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jueves, 25 de junio de 2015

Sobre la disolución de NOS-UP

Teresa Moure publica en el  Diário Liberdade un análisis sobre la disolución de NOS-UP del que ofrecemos un extracto:


Da sua constituição em 2001, NÓS-UP foi uma força nas margens, com pouca visibilidade nos médios de comunicação, porque não centrou o seu trabalho nas instituições. Porém, isso não lhe impediu nutrir a sociedade galega dum discurso fulcral, visualizado num potente ativismo, no mundo sindical, no estudantado, no reintegracionismo, nos centros sociais que são força viva da cultura popular; um discurso, pois, que nos nutriu a tod@s. A quem estavam dentro e a quem estávamos fora. Muitas das minhas posturas foram matizadas ou mudadas após a leitura do imenso arsenal de textos produzidos nessa organização política. Esses textos e o seu potencial formativo vinham do esforço generoso da militância, não retribuído economicamente, desconsiderado na sociedade mercantilizada que habitamos. Vinham, para além disso, polidos e trabalhados, entendo, pelos debates internos: eram uma voz conformada na Galiza, com pouca capacidade de incidir na realidade, diriam alguns, mas com uma influência decisiva na agitação e na formação das pessoas que tentamos transformar o que há. Importa, se vamos construir uma sociedade galega radicalmente nova, agradecer às pessoas que se implicaram no projeto político que desaparece os esforços que fizeram por este país.

Nem conheço nem preciso saber as causas que levam ao apagamento. A coesão duma organização das caraterísticas de NÓS-UP vê-se facilmente ameaçada e, como se indica no comunicado, a maioria da filiação avalia criticamente a utilidade atual desta ferramenta. Apenas pode respeitar-se essa decisão sem que procedam agora os reproches ou as leituras em chave eleitoral, do estilo de que a radicalidade independentista se extingue. As siglas, ainda que às vezes nos apeguemos a elas por sentimentos –porque se levaram grandes energias das nossas vidas– são só ferramentas. Se as companheiras e companheiros de NÓS-UP acharem que essas siglas já não são úteis, só podemos respeitar e dar por bem feito que as abandonem. Porém, o que não se pode é valorar o percurso transitado como um erro, nem abandonar o interesse por mudar a realidade. Uma Galiza ceive, socialista e nom patriarcal não é um sonho; simplesmente um objetivo estratégico ainda não conseguido. E, portanto, as gentes que com força acreditam nesses princípios, não podem marchar para a sua casa sem mais.

miércoles, 24 de junio de 2015

Disolución de NOS-UP

Declaración final de la VIII Asamblea (extraordinaria) de NÓS-UP reunida en Santiago de Compostela desde el 20 de junio:


Quando se completam 14 anos desde a Assembleia Fundacional de NÓS-Unidade Popular, decorrida na nossa capital, Compostela, em junho de 2001, a mesma cidade acolheu hoje a nossa VIII Assembleia Nacional, de caráter extraordinário.

O ponto único da ordem de trabalhos foi a viabilidade desta ferramenta política construída durante todos estes anos ao serviço de um projeto de libertaçom nacional, social e de género que a totalidade de participantes continua a considerar vigorante.

No entanto, a reafirmaçom na necessidade de um projeto dessas caraterísticas nom impediu que a maioria da filiaçom e colaboradores/as assistente avaliasse criticamente a utilidade atual desta ferramenta política ao serviço de um desafio histórico como esse.

A VIII Asssembleia Nacional de NÓS-Unidade Popular, reunida em Compostela a 20 de junho de 2015, considera esgotado o ciclo político iniciado pola nossa organizaçom em 2001.

Avaliando positivamente para o País e para o nosso povo o trabalho realizado pola nossa filiaçom, com os seus acertos, erros e experiências sempre ao serviço da causa nacional e de classe, acordamos a dissoluçom de NÓS-Unidade Popular.

É vontade unánime entre a filiaçom ativa da nossa organizaçom continuar a contribuir organizada e coletivamente para os objetivos políticos fundacionais de NÓS-Unidade Popular.

Deverá ser cada organizaçom da nossa esquerda nacional que avalie a sua própria trajetória e evoluçom futura no caminho de serviço ao povo trabalhador galego, se bem fazemos um apelo à reflexom sobre a situaçom de crise do projeto nacional galego e da sua esquerda patriótica.

 Em momentos históricos extraordinários como o atual, é necessário tomar decisons extraordinárias que permitam retificar e avançar. A unidade da esquerda patriótica é umha necessidade ineludível e urgente.

Como primeiro gesto nessa direçom e último gesto político da nossa organizaçom, a VIII Assembleia Nacional de NÓS-Unidade Popular quer fazer público reconhecimento da iniciativa que nestes dias visa convocar um Dia da Pátria unitário em coordenadas soberanistas e de esquerda.

Se essa convocatória suprapartidária acabar por se verificar, contará com a participaçom coletiva do conjunto da que até agora foi filiaçom e base social de NÓS-Unidade Popular.

O nosso reconhecimento é neste momento para a entrega de todos os companheiros e companheiras, especialmente as que lamentavelmente já nom estám entre nós, que contribuírom para o trabalho político patriótico, feminista e de esquerda desenvolvido durante todos estes anos no seio da nossa organizaçom em prol da Independência e o Socialismo.

 Galiza, 24 de junho de 2015

T

sábado, 6 de diciembre de 2014

Manifiesto independentista

Con motivo de la celebración el 6 de diciembre del día de la Constitución española, varias organizaciones y colectivos independentistas gallegos suscriben el siguiente manifiesto:

6D Galiza nom tem nada que celebrar

Pola independência nacional

Contra a Constituiçom espanhola

Contra a ‘Segunda Transición’



Neste 6 de dezembro, o regime celebra na Galiza o 36º aniversário do referéndum de 1978 em que aprovara a sua Constituiçom. Justo é rememorar agora que naquela altura o povo galego virou maioritariamente as costas ao projeto, apoiando-o apenas 44% do recenseamento eleitoral. Em idêntica situaçom de ilegitimidade encontrou-se tempo após o atual Estatuto de Autonomía, que apesar de contar com a promoçom das principais forças e poderes políticos, empresariais e financeiros espanhóis, foi recebido em 1980 com umha fria abstençom geral e o voto afirmativo de tam só 20% das eleitoras e eleitores galegos.

No entanto, Constituiçom espanhola e Estatuto de Autonomía som desde entom, apesar desta congénita falta de legitimidade democrática, as pedras angulares da arquitetura institucional espanhola na Galiza.

Agora que se cumprem 36 anos da implementaçom deste quadro legal contamos com a experiência coletiva necessária para certificarmos que as prediçons que no seu dia figeram o nacionalismo e o independentismo galegos foram acertadas. O tempo verificou de modo incontestável que a operaçom político-económica baptizada como Transición Española foi umha fraude colossal contra este país e os princípios mais elementares da democracia. O seu único fim era perpetuar os traços básicos do regime chantado na Galiza com as armas e o Genocídio desde 1936, isto é, a subordinaçom político-económica ao Estado espanhol, a vulneraçom do direito de autodeterminaçom, a desmobilizaçom e desestruturaçom da sociedade galega e a preservaçom na Galiza dos privilégios da oligarquia espanhola e as suas instituiçons associadas -monarquia, Igreja Católica, Exército, etc.-.

36 anos após aquel referéndum fraudulento aprofundou-se e agravou-se ao limite a dependência do país e os sintomas negativos a ela associados: desemprego e emigraçom estruturais, empobrecimento crescente da populaçom apesar de sermos umha naçom rica em recursos, sobre-exploraçom da força de trabalho, espólio e degradaçom do território e dos recursos energéticos, biológicos e minerais, avelhentamento demográfico e éxodo da mocidade, involuiçom legal e social nas conquistas das mulheres, retrocesso permanente da presença social da língua e a cultura próprias, etc. Todo sob a manto protetor e promotor da direita neofranquista e clientelar, que fijo do extermínio do país a sua missom histórica. A experiência constatou que o genocida Francisco Franco dizia a verdade quando assegurou que o regime espanhol que o sucederia estaria atado y bien atado.

Sob este quadro constitucional, e no marco das luitas políticas e sociais dos últimos 36 anos, centenas de galegas e galegos fôrom, e som, retaliados, espancadas, multados, detidas, encarcerados e mesmo torturadas a maos das Fuerzas de Seguridad del Estado.

Hoje, com o Estado espanhol devorado pola corrupçom e submetido a umha tripla crise de modelo territorial, de modelo económico-produtivo e de legitimidade, os poderes fáticos aprestam-se para reeditar com novas modalidades a fraude perpetrada em 1978. Falam, de fato, de Segunda Transición Española. Como daquela, pretendem mudar algo para que todo continue na mesma, reproduzindo o espólio do povo e do território com as sequelas conhecidas. Contam nesta tarefa com a cumplicidade ativa, e imprescindível, da auto-denominada esquerda federalou esquerda ruturista espanhola, que igual que figeram PSOE e PCE na altura se oferecerám para dar à operaçom a necessária pátina de legitimidade. Como daquela, também, o regime reserva a repressom e a persecuçom para quem denunciem e enfrontem estrategicamente esta fraude que se prepara.

