedresa de Moraña.

.- Sobre las 3 de la mañana se produce el lanzamiento de un artefacto incendiario contra la Dirección General de Estructuras Pesqueras en Santiago de Compostela, causando algunos daños.

.-Sobre las 6:20  estalla un artefacto explosivo ante la sede del PP en el centro de Pontevedra causando importantes desperfectos en el local,

miércoles, 18 de diciembre de 2002

Bombas fallidas contra PP

Sobre las dos de la madrugada estalla un artefacto explosivo colocado en la rueda de un camión del Ejército estacionado en las inmediaciones del polideportivo de Carnota. El vehículo quedó destruido.

.- Sobre las diez de la mañana se descubre un artefacto explosivo colocado ante la sede del Partido Popular en Sangenjo (Pontevedra); un fallo en el mecanismo de ignición evito que estallara la bomba.

- Sobre las cuatro de la tarde los expertos en desactivación de explosivos retiran un artefacto colocado ante la sede del Partido Popular (PP) en Poyo (Pontevedra) que no llegó a estallar.

sábado, 12 de octubre de 2002

Dia da Galiza combatente

Se celebra el 'Dia da Galiza combatente', motivo por el cual la organización NOS-UP organiza un acto en Pontevedra en el que se pronuncia un discurso del que ofrecemos un amplio extracto:

O nosso povo cumpre literalmente aquela máxima pronunciada por José Marti, líder da independência cubana: "Quando há muitos homes sem decoro, sempre há outros que tenhem em si o decoro de muitos homens. Esses som os que se rebelam com força terrível contra os que roubam aos povos a sua liberdade, que é roubar aos homens o seu decoro. Nesses homens vam milhares de homens, vai um povo inteiro, vai a dignidade humana". Essa é a dignidade combatente do povo galego, que hoje honramos condensada nas figuras de Alexandre Bóveda, Moncho Reboiras, Lola Castro e José Vilar.

Nom vamos repetir mais umha vez as biografias destes quatro patriotas exemplares. O primeiro representa umha geraçom consagrada à construçom política do nacionalismo galego, e esmagada por isso, sem piedade, pola Espanha fascista da que o actual regime é herdeiro directo. Reboiras é o rosto mais conseqüente da esquerda patriótica forjada no lume da ditadura, e nunca se insistirá o suficiente em que morreu metralhado por um inimigo ao que estava disposto e decidido a combater coas suas mesmas armas. O mais destacável da biografia de Lola e José é que nom se diferéncia substancialmente da da maioria de pessoas normais, humildes e honradas que componhem o nosso povo. A sua trajectória política é modesta: nunca figêrom parte dumha Direcçom, nunca pronunciárom um discurso ante um auditório, nem as suas declaraçons fôrom recolhidas jamais por qualquer meio de comunicaçom. Mas isso nom lhes impediu integrar umha das organizaçons de galegas e galegos que mais tem contribuído para a elevaçom da moral combatente da nossa naçom nas últimas décadas, e morrer nas suas filas, num dia como hoje, fazendo parte dum operativo militar contra a infra-estrutura do narcotráfico.

Companheiras e companheiros, nom é exacto dizermos que Alexandre, Moncho, Lola e José foram "mártires". O seu objectivo nom era o martírio, nengum deles/as procurava a morte, se bem sabiam que esta é umha possibilidade sempre presente para as boas e generosas, num país sem soberania, governado por ladrons e por fascistas. É por isso que nengum duvidou um ápice em assumir a possibilidade de ter que pagar o bem mais prezado, a própria vida, por erguer a bandeira da resistência nacional. Com certeza, ninguém como eles deu tanto valor à dignidade, à liberdade, ao bem-estar e ao progresso da Galiza e do seu povo trabalhador; por isso é que merecem o nosso maior respeito e tenhem todo o nosso reconhecimento. Nom por serem capítulos memoráveis dumha história passada, mas por constituirem o expoente mais elevado dum compromisso presente, dumha luita actual. É importante que isto seja bem compreendido: reduzir Alexandre, Moncho, Lola e José a quatro nomes, a quatro retratos, a quatro cabodanos, é desprezar o mais importante e actual das suas vidas, o valor humano e o compromisso militante infinito de cada um deles. Nom caiamos nunca na tentaçom de converter estes quatro compatriotas no nosso particular santoral laico: fagamos deles, porém, o alimento mais valioso da nossa moral revolucionária e da nossa implicaçom política. Trabalhemos e combatamos conscientes de que à luz do seu exemplo nom há esforço demasiado grande, nom há compromisso demasiado elevado, nom há tarefa demasiado difícil, nom há entrega demasiado valiosa. Fagamos dos seus nomes o alicerce da humildade necessária com a que entregar-nos ao nosso povo, da raiva e o valor imprescindíveis para combatermos sem trégua e sem objecçons o seu inimigo histórico. Que Espanha tenha claro, hoje que celebra o seu Império, que os e as independentistas galegas nom estamos aqui para lamentar quatro perdas, senom para acrescentar quatro exemplos de combate ao arsenal moral e militante com o que tarde ou cedo será derrotada!