Nesta conjuntura, com umha aceleraçom dramática dos processos de exploraçom social e perda de auto-reconhecimento e capacidade de decisom como naçom, com um povo sob estado de choque e umha confusom notável na direçom do nacionalismo hegemónico a respeito do caminho a seguir, as forças políticas e setoriais independentistas galegas abaixo assinadas queremos proclamar alto e claro três questons ao do presente:

1ª Hoje, quando se fragua a Segunda Transición Española, a única via possível para abordar com vocaçom de superaçom definitiva as problemáticas sócio-económicas, laborais, ambientais, identitárias, etc. que aqueixam o povo galego segue a ser separarmo-nos definitivamente de Espanha e conquistar a plena soberania política, isto é, a independência nacional e a constituiçom do nosso próprio Estado ao serviço da maioria social do país. Toda folha de rota que persiga o “encaixe” ou a “integraçom harmónica” da Galiza em Espanha situa-se, objetivamente, ao serviço da oligarquia.

2º Qualquer quadro jurídico-político constitucional espanhol é a garantia da perpetuaçom da situaçom atual. Neste sentido, queremos explicitar que a eventualidade da participaçom de forças nacionais galegas num futuro processo de reforma da Constituiçom espanhola ou do Estatuto de Autonomía suporia retornar sobre umha via morta, que nega o direito de autodeterminaçom, e trair o processo de liberaçom nacional. Espanha é a nossa ruína, efetivamente, sabemo-lo, à margem do regime político que postule para perpetuar a nossa dependência.

3º Os setores populares nacionalistas, independentistas e soberanistas e o conjunto deste povo enfrentaremo-nos em breve, quando o regime inicie a reestruturaçom programada, a um dilema estratégico entre impulsionar a meio e longo prazo um conflito político e um processo independentista de massa rumado à definitiva rutura com Espanha, ou a cumplicidade com a sua readpataçom cosmética. As e os independentistas tendemos as nossas maos a todos os setores populares dispostos a enfrentar a fraude em curso da Segunda Transición Española e por proa sem ambigüidades, sem duplos jogos e com honestidade face a conquista da plena capacidade de decisom e a independência como povo.

Denantes mortos e mortas que escravos!

Viva Galiza ceive, socialista e antipatriarcal!

Independência e socialismo!


Agir

Briga

Causa Galiza

Ceivar

Coletivo Nacionalista de Marim

Mulheres Nacionalistas Galegas

NÓS-Unidade Popular

Partido Comunista do Povo Galego

sábado, 11 de octubre de 2014

XIV Dia da Galiza combatente

Se celebra en Rianjo (La Coruña) la XIV edición del denominado 'Dia da Galiza combatente' con intervenciones de representantes Rebeca Bravo (NOS-UP) y Eva Cortinhas (BRIGA). Un extracto de la intervención de esta última de esta última aparece a continuación:

A passada sexta-feira o aparelho repressivo espanhol sequestrava a um amigo e vizinho conhecido pola sua militáncia independentista e por ser um ativo solidário com presos e presas políticas. Ao chegar ao lar familiar após conhecer a notícia, o dispositivo mediático da maquinária repressiva já tinha feito um enorme trabalho, e a minha família já sabia que o nosso amigo e vizinho fora transformado num perigoso terrorista. Isto desatou umha enorme letania de “bons conselhos” por parte de meu pai e minha nai que iam desde o clássico “tendes nobles ideias mas nom vades cambiar o mundo”, passando polo “nom hipoteques o teu futuro” até o que alude a essa curiosa e ameaçante rebeldia vírica que “já se nos passará”.

E é que se há algo mais submisso e alienado que formar parte do povo trabalhador galego e nom luitar, é ser trabalhadora galega e desconhecer ou desprezar às muitas que luitárom e luitamos polos comuns interesses de povo, classe e género. Por esse motivo a burguesia espanhola investe esforços em ocultar o nosso passado rebelde, em desprover-nos de referentes históricos que fortaleçam o nosso imaginário colectivo como galegas e galegos; e quando a força da luita é inocultável recorre-se à manipulaçom e tergiversaçom quando nom à feroz repressom e à descarada criminalizaçom.
(...)
Em definitiva, em BRIGA cremos que hoje, Dia da Galiza Combatente, é um bom dia para reafirmar-nos no nosso compromisso, coerência, responsabilidade, solidariedade e combatividade juvenil. Reafirmar-nos com orgulho na nossa inteligência e coragem como melhor forma de combater a frustraçom e medo que Espanha, o Patriarcado e o Capital pretende impor. Reafirmar-nos no nosso passado rebelde cheio de combatentes que como Daniel Rodríguez Castelao desafiárom o poder confiando na nossa força como povo e no nosso  irrenunciável dever de auto-organizaçom nacional.

Porque juntas, as de ontem, as de hoje e manhá mantemos viva esta Galiza Combatente disposta a ganhar.

VIVA A JUVENTUDE REBELDE GALEGA!



.- La organización Causa Galiza convocó en solitario (`por vez primera) en Santiago de Compostela otro acto con motivo del 'Dia da Galiza combatente' en recuerdo de los militantes del EGPGC Lola Castro Lamas y José Vilar Regueiro (Mariana y Marcos) muertos en 1990 en una acción del Exército Guerrilheiro al estallarles la bomba que llevaban. El acto discurrió bajo vigilancia policial.

martes, 12 de agosto de 2014

Homenaje a Moncho Reboiras

Unas doscientas personas participaron en Ferrol en el homenaje de la Unión do Pobo Galego (UPG), formación integrada en el BNG, a su militante Xosé Ramón Reboiras Noia, “Moncho Reboiras” muerto por la policía en la madrugada del 12 de agosto de 1975.
Los asistentes se fueron concentrando en la plaza de Armas para desde allí dirigirse por la calle de la Tierra, coreando el slogan de “Moncho Reboiras, a loita continúa” y muchos de ellos portando banderas rojas de la UPG y de Galicia con la estrella roja, en dirección al número 27, en cuyo portal murió Reboiras.
Ya ante el lugar donde falleció Moncho Reboiras se hizo una ofrenda floral en la que participaron, entre otros, Nestor Rego, secretario general de la UPG y miembro de la ejecutiva del BNG; Andrea Martíns e Ivan Rivas, portavoz del grupo municipal del BNG en el ayuntamiento de Ferrol.
Entre los asistentes estaba el portavoz parlamentario del BNG Francisco Jorquera.
También estuvieron presentas tres miembros del grupo Ceivar, cubiertos con máscaras blancas y con una pancarta en la que se pedía la libertad “de los presos y presas independentistas”.
Tras la ofrenda floral los asistentes cantaron la Internacional y se dirigieron hacia la plaza de Galicia, donde se celebró un acto político en el que intervinieron Nestor Rego, Andrea Martíns e Ivan Rivas y que finalizó con el canto del Himno de Galicia. La jornada incluyó la presentación pública de la “Oda a Moncho Reboiras”, interpretada por el compositor Paco Montero.

Más tarde, unas 80 personas homenajearon a 'Moncho' Reboiras en el lugar donde cayó muerto convocadas por la izquierda independentista galega, NÓS-UP.
En el acto tomaron parte Eva Cortinhas de Briga y Mauricio Castro que se encargaron de recordar que las ideas de Reboiras siguen vivas en Galicia y forman parte del proyecto político de futuro del independentismo galego.
Con el canto del himno gallego puño en alto y una ofrenda floral se dió por terminado el acto.

viernes, 25 de julio de 2014

Quema de bandera

La organización política Nós-Unidade Popular ha llevado a cabo una manifestación en Santiago de Compostela en la que reivindican la independencia y la república gallega. Tras los discursos finales (entre ellos el de Rebeca Bravo), varios encapuchados quemaron una bandera española en la Praza do Toural.
Durante el acto, Nós-UP ha remarcado que la unidad y la lucha son "imprescindibles" a la hora de conseguir la independencia. Los manifestantes han alzado la voz repetidas veces con proclamas como "presos entre rejas y corruptos en el poder", con la intención de reclamar la libertad de los "presos políticos gallegos".

En esta línea, la organización defiende que los independentistas "no son terroristas" y que luchar por la tierra "no es delito". Durante la protesta gritaban que "aquí se tortura como en una dictadura".

Poco después, a las 13,00 horas salió, también del parque de la Alameda, otra marcha de la organización política 'Causa Galiza' en la que reivinduicaban la independencia. Varios de los participantes portaban banderas republicanas y reclamaban amnistía total para los presos antifascistas.
Henrique Torres leyó un comunicado del que ofrecemos un amplio extracto:


Celebramos hoje o Dia da Pátria numha Compostela tomada polos antidisturbios para possibilitar a presença dum rei estrangeiro que é a herdança infeliz dos tempos da ditadura. Enquanto, por destacar três dados significativos da nossa realidade colonial, a sempre maquilhada estatística oficial assegura que hoje em quase 95.000 fogares do nosso país nom entra um peso ao mês, que mais de 650.000 galegas e galegos malvivem na pobreza e a privaçom e que, por último, continua a arrepiante sangria de mocidade que é expulsada para a emigraçom como mao-de-obra maioritariamente barata e precária.


Desesperaçom, infelicidade e morte –como a das dezenas de pessoas que deixárom a vida há agora um ano no sinistro de Angrois graças a umha administraçom homicida- é o programa político que apresenta Espanha na Galiza. Ao independentismo galego, como movimento sócio-político que pretende a superaçom desta realidade histórica de espólio e humilhaçom, corresponde fazer os deveres para construir com o nosso povo um encoro de contençom frente à estratégia da oligarquia espanhola no nosso país e procurar, com todos os meios que sejam úteis e necessários, avançar, passo a passo, face a construçom dum Estado galego, que é a única ferramenta organizativa capaz de implementar as atuaçons e as políticas que necessita o maioria social galega e que o atual quadro jurídico-político impossibilita.

Reconheçamos que a tarefa independentista neste país, embora é umha tarefa imprescindível, nom é umha tarefa singela. Ao longo das últimas décadas logramos manter viva,, com altíssimo custo humano, umha reivindicaçom nacional de máximos enquanto importantes sectores do nacionalismo galego se extraviavam nos labirintos das reformas estatutárias, a gestom dumha autonomia cativa, os projetos de galeguizar um poder económico ferozmente espanholista, a Declaraçom de Barcelona e as tentativas ridículas de procurar acomodo à nossa naçom no Estado espanhol.

Causa Galiza, com humildade, com o reconhecimento de que carecemos da bússola infalível que assinale um rumo certo para o nosso processo de liberaçom nacional, com a capacidade para assumir os erros e, sobretodo, corregé-los lá quando se produzirem, acha que o processo independentista galego é factível, que temos nas nossas maos a possibilidade de decidir o nosso futuro como povo e, portanto, de derrotar a Espanha na nossa Terra. Andar este caminho exige militáncia generosa, confiança nas próprias forças e diária edificaçom de contrapoderes populares que se enfrentem com os poderes políticos e económicos dominantes.

Avançar na via independentista e popular é hoje factível. (...) É tempo de passar dos discursos à açom. É tempo de superar, quem as padecer, as ambigüidades, as simulaçons e as vacilaçons.

Causa Galiza, sem sobérbias estúpidas, com a modéstia de quem reconhece as suas próprias forças, mas com umha determinaçom absoluta para trabalhar pola liberaçom nacional e social da Galiza, começou nos últimos meses a por os primeiros tijolos dum projeto político independentista e ruturista com vocaçom ampla, liberado dos lastres do esquerdismo retórico e seitário e aberto a todo o tipo de confluências na açom concreta que tenham como horizonte avançar na consciencializaçom nacional do nosso povo, construir naçom e poder popular e botar um pulso estratégico a Espanha em todas as frentes. Animamos às patriotas galegas e os patriotas galegos a participar, cada quem na medida das suas possibilidades, na construçom deste projeto independentista irreconciliável com a Espanha que nos oprime.

Rematamos já. A luita é o único caminho, companheiras e companheiras, e desta máxima devemos fazer umha prática diária. Luita social e luita política combinadas para reforçar o músculo independentista e avançar no processo de liberaçom nacional. Hoje, neste Dia da Pátria que cumpre o 95º aniversário logo de se celebrar na clandestinidade, na legalidade ou sob fortíssimas medidas repressivas segundo os distintos contextos históricos, queremos trazer até esta praça aos homes e mulheres às que o Estado espanhol priva hoje de poder estar com nós: os presos e presas independentistas galegas. Desde as ruas da Galiza que se auto-constrói e se levanta queremos reclamar ao Governo espanhol a sua imediata repatriaçom e liberdade.

Finalizamos. Amanhá também será Dia da Pátria. Todos os dias som, para nós, Dia da Pátria. Desde a consciência plena da necessidade de organizarmo-nos para vencer, convocamos-vos a todas e todos a construir este projeto político chamado Causa Galiza para continuar dando passos face a liberaçom nacional do nosso país.

Viva Galiza ceive!
Denantes mortos que escravos e escravas!
Viva o Dia da Pátria!



viernes, 11 de octubre de 2013

Dia da Galiza combatente

Este día se  considera el 'Dia da Galiza Combatente' ya que se celebra el aniversario de la muerte de Lola Castro Lamas Mariana y Jose Vilar Regueiro Marcos, dos miembros del Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive (EGPGC) que murieron en tal fecha en 1989 al estallarles un artefacto que iban a colocar.
Esta celebración se realiza desde 2001, cuando la instauró NOS-UP manifestando:

enquanto outros luitadores e luitadoras passárom à nossa História por direito próprio, sobre Lola e José semelha pairar um manto de silêncio e esquecimento. Manto que é a nossa obriga destruir para restituí-los ao lugar que merecem. A nós unicamente nos corresponde a homenagem, o reconhecimento político à sua generosidade e combatividade nesta luita que continuamos e, finalmente, o compromisso coletivo de que as suas vidas, como a de Moncho, as de Amador e Daniel, as do “Piloto”, Zélia, “Foucelhas”, Benigno Álvares, Alexandre ou os fusilados em Carral, nom cairám no esquecimento nem passáram a ser as últimas expressons de rebeldia de um povo que existiu.

Anteriormente los independentistas solían reivindicar el 17 de agosto (Dia da Galiza mártir), aniversario del fusilamiento en julio de 1936 del político nacionalista Alexandre Bóveda o el 12 de agosto.fecha de la muerte en agosto de 1975 de Moncho Reboiras (miembro de UPG) en un tiroteo con la policía.


Con tal motivo se celebraron algunos actos en varias localidades gallegas organizados por AMI, BRIGA y NOS-UP.


lunes, 17 de junio de 2013

Manifiesto en solidaridad con presos

La coalición Alternativa Galega de Esquerda (AGE), que lidera Xosé Manuel Beiras, se adhiere al manifiesto ciudadano en defensa de los cuatro activistas gallegos que serán juzgados por su presunta pertenencia al grupo terrorista Resistencia Galega, así como por tenencia de explosivos y por falsificación de documentos.
AGE se suma así a fuerzas independentistas como la FPG, Nós-UP, Causa Galiza o a sindicatos como la CUT, CNT y CIG, que respaldaron el manifiesto en favor de los detenidos Eduardo Vigo, Roberto Rodrigues, Maria Ossório y Antom Santos.
A través de una nota de prensa, Alternativa denuncia la aplicación de «medidas xurídicas de excepción» a los presos independentistas, así como una completa «ausencia de respecto» de sus garantías constitucionales.
Denuncia esta formación parlamentaria que la «dispersión» a la que fueron sometidos estos presos, unido a que estuvieron en prisión «durante máis dun ano sen xuízo» y a que se quebró «calquera presunción de inocencia», no aseguran que se pueda celebrar un juicio justo en la Audiencia Nacional, a la que en el manifiesto firmado se considera un «tribunal de excepción» que responde «a directrices políticas» del Gobierno y que «carece das mínimas garantías xurídicas esixibles».

Dos días más tarde, el portavoz de AGE, Xosé Manuel Beiras, manifestó que "el único crimen que cometieron es ejercer indignación" y que a eso "se le llama terrorismo"; también criticó que estas personas estén "sometidas a una situación límite que conculca absolutamente las normas internacionales".

Ante ello, el presidente de la Xunta, Alberto Núñez Feijóo, criticó lo que calificó como “elogios” del portavoz de AGE en el Parlamento gallego, Xosé Manuel Beiras, al grupo Resistencia Galega. Feijóo indicó que aguarda que los portavoces de los distintos grupos digan lo que se vive “cada vez que hay un atentado o explota un artefacto en cualquier inmueble o calle de Galicia”. Señaló que supone que “sabrán defender” a las personas, ciudadanos y profesores que sufrieron este tipo de artefactos en sus casas.
“Y sobre los elogios de Beiras a RG solo puedo decir que Galicia sabe lo que opina sobre este grupo violento y que provoca actos violentos y que se juzga por terrorismo”, dijo.
Por este motivo aseguró, recordando recientes desencuentros entre ambos, que “a veces” prefiere que le descalifique a que le elogie. “Si elogia a RG estoy convencido de que puede ser uno de los excepcionales gallegos que puede elogiar actos de vandalismo, de violencia y de terrorismo en Galicia”, afirmó.
Por su parte, la portavoz del PPdeG, Paula Prado, calificó de “indecentes” las palabras de Beiras “en las que justificaba la tenencia de explosivos y la falsificación de documentos públicos”.
La popular vio lamentable que para Beiras “las decisiones de un gobierno justifiquen acciones violentas”, y recordó que Resistencia Galega “es una organización terrorista que utiliza artefactos explosivos para quemar oficinas bancarias pero también sedes de partidos políticos”.
Por ello, Prado confió en que la declaración de Beiras la ejerza “en calidad de testigo y no como parte de la defensa”. “Resulta grave autodefinirse como líder antisistema cuando se lleva cobrando casi 30 años de él, pero más aún lo es beneficiarse del sistema mientras se justifica y ampara a quienes quieren derribarlo a golpe de explosivo”, dijo.


El manifiesto apareció en la Plataforma en Internet de peticiones Change.org dos días antes:


Manifesto Cidadám de Solidariedade com os independentistas julgados em Madrid



   Os agentes sociais, sindicais e políticos que assinamos esta declaraçom queremos transmitir à sociedade galega, à vista do juízo de quatro independentistas galegas a celebrar na Audiencia Nacional de Madrid Nos próximos dias 24 e 25 de junho, as seguintes questons que provocam em nós profunda preocupaçom e consideramos da máxima importáncia:


1ª Denunciamos a excecionalidade jurídica a que estám submetidos os cidadáns galegos Eduardo Vigo Domínguez, Roberto Rodrigues Fialhega e Antom Santos Peres, presos sem se celebrar o seu juízo desde há ano e meio e dispersados a centos de quilómetros dos seus lugares de residência num incumprimento flagrante da legislaçom e dos convénios e acordos internacionais assinados polo Estado espanhol nesta matéria que reflitem, com absoluta claridade, que nengum preso ou presa pode permanecer encarcerado longe do seu lugar de residência e contorna social.


2ª Queremos exprimir a nossa solidariedade e afecto aos familiares dos independentistas presos e denunciar a extorsom económica à que som submetidos como resultado da dispersom penitenciária, que se traduz num gasto semanal insustentável para deslocar-se a prisons situadas a centos de quilómetros e poder visitar, durante só 45 minutos, os seus seres queridos. Além desta extorsom, sumemos o esgotamento físico e o risco de acidente em estradas durante meses e anos e compreenderemos que esta situaçom, além de ilegal, é inumana.