Porque, companheiras e companheiros, o povo de Alexandre, de Moncho, de Lola e de José, segue a sofrer. A sua identidade esmorece vítima da mais selvagem vaga uniformizadora que a história tenha conhecido nunca; os seus direitos políticos seguem a ser negados; a sua dignidade nacional segue a ser humilhada; as suas condiçons de vida e de trabalho som cada vez piores; a sua terra e a sua paisagem som pervertidas e espoliadas para benefício alheio; as suas mulheres discriminadas e sobre-exploradas; a sua mocidade segue a ser excluída e alienada... E mentres isto acontece, as galegas e os galegos seguimos pelejando, e o nosso povo segue a dar pequenos grandes exemplos de compromisso incalculável. Por isso é obrigado que hoje fagamos referência aos casos concretos de três companheiros independentistas: 
O primeiro deles é o de Armando Ribadulha, detido em 1998 nesta mesma cidade por participar nas luitas contra a empacotadora de Vila-Boa, e condenado pola justiça espanhola a ano e meio de cadeia num processo no que --por certo-- o concelho de Ponte-Vedra se apresentou como parte acusadora. O seu é mais um caso de repressom, mas também um exemplo de dignidade e inteireza à hora de enfrentar umha pena real de privaçom de liberdade, e sobretodo de solidariedade e apoio social, materializado nos centos de pessoas que anonimamente contribuírom para juntar os mais de 6.000 euros em que o inimigo cotizou a liberdade da que hoje pode desfrutar, graças ao que deve ser considerado umha vitória sem paliativos do nosso movimento. 
O segundo é o do companheiro da AMI Vítor Lourenço, detido e acusado de participar numha acçom de sabotagem contra interesses bancários durante a Cimeira Europeia de Ministros de Justiça e Interior celebrada este ano em Compostela; através dum processo irregular e carente de provas, o poder espanhol pretendeu escarmentar e intimidar umha juventude cada vez mais decidida a superar os seus próprios medos e enfrentar a opressom de forma directa. Nom o conseguiu: Vítor está hoje em liberdade sem cargos.

O terceiro é o do companheiro de AGIR Alexandre Fernandes, expulso por três anos da universidade como represália ao papel protagonista e dinamizador que a esquerda independentista está a desenvolver no seio do Movimento Estudantil Galego. A Universidade de Santiago de Compostela viu-se obrigada a recorrer a um processo sem as mínimas garantias, levado a cabo com nocturnidade e aleivosia durante os messes de verao, para castigar umha atitude exemplar de insubmissom e defesa dos interesses educativos do nosso povo. Esta, amigas e amigos, deve ser umha derrota do poder espanhol no seu intento estéril de escarmentar e reprimir as nossas ánsias de democracia e liberdade!

Companheiras e companheiros, a nossa presença hoje aqui nom é mais umha assistência ritual a um acto de simples homenagem à memória histórica e de combate da naçom galega. É, antes bem, um acto de reafirmaçom da nossa vontade, da nossa capacidade e do nosso compromisso de luita. Umha luita que por natureza há ter na repressom e na sanha espanhola umha das suas constantes, e que por isso deve de ter na nossa firmeza, na nossa coragem e na nossa entrega umha exigência. Aqui nom estamos para chorar quatro mortes, senom para recolher quatro fuzis e quatro exemplos. Hoje mais que nunca, é necessário rachar o véu da "normalidade democrática" com que o poder espanhol quer ocultar o carácter conflituoso e violento da opressom. A Galiza combatente está viva. Está-o nas luitas vicinais, nos conflitos operários, nas greves gerais, nos enfrentamentos populares à ordem vigente, na resistência estudantil, nas respostas à polícia e nas sabotagens anónimas aos interesses turísticos, comerciais e financeiros do inimigo que se venhem produzindo nos últimos meses. Está-o nas ruas, nas paróquias, nas aulas, nas fábricas e nos centros de trabalho da nossa naçom. Segue a está-lo nos coraçons e na vontade dos melhores filhos e filhas do povo trabalhador galego, na sua dignidade inquebrantável, no seu valor, no seu amor sem limite à Terra e à Liberdade. Está hoje aqui, nesta praça ponte-vedresa, vencendo o esquecimento e renovando o compromisso de tantos e tantas que nos precedérom, que luitárom e morrêrom para que a Galiza viva.


VIVA A GALIZA COMBATENTE!! 
ALEXANDRE, MONCHO, LOLA, JOSÉ...................PRESENTES!!!
VIVA GALIZA CEIVE, SOCIALISTA E ANTIPATRIARCAL!