3º Preocupa-nos o intenso impulso político que adivinhamos neste juízo, com petiçons que alcançam 64 anos de cárcere para a e os independentistas julgados e a certeza de que, como tribunal de exceçom que é, a Audiencia Nacional responde a directrizes políticas e carece das mínimas garantías jurídicas exigíveis, como já denunciárom organizaçons de direitos humanos e instáncias internacionais.


4ª A nossa preocupaçom alcança o zénite ante a possibilidade de que este tribunal ditamine nesse juízo a existência dumha “organizaçom terrorista” na Galiza da que supostamente fariam parte os processados e a processada Maria Ossório. Esta é, de fato, junto às desorbitadas penas solicitadas, a questom essencial a dirimir e a que possibilita semelhantes petiçons. Valoramos que a formalizaçom jurídica da existência desta suposta “organizaçom” é umha estratagema do Estado para abrir as portas à criminalizaçom do soberanismo, facilitando detençons, ilegalizaçons e o agravamento do já de por si agudo déficit democrático que suportamos.


   Neste sentido, chamamos à sociedade a valorizar e reivindicar os pontos acima expostos e a estar alerta ante a eventualidade de que, no que pode ser unha aplicaçom em Galiza do que se conhece como Direito Penal do Inimigo, o juízo dos dias 24 e 25 dé pé a umha volta de porca na repressom política contra a ideologia e as organizaçons soberanistas e independentistas que seria de todo ponto de vista antidemocrática e inaceptável.

Organizaciones y colectivos firmantes:

Adiante
Agir
Assembleia da Mocidade Independentista (AMI)
Briga
Causa Galiza
Causa Obreira
Ceivar
CIG-Servizos
CNT-Compostela
Coletivo Nacionalista de Marin (CNM)
Comités
Conas Ceives
Central unitaria de traballadoras/es (CUT)
C.S Aturuxo
C.S. Mádia Leva!
C.S. Revira
C.S. Sem Um Cam
C.S. Xebra!
Federación Rural Galega (Fruga)
Frente Popular Galega (FPG)
Fundaçom Artábria
GalizaLivre
Galiza Nova
Isca!
Liga Estudantil Galega (LEG)
Mulheres Nacionalistas Galegas (MNG)
Movemento pola Base (MpB)
NÓS-Unidade Popular (Nós-up)
Organizaçom para a Liberaçom Nacional (OLN)
Rede Feminista Galega
Siareiras Galegas
Silveira

jueves, 11 de octubre de 2012

Día da Galiza combatente

Se celebra en los jardines de San Carlos, en La Coruña, el acto central de la XIII edición del 'Dia da Galiza Combatente', que recuerda a dos militantes del EGPGC muertos. En esta ocasión, el acto se realizó bajo el lema “Benigno Andrade Foucelhas exemplo de resistência popular”, centrada en la figura de Benigno Andrade García, conocido como Foucellas, guerrillero del maquis antifranquista ejecutado mediante garrote vil en 1952.
En el acto organizado por NOS-UP se afirmó que:

O lendário Foucelhas, um dos guerrilheiros mais conhecidos e admirados, o que sempre conseguia esquivar a perseguiçom fascista, aquele a quem se atribuiam dúzias e dúzias de açons, caía também, marcando simbolicamente o fim de umha das mais heroicas experiências de luita desenvolvidas polo nosso Povo, apesar da admirável resistência de alguns combatentes mesmo até a década de 1960, como no caso do Piloto ou Corujás.

martes, 11 de octubre de 2011

Día da Galiza combatente

En el cementerio de Sam Fiz de Asma, tiuvo lugar el acto central de la XI edición del denominado 'Día da Galiza combatente' bajo el lema “Piloto, exemplo de coragem, tenacidade e resistência”. En este día se recuerda la muerte de dos milñitantes del EGPGC, uno de los cuales (José Castro) era conocido como 'Piloto'.
En el acto se le recordó así:

Por méritos próprios José Castro Veiga, mais conhecido como Luís ou Piloto, forma parte de um dos episódios mais heroicos da recente história contemporánea da Pátria. Foi o último combatente guerrilheiro antifranquista abatido pola Guarda Civil.

Durante vinte anos mantivo incólume a reivindicaçom de liberdade e justiça social. Nunca aceitou a rendiçom, nem nengumha forma de conciliaçom com os responsáveis do holocausto galego iniciado em 1936.

Negou-se a arriar as bandeiras do socialismo e morreu com as armas na mao.

A fotografia escolhida para esta homenagem, possando para a cámara no que semelha umha corte, orondo, com chapeu, camisa branca, correagens no peito e apontando com umha pistola-ametralhadora, é um indelével retrato emblemático da resistência nacional e popular, da Galiza que nunca se rendeu, dessa parte do País que nem o franquismo nem a posterior operaçom de maquilhagem do atual regime monárquico espanhol nunca logrou ocultar.

A esquerda independentista e socialista galega nom só queremos render-lhe o merecido homenagem, reivindicamos a sua trajetória de incansável luitador, de comunista exemplar, de galego coerente, o profundo amor pola terra à que serviu sem mais contrapartidas que o respeito, admiraçom e carinho do seu povo, sem o qual nom teria sido possível ter superado a implacável perseguiçom a que foi submetido por falangistas, somaténs, exército e basicamente da brutal Guarda Civil.

sábado, 2 de julio de 2005

Asamblea de Nós-UP

Comienza en Ferrol la III Asamblea Nacional de NÓS-Unidade Popular marcada por el abandono de un sector ligado a AMI ( Assembleia da Mocidade Independentista); el grupo antirrepresivo Ceivar también abandona la formación. Al parecer los escindidos son partidarios de una mayor radicalización.

sábado, 9 de octubre de 2004

Acto en Vigo

Se celebra en Vigo el denominado Dia da Galiza combatente, en el que se pronuncia un discurso del que ofrecemos un extracto:

Mas também aqui, em Vigo, tivo lugar o nascimento da primeira organizaçom independentista da posguerra. O Partido Galego do Proletariado foi concebido no Vigo obreiro de 1976-77 e fundado em Março de 1978. Aqui foi onde a esquerda independentista apresentou a sua primeira candidatura eleitoral com Galiza Ceive nas municipais de 79. Daqui eram muitos dos detidos na redada contra a LAR em Setembro de 1980. 
Este é o Vigo de que nós nos reclamamos e sentimos continuadoras/es. O Vigo das três greves gerais de 1984 contra a reconversom industrial do PSOE. O Vigo das dúzias de moços insubmissos que se negárom a participar no exército espanhol na década de noventa. O Vigo das luitas estudantis contra Vitrasa. O Vigo solidário e internacionalista. O Vigo ecologista contra o cemitério nuclear da fossa atlántica. O Vigo que em Junho acolheu dezenas de milhares de mulheres na maior mobilizaçom feminista da Galiza. O Vigo que defende o seu litoral, o Vigo que se opom a "ronda". O Vigo que ainda acolhe perseguidos e clandestinos como nos anos trinta.


Mas NÓS-UP nom quer fazer do Dia da Galiza Combatente umha simples liçom de história. Nom quer, nom queremos converter o 11 de Outubro, data na que morrêrom @s militantes do EGPGC Lola Castro e José Vilar numha acçom armada contra interesses do narcotráfico, numha simples data nostálgica, num aniversário vazio de conteúdo político.
O Dia da Galiza Combatente é depois do Dia da Pátria a segunda cita anual da esquerda independentista.

ALEXANDRE, MONCHO, LOLA, JOSÉ: PRESENTES!!

VIVA A GALIZA COMBATENTE!

VIVA GALIZA CEIVE!
VIVA GALIZA SOCILAISTA!

VIVA GALIZA NOM PATRIARCAL!

sábado, 11 de octubre de 2003

Día da Galiza combatente

Se celebra en Ferrol el denominado 'Dia da Galiza combatente' en recuerdo de dos militantes del EGPGC muertos al estallarles el explosivo que llevaban.

“A luita é o único caminho”  fue el lema de la concentración organizada por NOS-UP, celebrada al lado de la casa donde cayó muerto Moncho Reboiras en un tiroteo con la policía en agosto de 1975.

En el acto se leyó el siguiente texto:

O MLNG reivindica em solitário esta data porque só ele reconhece a sua carga política, o seu sentido atual: a existência dumha linha e a obrigaçom de continuá-la por ser a única garantia de avanço. Eis a nossa transcendência e a nossa responsabilidade. Há ainda muit@s denominad@s nacionalistas que temem umha aproximaçom sincera à nossa história e ocultam ou maquilham capítulos e figuras imprescindíveis da nossa luita. Som aqueles/as, e nom por acaso, que mais temem a auto-organizaçom, a construçom e o combate; @s submid@s num pesimismo ou cobardia crónicas que os fam pospor indefinidamente o compromisso e o ativismo, tentando contagiar com autismos paralisantes. Enquanto Espanha e o Capital apertam as gadoupas sobre o nosso povo trabalhador, se desenvolve umha gravíssima involuçom fascistoide e se consuma o processo de destruiçom nacional, patriotas de cartom e pseudonacionalistas de distintas cores procuram sucedáneos, entretenhem-se em milagres e jogam de maneira hipócrita à desorientaçom e o confusionismo.

sábado, 21 de junio de 2003

Segundo congreso NOS-UP

Se celebra en La Coruña el segundo Congreso de la organización NOS-UP. Minerva Oliveira pronunció un discurso que concluyó así:

Hoje mais do que nunca, pola gente que deitou e segue a deitar sangue e suor polo nosso povo, é necessário seguir avançando no projecto da esquerda independentista desde a pluralidade ideológica e a unidade. A Assembleia Comarcal da Corunha deseja que esta II Assembleia Nacional do independentismo revolucionário abra umha nova fase no desenvolvimento deste projecto imprescindível para defender Galiza e as suas classes trabalhadoras. Que a militáncia congregada saia mais unida e fortalecida para luitar polos objectivos irrenunciáveis.

Viva a Unidade Popular!!
Viva Galiza Ceive!!
Viva Galiza Socialista!! 
Viva Galiza nom patriarcal!!

El discurso de clausura corrió a cargo de Antom Santos (Antón Santos) acabóa así:

Umha das tradiçons mais funestas do nacionalismo de que fazemos parte é o gosto desmedido pola retórica, a saturaçom da palavra e a literaturizaçom do discurso, em acentuado contraste com a pobreza dos factos ou imperdoáveis vacilaçons nos momentos chave. Aguardamos que toda a paixom e sangue postos durante estes dias no debate das teses e toda a convicçom profunda que levou à defesa das formulaçons político-ideológicas se mantenha e se supere nos momentos transcendentais, quando o inimigo mostre o seu verdadeiro rosto e haja que manter com inteireza o pendom erguido. O cerco, a ofensiva e a política de terra queimada acrescentarám-se na medida em que a alternativa que representamos se alargue e se faga mais audaz. As chaves ideológicas e as directrizes práticas que conduzem para umha genuína síntese de construçom e enfrentamento temo-las diante de nós desde há bem tempo. Conhecemo-las sobejamente. Resta afirmar o nosso convencimento profundo de que só a firmeza desta linha no longo prazo histórico pode abrir portas à nossa sobrevivência nacional e à edificaçom dum outro modelo social.

En el Congreso se aprobó su estructura organizativa y estatutos, de la cual ofrecemos un extracto:

0.1. ORGANIZAÇOM NACIONAL: NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom política de carácter nacional, residindo a sua soberania na Assembleia Nacional e, por delegaçom, na Direcçom Nacional. 
0.5. ORGANIZAÇOM PLURAL: NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom plural onde tenhem cabimento todas as correntes ideológicas da esquerda independentista coincidentes nos objectivos estratégicos do MLNG. NÓS-Unidade Popular está formada por filiad@s que, em diferentes graus e de diferentes perspectivas, achegam à organizaçom a sua capacidade teórica e prática na consecuçom dos objectivos tácticos e estratégicos.

Artigo 1º.- NÓS-Unidade Popular é umha organizaçom política independentista, socialista e nom patriarcal. Umha força política plural e unitária, expressom política do Movimento de Libertaçom Nacional Galego.
NÓS-Unidade Popular, como organizaçom de massas, adopta um modelo assemblear, horizontal e democrático. Como organizaçom unitária, no seu seio podem conviver todas as opçons e ideologias políticas da esquerda independentista.
Os seus objectivos som a consecuçom dumha República galega plenamente soberana, resultado de exercer o inalienável direito de autodeterminaçom, conquistando um Estado galego e construindo umha sociedade sem classes, sem opressons, sem exploraçons, sem injustiças, sem machismo nem patriarcado, monolíngüe e solidária no caminho do socialismo.

Art. 79º.- A nossa organizaçom chama-se NÓS-Unidade Popular, significando a afirmaçom do sujeito colectivo galego, que se dota para a consecuçom da sua liberdade dumha ferramenta ampla, plural, unitária e de massas; e a uniom das classes populares da naçom galega como via para a Independência, o Socialismo e o antipatriarcado.

Art. 81º.- NÓS-Unidade Popular tem como símbolo umha estrela vermelha de cinco pontas perfilada em preto, inserida na parte esquerda de um rectángulo, cujo quadro rompe parcialmente e cujas pontas superiores projectam três feixes de luz em cor azul, simbolizando a Pátria. A cor de fundo do rectángulo é verde pistácio. Na direita do logótipo aparece recolhido o nome da nossa organizaçom, NÓS, em letras amarelas perfiladas em preto sobre umha banda inferior onde em letras brancas sobre fundo preto, se insere Unidade Popular ; assim mesmo, adopta como própria a bandeira da Galiza -pano branco com umha faixa azul celeste descendente do canto esquerdo superior ao canto direito inferior em cujo centro se superpom umha estrela vermelha de cinco pontas, símbolo da luita pola libertaçom nacional e social do nossa Pátria; e a bandeira com o escudo nacional desenhado por Castelao, símbolo do Movimento de Libertaçom Nacional Galego.

Art. 82º.- NÓS-Unidade Popular adopta como hino as quatro primeiras estrofes do poema Os Pinheiros, da autoria de Eduardo Pondal e musicado por Pascual Veiga, hino da nossa pátria.


Art. 83º.- NÓS-Unidade Popular assume os princípios do reintegracionismo lingüístico e expressa-se a nível escrito no padrom galego (máximos reintegracionistas da AGAL), deixando liberdade às/aos suas/seus filiad@s para se expressarem a nível pessoal em qualquer normativa.

En el apartado tesis ideológica se afirma:

NÓS-Unidade Popular, como força política ampla, plural e de massas ao serviço do povo trabalhador galego, constitui a mais elaborada expressom da resistência nacional: a esquerda independentista. 

Desde há mais de 150 anos, o nosso povo enceta o vieiro da auto-organizaçom criando diferentes ferramentas defensivas com o objectivo de avançar na dignificaçom da Galiza e, posteriormente, no seu reconhecimento como naçom. Desde a inicial ambigüidade do provincialismo, primeiro movimento organizado por volta do feito diferencial galego, até a expressom mais elaborada do nacionalismo, o independentismo actual, umha parte quantitativa e qualitativamente considerável do qual é vertebrado e unificado organicamente polo Processo Espiral em NÓS-Unidade Popular, som diversas as fases que se percorrem, diferentes as etapas que se superam, marcadas polo contexto histórico vivido, polas diversas elaboraçons teóricas que sustenhem a reivindicaçom nacional, polos fluxos e refluxos derivados do enfrentamento com Espanha. Embora as teses independentistas fossem sempre minoritárias no seio dum nacionalismo pactuante e possibilista que acobilha um sustrato ideológico que nom recolhe a contraposiçom antagónica e irredutível a respeito do Estado espanhol, o independentismo galego como corrente com identidade própria, com postulados ideológicos e discursos políticos diferenciados, com plasmaçons orgánicas autónomas, tem oito décadas de trajectória histórica. 

O histórico encontro entre nacionalismo e marxismo que se produz na década de 60 fai-se sem superar, no plano da reivindicaçom nacional, as teses conciliadoras do velho galeguismo, apesar do processo de achegamento das teses independentistas que se dá na UPG entre 1974 e 1976, com o qual temos que aguardar ao período da IIª Restauraçom borbónica para asistir ao nascimento dum projecto político abertamente definido como independentista, em franca oposiçom ao regime jurídico-político vigente, enquadrado numha esquerda combativa e disposto a empregar todos os métodos de luita no processo de libertaçom nacional. 
Desde o abrolhar da corrente independentista no seio do marxismo patriótico da década de setenta, ao longo de mais de vinte anos, o independentismo galego organiza-se em forças próprias ou fai parte -antes de ser varrido em sucessivas purgas- das estruturas do nacionalismo majoritário; participa, com um importante protagonismo, na consolidaçom do sindicalismo nacional e de classe; impulsiona a resistência armada; dinamiza a luita da mulher e enquadra-a em parámetros patrióticos; trabalha na dignificaçom e normalizaçom da língua e a cultura popularizando as teses reintegracionistas desde 1984; pula polas luitas sectoriais, como a estudantil, antimilitarista ou juvenil... porém, o independentismo galego foi incapaz até hoje de construir um espaço sociopolítico próprio.
A inconsistência organizativa, a ausência dumha ferramenta unitária, plural e de massas referencial para o povo trabalhador que sobrevivesse os embates da repressom, do sectarismo, da perversa cultura cainista que semelhava até há bem pouco ser um malfado de que nom poderíamos libertar-nos, provocárom que o nosso movimento nom pudesse ainda compactar e vertebrar, desenvolvendo um intenso trabalho social e de massas que o afastasse do estrategismo, aqueles sectores populares interessados na independência nacional. A convergência em NÓS-Unidade Popular dos sectores independentistas nom aderidos.

A encruzilhada para a nossa naçom está hoje diafanamente clara: a luita pola existência, pola nossa sobrevivência, a luita pola salvaçom como naçom, está indisoluvelmente ligada com a ruptura com Espanha e a construçom dum modelo de sociedade diferente do hegemónico hoje a nível mundial. NÓS-Unidade Popular pom a um mesmo nível a consecuçom da soberania política para a naçom galega com a edificaçom dumha sociedade nova baseada na destruiçom do sistema patriarcal e do capitalismo. Nom é concebível falarmos de autêntica soberania enquanto a maioria da populaçom do nosso país segue a sofrer a opressom do capital e o patriarcado.
O independentismo galego é, em essência, um projecto das camadas populares galegas que constrói Galiza -um povo dinámico e cambiante, nom umha realidade fixa ou inamovível- desde a esquerda, globalizando numha estratégia pola independência nacional a multidom de luitas que livram @s trabalhadores/as, @s excluíd@s, as mulheres, a mocidade... no seu momento ao Processo Espiral, a construçom dumha identidade própria no político, no social e no simbólico, o rigor teórico e a prática honesta e conseqüente som as chaves para um MLNG que seja desde já útil ao nosso povo, um dinámico e original movimento social que acumule forças, que sintetize luitas, que empape e fomente -sem solapamentos nem dirigismos- o tecido associativo, encetando umha estratégia de construçom e avanço, superando os erros do passado e recolhendo o melhor do legado de luita de todo o independentismo operante neste país nas três últimas décadas. 