Ponte-Vedra, 12 de Outubro de 2002

jueves, 25 de julio de 2002

Incidentes tras la manifestación

Manifestación independentista en Santiago de Compostela convocada por Nós-Unidade Popular (Nós-UP); al finalizar tres encapuchados queman una bandera española.
Antom Santos (Antón Santos), en representación de la Dirección Nacional de NÓS-Unidade Popular, leyó un discurso del que ofrecemos un extracto:

NÓS-Unidade Popular leva pouco mais de um ano a articular o espaço político da esquerda independentista, a se tentar erigir como um referente central em prol dos direitos colectivos e a transformaçom social. Na construçom dum espaço nosso, insubstituível e necessário, mergulhou de cheio na realidade das luitas que venhem agitando a nossa naçom: contra a Europa do capital,em favor dos direitos cívicos e democráticos, contra a espanholizaçom, por um trabalho digno e contra a discriminaçom laboral da mulher... na medida das suas possibilidades, como força emergente que é, deixou pegada em conflitos de dimensom comarcal, caso das mobilizaçons contra a planta de gás em Ferrolterra ou contra os recheios da ria de Vigo.

É o momento, neste acto de afirmaçom e reclamaçom dos nossos direitos inalienáveis, de acometermos umha necessária reflexom colectiva sobre o futuro. Umha outra Galiza é possível figura como umha das legendas desta convocatória. Com efeito, a esquerda independentista insistiu sempre em que a realidade que padecemos nom é inexorável, nom é um mal caído do céu que tenhamos que resignar-nos a suportar sem queixa. Obedece a interesses mui concretos e é abertamente oposto às necessidades da maioria da populaçom. Anos e anos de experiência política, de trabalho militante, servírom ao nosso movimento para desenhar essoutra Galiza nos seus traços mais gerais. E para clarificar que, quanto projecto nacional de seu e nom como apêndice de luitas alheias, Galiza é possível, só possível, de pensar, de viver, de auto-organizarem-se as suas classes populares em chave nacional e de avançar para um Estado próprio. Quanto menos, o que nós entendemos por Galiza no seu sentido pleno. Do contrário, existiria umha Galicia em perpétua agonia a servir de legitimaçom no mosaico da sua Espanha plural ou na Europa diversa dos capitalistas de Bruxelas. Nunca se insistiu o suficiente sobre a peja que constitui para um povo partir à luita lastrado pola desconfiança, o cepticismo, por formas mais ou menos abertas de auto-ódio. A descrença num futuro nosso só pode levar a linhas erráticas, políticas acomodatícias ou renúncias abertas. Som incontáveis as vezes em que o nacionalismo galego nom deu esconjurado os fantasmas domésticos e maquilhou a sua absoluta desconfiança na naçom com mudanças de rumo desonestas. No entanto, da esquerda independentista enfatizamos sempre que os males que ainda nos atenaçam, os comportamentos que ainda impedem umha adesom manifesta à libertaçom nacional e social e de género som políticos e históricos. Como tais, transformáveis na prática diária. De Fuco Gómez a Lola e José, passando polos independentistas de além mar ou dos núcleos juvenis, essa foi a linha defendida. Já há mais de 70 anos, os arredistas denunciavam a atitude dum 

Organizando a construçom nacional é a outra palavra-de-orde que hoje nos reúne. Em quantas ocasions tamém se tem substituído o construir polo estar. Esta segunda atitude nom exige grande cousa. A situaçom é dura e, portanto, avonda com recluirmo-nos discretamente e aparecer em ocasions pontuais. Já virám tempos melhores. O poder espanhol gosta desta posiçom: Lá estám os independentistas, di; somos tam democratas que os deixamos existir, tirar à rua os seus símbolos e discursos de tanto em tanto. Porém, do novo independentismo sabemos que o caminho é outro bem diferente: construir, como fazemos no nosso dia a dia, implica enquadrar-se, tomar posiçom em estruturas próprias e operativas; obriga a tensom crítica, esforço, compromisso, e supom ser alvo do enfrentamento de baixa intensidade que Espanha hoje reserva para nós. Disto dá conta o histerismo dos meios ao inserirmo-nos nalgumha luita popular; as contínuas medidas policiais e de amedrontamento contra a militáncia mais activa; a constante ladainha intoxicadora ao se espalhar o nosso discurso, ao sectorializarmo-lo e ao darmos respostas concretas a problemas concretos, ao criarmos meios e espaços próprios e reconhecíveis; ao termos um discurso e prática blindados às manobras do inimigo e ao luitarmos como vejamos conveniente, com todos os meios necessários, sem considerarmos a moralina que eles injectam. @s galeg@s conscientes, @s independentistas, temos perfeitamente claro o caminho. NÓS-UP, como vontade organizada de efectivizá-lo e de acelerar a construçom da Galiza -a libertaçom nacional, social e de género-, pulará por implicar tod@s aqueles que mais directamente sofrem a opressom: classe trabalhadora, mocidade e mulheres precarizadas, desempregad@s... sabedores de que só um Movimento amplo, flexível, plural e operativo no seu agir poderá recolher a vontade de emancipaçom da naçom mais rebelde.

Viva a luita independentista!
Antes mort@s que escrav@s!
Viva Galiza ceive, socialista e nom patriarcal!