O independentismo galego pretende lograr a adesom da maioria d@s cidadaos/ás galeg@s, pois a viabilidade do nosso projecto só é factível ganhando a confiança, a consciência e os coraçons da imensa maioria social que configura o povo trabalhador. O nosso repto é lograr convencer e implicar essa maioria social, nunca impor pola força um modelo de sociedade e de país que nom conte com o apoio popular.


Galiza é umha naçom submetida a umha opressom por parte do Estado espanhol que adopta a forma de colonialismo concretizada na opressom política, opressom patriarcal, assovalhamento cultural, exploraçom económica e ocupaçom militar.
A soberania nacional reside exclusivamente no povo galego.
Galiza tem direito à sua autodeterminaçom -direito permanente, inalienável e irrenunciável de todos os povos- a exercitar sem negum entrave e com todas as garantias do seu cumprimento efectivo. O actual regime jurídico-político espanhol imposto após umha maquilhagem do fascismo nega explicitamente a existência nacional da Galiza e o próprio direito de autodeterminaçom.
A Constituiçom espanhola e o Estatuto de Autonomia som obstáculos ao exercício da soberania nacional d@s galeg@s. Esta há-se de plasmar plenamente quando a Galiza se dotar dum Estado de seu que inclua os territórios irredentos, que regule democraticamente a sua vida política, que dirija racionalmente a sua economia ao serviço das classes subalternas, normalize a sua língua e cultura, e estruture o seu território com base na paróquia e a comarca, rompendo todo vínculo com o colonialismo que representa o Estado espanhol.

NÓS-Unidade Popular marca-se como horizonte estratégico a consecuçom dumha República Galega Independente em pé de igualdade com todas as naçons do planeta e fazendo parte dumha Europa das Naçons alicerçada na justiça social, a solidariedade e o respeito mútuo.

O movimento independentista que nasce deve dotar-se de um discurso radicalmente galego, e de umha praxe nitidamente patriótica. O reconhecimento do direito de autodeterminaçom é o norte estratégico da resoluçom do conflito Galiza-Espanha; a construçom nacional de cara à independência é um dos eixos sobre o que deve pivotar a política do Movimento de Libertaçom Nacional Galego. A necessária concreçom táctica e sectorial nom deve esquecer contextualizar-se sempre sob coordenadas galegas. O independentismo deve ser o motor de um movimento e de umha organizaçom que tome a sua força das necessidades objectivas e palpáveis do povo trabalhador galego. A construçom política e simbólica de umha Galiza com identidade própria, orgulhosa de sê-lo e com força objectiva e subjectiva para enfrentar o domínio espanhol é objectivo ineludível de NÓS-Unidade Popular e do movimento em que pretende inserir-se.


b) Nom há movimento político sem força social que o sustente e alimente: nom pode haver sujeito político galego numha Galiza desvertebrada socialmente, desorganizada e desmobilizada. A organizaçom social é um condicionante necessário para o desenvolvimento existoso do nosso projecto independentista. Compreender isto, entender a necessidade de potencializar toda a forma de associacionismo e organizaçom do povo sob parámetros galegos, e nom cair na tentaçom nefasta da satelizaçom ou da instrumentalizaçom, é um passo fundamental para a nossa organizaçom e para o nosso movimento. Neste senso, o trabalho no sindicalismo nacional, de classe e participativo, e o apoio e a aposta por um sindicalismo unitário galego, polo movimento estudantil galego (AGIR), pola organizaçom feminista galega (MNG) ou pola organizaçom juvenil independentista (AMI), nom deve frear as iniciativas e apostas necessárias para impulsionar o associacionismo vicinal, cultural, feminista ou de qualquer outra índole. Em definitivo, NÓS-Unidade Popular assume como umha necessidade prioritária a reconstruçom material do sujeito colectivo galego, através da autoorganizaçom popular sob parámetros galegos em todas e cada umha das suas formas possíveis, através do potenciamento de formas activas e participativas de organizaçom, mobilizaçom e intervençom popular.

NÓS-Unidade Popular deve socializar com factos umha visom nova da política, enchendo de conteúdos os objectivos de democracia, participaçom, organizaçom e mobilizaçom da populaçom. Reconhecendo a legitimidade do nosso povo no emprego de todas as formas de luita no caminho da sua libertaçom, NÓS-Unidade Popular pretende, no seu campo de intervençom, devolver o prestígio à política honesta, limpa, criativa, participativa e transformadora. Inserida no seio de um movimento mais amplo, a nossa organizaçom está firmemente comprometida, noutra ordem de cousas, a fugir de aqueles modelos que concluírom por fazer orbitar as diferentes organizaçons sectoriais à volta do partido político, e defende, assim, umha relaçom dialéctica, comunicativa e horizontal entre NÓS-Unidade Popular e o resto de expressons que configuram o MLNG e assi como com as distintas formas de autoorganizaçom de que se dotar o nosso povo.


NÓS-Unidade Popular, organizaçom independentista ampla e plural, entende que o processo de unidade do independentismo e de acumulaçom de forças em torno da estratégia de libertaçom nacional e social de género continua aberto. Certificamos o facto objectivo de que, por umhas ou outras causas, tenhem ficado desligados desta iniciativa de reorganizaçom militantes, sectores de opiniom e mesmo organizaçons susceptíveis de apoiá-la.

Toca a partir de agora estender NÓS-UP e fazer mais visível a sua presença, fazer mais ágil a sua intervençom e contribuir para a contruçom dumha força social independentista socialista e antipatriarcal. Velaí as linhas políticas polas que pularemos.


a) A articulaçom dum movimento, e mais em concreto, dumha organizaçom política, é umha questom sempre aberta submetida às vicissitudes da luita e às necessidades de cada contexto. Na fase actual, e polo que a experiência o caminho percorrido nos mostra, o independentismo é um movimento muito jovem, composto por militáncia com poucos anos de experiência política, e de extracçom social popular, repartida entre estudantado e classe trabalhadora. Som sectores directamente politizados no MLNG, atraídos pola sua prática, e nom pessoas procedentes do autonomismo (movimento absolutamente coesionado e monolítico na sua aposta entreguista), os que nutrem e vam nutrir no imediato NÓS-UP, sem por isso desprezarmos outro perfil militante.

b) A consideraçom da Galiza como naçom (grupo humano assente num território, dotado de traços caracterizadores assumidos maioritariamente como tal e em plena construçom até chegar a constituir-se em Estado) e, portanto, como sujeito de direitos sócio-políticos, seguirá a ser eixo fundamental da nossa prática. 

c) Reconhecendo a legitimidade de todas as formas de luita. NÓS-UP entende que a sua necessidade e conveniência se acha em relaçom com a correcta interrelaçom de todas elas e o seu equilíbrio no processo político, que atravessa por distintas fases históricas. Reconhecendo que na Galiza actual abrem passagem formas de intervençom política desobedientes e enquadradas no que num senso amplo chamamos tensom social, demonizadas e temidas polo reformismo e a sua prática de docilidade e submissom, NÓS-UP deve fazer um esforço de contextualizaçom social. 

Política de alianças

Nestes dous anos, NÓS-UP e o conjunto do MLNG assistiu ao recrudescimento das sistemáticas campanhas de criminalizaçom e intoxicaçom mediático-policial contra o independentismo, mas com a novidade da incorporaçom activa do autonomismo e da esquerda espanhola. Esta situaçom tem gerado dificuldades à hora de articular respostas unitárias e plurais a determinadas agressons do capital e do imperialismo, tal como se constatou no movimento popular contra cimeira dos ministros de interior e justiça da UE em Compostela em Fevereiro de 2002, na guerra do Afeganistám ou no ataque contra o Iraque. A dia de hoje, a esquerda independentista sofre um apartheid que dificulta e reduz sensivelmente a sua capacidade objectiva de influência social e de difusom do nosso discurso, polo que deve recuperar a iniciativa política mediante audazes propostas encaminhadas basicamente em duas direcçons:

1- Abrir vias de debate e colaboraçom com o independentismo que nom aderiu ao Processo Espiral.


2- Iniciar vias de aproximaçom com todos aqueles sectores sociais com os que podamos parcialmente coincidir em luitas, e na resistência contra a ofensiva do fascismo espanhol e do capitalismo global mediante espaços comuns de trabalho e intervençom sócio-política.



jueves, 10 de abril de 2003

Detenciones en Santiago


Detenidos por la policía en Santiago de Compostela  los militantes de Nós-Unidade Popular Eva Rei y Ángel Rodrigues, acusados de participar en la quema de un muñeco de José María Aznar en una manifestación contra la guerra el pasado día 6 de Abril. Fueron puestos en libertad horas más tarde.

Esa misma mañana la policía municipal de Santiago disolvió una concentración de militantes y simpatizantes de AGIR que protestaban por la suspensión de un concierto contra la guerra. A consecuencia de la carga la militante de AGIR Xiana Rodrigues Gomes tuvo que acudir a Urgencias con una herida en la cabeza por un porrazo.


sábado, 12 de octubre de 2002

Dia da Galiza combatente

Se celebra el 'Dia da Galiza combatente', motivo por el cual la organización NOS-UP organiza un acto en Pontevedra en el que se pronuncia un discurso del que ofrecemos un amplio extracto:

O nosso povo cumpre literalmente aquela máxima pronunciada por José Marti, líder da independência cubana: "Quando há muitos homes sem decoro, sempre há outros que tenhem em si o decoro de muitos homens. Esses som os que se rebelam com força terrível contra os que roubam aos povos a sua liberdade, que é roubar aos homens o seu decoro. Nesses homens vam milhares de homens, vai um povo inteiro, vai a dignidade humana". Essa é a dignidade combatente do povo galego, que hoje honramos condensada nas figuras de Alexandre Bóveda, Moncho Reboiras, Lola Castro e José Vilar.

Nom vamos repetir mais umha vez as biografias destes quatro patriotas exemplares. O primeiro representa umha geraçom consagrada à construçom política do nacionalismo galego, e esmagada por isso, sem piedade, pola Espanha fascista da que o actual regime é herdeiro directo. Reboiras é o rosto mais conseqüente da esquerda patriótica forjada no lume da ditadura, e nunca se insistirá o suficiente em que morreu metralhado por um inimigo ao que estava disposto e decidido a combater coas suas mesmas armas. O mais destacável da biografia de Lola e José é que nom se diferéncia substancialmente da da maioria de pessoas normais, humildes e honradas que componhem o nosso povo. A sua trajectória política é modesta: nunca figêrom parte dumha Direcçom, nunca pronunciárom um discurso ante um auditório, nem as suas declaraçons fôrom recolhidas jamais por qualquer meio de comunicaçom. Mas isso nom lhes impediu integrar umha das organizaçons de galegas e galegos que mais tem contribuído para a elevaçom da moral combatente da nossa naçom nas últimas décadas, e morrer nas suas filas, num dia como hoje, fazendo parte dum operativo militar contra a infra-estrutura do narcotráfico.

Companheiras e companheiros, nom é exacto dizermos que Alexandre, Moncho, Lola e José foram "mártires". O seu objectivo nom era o martírio, nengum deles/as procurava a morte, se bem sabiam que esta é umha possibilidade sempre presente para as boas e generosas, num país sem soberania, governado por ladrons e por fascistas. É por isso que nengum duvidou um ápice em assumir a possibilidade de ter que pagar o bem mais prezado, a própria vida, por erguer a bandeira da resistência nacional. Com certeza, ninguém como eles deu tanto valor à dignidade, à liberdade, ao bem-estar e ao progresso da Galiza e do seu povo trabalhador; por isso é que merecem o nosso maior respeito e tenhem todo o nosso reconhecimento. Nom por serem capítulos memoráveis dumha história passada, mas por constituirem o expoente mais elevado dum compromisso presente, dumha luita actual. É importante que isto seja bem compreendido: reduzir Alexandre, Moncho, Lola e José a quatro nomes, a quatro retratos, a quatro cabodanos, é desprezar o mais importante e actual das suas vidas, o valor humano e o compromisso militante infinito de cada um deles. Nom caiamos nunca na tentaçom de converter estes quatro compatriotas no nosso particular santoral laico: fagamos deles, porém, o alimento mais valioso da nossa moral revolucionária e da nossa implicaçom política. Trabalhemos e combatamos conscientes de que à luz do seu exemplo nom há esforço demasiado grande, nom há compromisso demasiado elevado, nom há tarefa demasiado difícil, nom há entrega demasiado valiosa. Fagamos dos seus nomes o alicerce da humildade necessária com a que entregar-nos ao nosso povo, da raiva e o valor imprescindíveis para combatermos sem trégua e sem objecçons o seu inimigo histórico. Que Espanha tenha claro, hoje que celebra o seu Império, que os e as independentistas galegas nom estamos aqui para lamentar quatro perdas, senom para acrescentar quatro exemplos de combate ao arsenal moral e militante com o que tarde ou cedo será derrotada!

Porque, companheiras e companheiros, o povo de Alexandre, de Moncho, de Lola e de José, segue a sofrer. A sua identidade esmorece vítima da mais selvagem vaga uniformizadora que a história tenha conhecido nunca; os seus direitos políticos seguem a ser negados; a sua dignidade nacional segue a ser humilhada; as suas condiçons de vida e de trabalho som cada vez piores; a sua terra e a sua paisagem som pervertidas e espoliadas para benefício alheio; as suas mulheres discriminadas e sobre-exploradas; a sua mocidade segue a ser excluída e alienada... E mentres isto acontece, as galegas e os galegos seguimos pelejando, e o nosso povo segue a dar pequenos grandes exemplos de compromisso incalculável. Por isso é obrigado que hoje fagamos referência aos casos concretos de três companheiros independentistas: 
O primeiro deles é o de Armando Ribadulha, detido em 1998 nesta mesma cidade por participar nas luitas contra a empacotadora de Vila-Boa, e condenado pola justiça espanhola a ano e meio de cadeia num processo no que --por certo-- o concelho de Ponte-Vedra se apresentou como parte acusadora. O seu é mais um caso de repressom, mas também um exemplo de dignidade e inteireza à hora de enfrentar umha pena real de privaçom de liberdade, e sobretodo de solidariedade e apoio social, materializado nos centos de pessoas que anonimamente contribuírom para juntar os mais de 6.000 euros em que o inimigo cotizou a liberdade da que hoje pode desfrutar, graças ao que deve ser considerado umha vitória sem paliativos do nosso movimento. 
O segundo é o do companheiro da AMI Vítor Lourenço, detido e acusado de participar numha acçom de sabotagem contra interesses bancários durante a Cimeira Europeia de Ministros de Justiça e Interior celebrada este ano em Compostela; através dum processo irregular e carente de provas, o poder espanhol pretendeu escarmentar e intimidar umha juventude cada vez mais decidida a superar os seus próprios medos e enfrentar a opressom de forma directa. Nom o conseguiu: Vítor está hoje em liberdade sem cargos.

O terceiro é o do companheiro de AGIR Alexandre Fernandes, expulso por três anos da universidade como represália ao papel protagonista e dinamizador que a esquerda independentista está a desenvolver no seio do Movimento Estudantil Galego. A Universidade de Santiago de Compostela viu-se obrigada a recorrer a um processo sem as mínimas garantias, levado a cabo com nocturnidade e aleivosia durante os messes de verao, para castigar umha atitude exemplar de insubmissom e defesa dos interesses educativos do nosso povo. Esta, amigas e amigos, deve ser umha derrota do poder espanhol no seu intento estéril de escarmentar e reprimir as nossas ánsias de democracia e liberdade!

Companheiras e companheiros, a nossa presença hoje aqui nom é mais umha assistência ritual a um acto de simples homenagem à memória histórica e de combate da naçom galega. É, antes bem, um acto de reafirmaçom da nossa vontade, da nossa capacidade e do nosso compromisso de luita. Umha luita que por natureza há ter na repressom e na sanha espanhola umha das suas constantes, e que por isso deve de ter na nossa firmeza, na nossa coragem e na nossa entrega umha exigência. Aqui nom estamos para chorar quatro mortes, senom para recolher quatro fuzis e quatro exemplos. Hoje mais que nunca, é necessário rachar o véu da "normalidade democrática" com que o poder espanhol quer ocultar o carácter conflituoso e violento da opressom. A Galiza combatente está viva. Está-o nas luitas vicinais, nos conflitos operários, nas greves gerais, nos enfrentamentos populares à ordem vigente, na resistência estudantil, nas respostas à polícia e nas sabotagens anónimas aos interesses turísticos, comerciais e financeiros do inimigo que se venhem produzindo nos últimos meses. Está-o nas ruas, nas paróquias, nas aulas, nas fábricas e nos centros de trabalho da nossa naçom. Segue a está-lo nos coraçons e na vontade dos melhores filhos e filhas do povo trabalhador galego, na sua dignidade inquebrantável, no seu valor, no seu amor sem limite à Terra e à Liberdade. Está hoje aqui, nesta praça ponte-vedresa, vencendo o esquecimento e renovando o compromisso de tantos e tantas que nos precedérom, que luitárom e morrêrom para que a Galiza viva.


VIVA A GALIZA COMBATENTE!! 
ALEXANDRE, MONCHO, LOLA, JOSÉ...................PRESENTES!!!
VIVA GALIZA CEIVE, SOCIALISTA E ANTIPATRIARCAL!


Ponte-Vedra, 12 de Outubro de 2002

jueves, 25 de julio de 2002

Incidentes tras la manifestación

Manifestación independentista en Santiago de Compostela convocada por Nós-Unidade Popular (Nós-UP); al finalizar tres encapuchados queman una bandera española.
Antom Santos (Antón Santos), en representación de la Dirección Nacional de NÓS-Unidade Popular, leyó un discurso del que ofrecemos un extracto:

NÓS-Unidade Popular leva pouco mais de um ano a articular o espaço político da esquerda independentista, a se tentar erigir como um referente central em prol dos direitos colectivos e a transformaçom social. Na construçom dum espaço nosso, insubstituível e necessário, mergulhou de cheio na realidade das luitas que venhem agitando a nossa naçom: contra a Europa do capital,em favor dos direitos cívicos e democráticos, contra a espanholizaçom, por um trabalho digno e contra a discriminaçom laboral da mulher... na medida das suas possibilidades, como força emergente que é, deixou pegada em conflitos de dimensom comarcal, caso das mobilizaçons contra a planta de gás em Ferrolterra ou contra os recheios da ria de Vigo.

É o momento, neste acto de afirmaçom e reclamaçom dos nossos direitos inalienáveis, de acometermos umha necessária reflexom colectiva sobre o futuro. Umha outra Galiza é possível figura como umha das legendas desta convocatória. Com efeito, a esquerda independentista insistiu sempre em que a realidade que padecemos nom é inexorável, nom é um mal caído do céu que tenhamos que resignar-nos a suportar sem queixa. Obedece a interesses mui concretos e é abertamente oposto às necessidades da maioria da populaçom. Anos e anos de experiência política, de trabalho militante, servírom ao nosso movimento para desenhar essoutra Galiza nos seus traços mais gerais. E para clarificar que, quanto projecto nacional de seu e nom como apêndice de luitas alheias, Galiza é possível, só possível, de pensar, de viver, de auto-organizarem-se as suas classes populares em chave nacional e de avançar para um Estado próprio. Quanto menos, o que nós entendemos por Galiza no seu sentido pleno. Do contrário, existiria umha Galicia em perpétua agonia a servir de legitimaçom no mosaico da sua Espanha plural ou na Europa diversa dos capitalistas de Bruxelas. Nunca se insistiu o suficiente sobre a peja que constitui para um povo partir à luita lastrado pola desconfiança, o cepticismo, por formas mais ou menos abertas de auto-ódio. A descrença num futuro nosso só pode levar a linhas erráticas, políticas acomodatícias ou renúncias abertas. Som incontáveis as vezes em que o nacionalismo galego nom deu esconjurado os fantasmas domésticos e maquilhou a sua absoluta desconfiança na naçom com mudanças de rumo desonestas. No entanto, da esquerda independentista enfatizamos sempre que os males que ainda nos atenaçam, os comportamentos que ainda impedem umha adesom manifesta à libertaçom nacional e social e de género som políticos e históricos. Como tais, transformáveis na prática diária. De Fuco Gómez a Lola e José, passando polos independentistas de além mar ou dos núcleos juvenis, essa foi a linha defendida. Já há mais de 70 anos, os arredistas denunciavam a atitude dum 

Organizando a construçom nacional é a outra palavra-de-orde que hoje nos reúne. Em quantas ocasions tamém se tem substituído o construir polo estar. Esta segunda atitude nom exige grande cousa. A situaçom é dura e, portanto, avonda com recluirmo-nos discretamente e aparecer em ocasions pontuais. Já virám tempos melhores. O poder espanhol gosta desta posiçom: Lá estám os independentistas, di; somos tam democratas que os deixamos existir, tirar à rua os seus símbolos e discursos de tanto em tanto. Porém, do novo independentismo sabemos que o caminho é outro bem diferente: construir, como fazemos no nosso dia a dia, implica enquadrar-se, tomar posiçom em estruturas próprias e operativas; obriga a tensom crítica, esforço, compromisso, e supom ser alvo do enfrentamento de baixa intensidade que Espanha hoje reserva para nós. Disto dá conta o histerismo dos meios ao inserirmo-nos nalgumha luita popular; as contínuas medidas policiais e de amedrontamento contra a militáncia mais activa; a constante ladainha intoxicadora ao se espalhar o nosso discurso, ao sectorializarmo-lo e ao darmos respostas concretas a problemas concretos, ao criarmos meios e espaços próprios e reconhecíveis; ao termos um discurso e prática blindados às manobras do inimigo e ao luitarmos como vejamos conveniente, com todos os meios necessários, sem considerarmos a moralina que eles injectam. @s galeg@s conscientes, @s independentistas, temos perfeitamente claro o caminho. NÓS-UP, como vontade organizada de efectivizá-lo e de acelerar a construçom da Galiza -a libertaçom nacional, social e de género-, pulará por implicar tod@s aqueles que mais directamente sofrem a opressom: classe trabalhadora, mocidade e mulheres precarizadas, desempregad@s... sabedores de que só um Movimento amplo, flexível, plural e operativo no seu agir poderá recolher a vontade de emancipaçom da naçom mais rebelde.

Viva a luita independentista!
Antes mort@s que escrav@s!
Viva Galiza ceive, socialista e nom patriarcal!

viernes, 1 de marzo de 2002

Condena a independentista

Se da a conocer la sentencia a un año y medio de prisión contra Armando Ribadulha, militante de NOS-UP, por su participación en actos contra las instalaciones de una empaquetadora situada en Vilaboa (Pontevedra) en abril de 1998.
No fue encarcelado al pagar (mediante cuestación popular) algo más de 6.500 euros, cantidad fijada como daños causados en las instalaciones.

viernes, 19 de octubre de 2001

Segunda asamblea de AGIR

Se celebra la segunda Asamblea "nacional" de la organización estudiantil independentista de izquierdas AGIR.
En la segunda resolución acuerda:

AGIR sauda a criaçom da organizaçom política independentista, socialista e antipatriarcal, 
NÓS-Unidade Popular, como expressom plural, unitária e de massas da cristalizaçom orgánica 
da unidade da esquerda independentista. 
AGIR reconhece a NÓS-Unidade Popular como referente político do estudantado 
independentista e revolucionário, desejando grandes êxitos políticos no longo caminho de luita 
a prol de umha Galiza independente, socialista e antipatriarcal. 

sábado, 6 de octubre de 2001

Dia da Galiza Combatente

Se celebra por primera vez el Día da Galiza Combatente, organizado por NOS-UP en recuerdo de dos militantes del EGPGC (Lola Castro y José Vilar) que murieron accidentalmente al estallarles el explosivo que llevaban.

El acto tuvo lugar en Culleredo, pueblo donde nació José Vilar, como “Concentraçom e ato político em lembrança d@s noss@s compatriotas caídos e represaliad@s na luita pola liberdade da Galiza”. En el texto leído se decía:

Dim que nom se perde um direito enquanto houver alguém que o reclama. Quando em junho passado constituíamos em Compostela esta emergente organizaçom de massas para a libertaçom nacional, sabíamos que nom partíamos de zero: desde os textos dos cronistas da Antigüidade, que nos falam de um povo combativo e de mulheres indomáveis, até a morte num operativo militar de Lola e José em 1991, ou a luita em prisom dos presos e presas independentistas em 2001, a nossa história foi a de um povo capaz de impulsionar as primeiras revoltas populares da Europa moderna, capaz de desenvolver resistências para enfrentar o processo de “Doma y Castración del Reino de Galicia” impulsionado pola Coroa de Castela. Um povo que, já bem entrado o século XIX, tinha militares insurgentes que afirmavam, de jeito provavelmente rudimentário, a existência da Galiza como sujeito de direitos nacionais.

Joám Peres (NOS-UP) afirmó en su discurso:

Quando em Junho passado constituíamos em Compostela esta emergente organizaçom de massas para a libertaçom nacional, sabíamos que nom partíamos de zero: desde os textos dos cronistas da Antigüidade, que nos falam de um povo combativo e de mulheres indomáveis, até a morte num operativo militar de Lola e José em 1991, ou a luita em prisom dos presos e presas independentistas em 2001, a nossa história foi a de um povo capaz de impulsionar as primeiras revoltas populares da Europa moderna, capaz de desenvolver resistências para enfrontar o processo de Doma y Castración del Reino de Galicia impulsionado pola Coroa de Castela. Um povo que, já bem entrado o século XIX, tinha militares insurgentes que afirmavam, de jeito provavelmente rudimentário, a existência da Galiza como sujeito de direitos nacionais.
Esse mesmo povo sustivo política e materialmente desde 1936 umha guerrilha urbana e rural ánti-fascista cujo último resistente caía em 1965, articulou desde a clandestinidade organizaçons nacionalistas de massas e desenvolveu, no último quartel do século XX, três projectos político-militares para a sua própria Libertaçom nacional e social.

Som demasiadas as evidências históricas contrárias como para falarmos da Galiza só como o país submisso e resignado de que nos fala umha História contada por outros.

EXISTE UMHA TERCEIRA, EVIDENTE E ÚLTIMA RAZOM para datarmos em 11 de Outubro o Dia da Galiza Combatente: na madrugada dessa jornada de 1991, Lola Castro Lamas e José Vilar Regueiro, militantes independentistas e membros do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive, morriam ao fazer-lhes explosom acidentalmente um artefacto destinado a combater os interesses do narcotráfico na Galiza. Enquanto outros luitadores e luitadoras passárom à nossa História por direito próprio, sobre Lola e José semelha pairar um manto de silêncio e esquecimento. Manto que é a nossa obriga destruir para restituí-los ao lugar que se merecem.

Nom vamos louvar aqui as suas pessoas. Os seus factos falam por si próprios e em todo o caso corresponderá fazê-lo a aquelas pessoas que os conhecêrom em vida e que compartilhárom com ele e com ela sonhos, militáncias e instrumentos de luita.

A nós unicamente nos corresponde a homenagem, o reconhecimento político à sua generosidade e combatividade nesta luita que continuamos e, finalmente, o compromisso colectivo de que as suas vidas, como a de Moncho, as de Amador e Daniel, as de "O Piloto", Zélia, "O Foucelhas", Benigno Álvares, Alexandre ou os fusilados em Carral, nom cairám no esquecimento nem passarám a fazer parte das últimas expressons de rebeldia de um povo que existiu.

Estas som as três fundamentais razons para impulsionar a existência e, num futuro próximo, a celebraçom popular, de um Dia da Galiza Combatente.
Digamo-lo com claridade: estas três e mais nengumha. Nom está na nossa intençom consolidar umha data para um calendário reservado a independentistas com cartom de militante. Nom procuramos umha escusa para a autoafirmaçom partidista deste ou aquele projecto político com siglas.
Finalmente, e reconhecendo a legitimidade e a validade de todos os métodos de luita no processo de Libertaçom nacional e social da Galiza, nom estamos a postular mecanicamente a traslaçom à cojuntura actual dos meios de intervençom política que outros galegos e galegas empregárom em contextos que nom som o presente.

À aposta política que constituímos em 2 e 3 de Junho deste ano corresponde impulsionar e favorecer estas e outras expressons de um povo insubmisso que encara o seu futuro com optimismo. Só assi poderemos dizer-lhes mais umha vez aos espanhóis, e no nome dos e das que já nom estám, que continuam a ser uns imperialistas fracassados.

VIVA O DIA DA GALIZA COMBATENTE!!!
VIVA GALIZA CEIVE, SOCIALISTA E ÁNTI-PATRIARCAL!!!
ALEXANDRE, MONCHO, LOLA E JOSÉ, PRESENTES!!!

A LUITA CONTINUA!!!