martes, 25 de agosto de 2015

Protestas en Santiago

Decenas de personas protestan en los alrededores de la plaza del Obradoiro, en Santiago de Compostela, por el encuentro de la canciller alemana, Angela Merkel, y el presidente del Gobierno, Mariano Rajoy. Ambos mandatarios visitaron a primera hora de la mañana la catedral de Santiago por lo que esa zona fue cerrada para el público, un hecho que indignó a las personas concentradas en esa zona. 
Durante la protesta, se vivieron momentos de tensión entre manifestantes y los policías que custodiaban los alrededores de la plaza e impedían la entrada de los protestantes al lugar.


Tres militantes vinculados al BNG -Rubén Cela, Paulo Carballada y Alfonso Losada- fueron denunciados por la policía por estos hechos.

sábado, 22 de agosto de 2015

Recibimiento a Héctor Naya

Acto de recibimiento en Vigo al preso Héctor Naya puesto en libertad el 24 de julio tras ser absuelto por el Tribunal Supremo.
A primeros de agosto se había hecho pública una entrevista con él que reproducimos:

Detivérom-te em Portugal e há diferentes opinions de como som os cárceres no país vizinho, qual foi a tua experiência?

Quando me levárom para a prisom em Porto tivem umha cela para mim só, supostamente estava isolado por motivos de segurança segundo me comunicárom. Ai tinha duas horas de pátio e na cela nom podia ter nada mais que a minha roupa, o tempo passava mui devagar porque nom havia leitura, nem rádio mas nalgumha ocasiom vinham os polícias prisionais dar-me conversa e incluso algum interessou-se polo independentismo na Galiza e o conflito que existe no País.

O trato em linhas gerais foi correto e amável se o comparas com o que brinda Espanha às/aos reclusas/os. Igualmente fizérom algumhas exceçons e permitírom-me chamadas de telefone sem estar previamente autorizadas e também umha visita.

E de ai para Lisboa...

Quando me iam extraditar para Espanha, um dia antes deslocárom-me para Lisboa. O traslado foi com os GIPS (Grupos de Intervenção Protecção e Sócorro) que eram quatro homens enormes armados e com chalecos anti-balas. Além dessa imagem que impressionava muito, fôrom mui corretos no trato e levavam-me com coidado, é dizer, nom me golpeavam à hora de meter-me na carrinha e de sentar-me.

Cheguei à prisom EPL (Estabelecimento Prisional de Lisboa) que é umha cadeia mui antiga que está considerada a pior de Europa e tem forma de estrela como os cárceres estadounidenses. Ai meterérom-me num sóto e sentim-me inseguro polas olhadas que recebia por parte doutros presos.

Aginha me atopei com umha porta de madeira e trás ela umha cela totalmente destroçada. Nesse intre o carcereiro dixo-me que ao dia seguinte queria a cela tal e como estava, ao que se referia era à bombilha que colgava do teito porque era o único que nom estava roto. Ademais eles decidiam quando acendiam e quando apagavam a luz polo que impunham quando podias durmir e quando nom.

Ao dia seguinte, após três horas no recibidor na cadeia chegárom novamente os GIPS. Notei que todo o mundo se punha nervoso e respirárom aliviados ao comprovar que me levavam a mim. De contado me fizérom o cacheio integral que realizam em Portugal sempre que saes da prisom e quando chegas. Subirom-me na carrinha até chegar a Badajoz.

Como comentas a extradiçom a Espanha é via Badajoz, como foi essa “entrega” por parte dos polícias portugueses aos espanhóis?

Os GIPS detivérom a carrinha já em Badajoz num posto aduaneiro, ai estavam aguardando dous polícias nacionais uniformados e mais de trinta à paisana mas sem dúvida o que mais me surpreendeu foi que ninguém estivera gravando ou tirando fotografias. Nom é que botara em falta à imprensa se nom quanto menos para dar constância da entrega.

Do trato correto dos GIPS passei ao de sempre da Policía Nacional; golpes no corpo e na cabeça, berros, algemas com as maos cruçadas... A continuaçom lérom-me os “meus direitos” porque deixava de estar preso em Portugal para esta-lo em Espanha e nesse momento aproveitei para solicitar o meu advogado privado mas negárom-mo. Ainda assim percebim que após marchar os polícias portugueses, os espanhóis estavam mais tranquilos, como se pretenderam dar imagem de dureza ante os portugueses.

Estivem nos calabouços até o dia seguinte que me deslocárom aos Julgados da cidade. Chantárom-me frente a umha juíza e ela nom sabia mui bem que fazer nem eu tampouco. A advogada de ofício que me fora asignada solicitava a minha liberdade sem ter dirigido umha palavra conmigo e o fiscal pedia prisom incomunicada. Finalmente a decissom foi a de prisom comunicada.

Ao rematar a vista levárom-me ao cárcere de Badajoz no que tampouco sabiam que fazer conmigo porque nom lhe fora notificado o meu ingresso já que a ordem era que fora para o centro penitenciário de Valdemoro. Novamente tocou aguardar três horas até que me subírom  a um carro caminho de Madrid.

Como fôrom esses primeiros momentos de chegar a Valdemoro?

Ao chegar a Valdemoro nom havia celas baleiras em ingressos e ubicárom-me numha de tránsito na que havia um homem tirado no chao. Estivem com queixas permanentes e ao dia seguinte levárom-me já a umha cela de ingressos mas tivem que fazer um plante, é dizer, negar-me a entrar na cela, porque queriam que compartilhara o espaço com outra pessoa. Neguei-me porque é o teu direito à intimidade e, além da minha condiçom de preso político, também assim o dim os protocolos europeios! Finalmente dérom-me umha cela para mim só, classificárom-me em FIES (Ficheiros Internos de Especial Seguimento) e levárom-me a Audiencia Nacional a declarar. Ai já puidem estar com o meu advogado de confiança e depois de volta a Valdemoro.

Ao terceiro dia no modulo de ingresos veu um “educador” que me explicou que ao estar classificado em FIES só podia estar em dous módulos e que me iam levar a um deles. Quando nom es FIES o “educador” estuda o teu comportamento e pessoalidade e envia-te a um módulo no que esta pessoa considere que nom vas ter nem causar problemas mas no meu caso nom havia muita alternativa.

Logo veu um “preso de confiança” com um carrinho para levar as minhas cousas, detrás de ele vinha um funcionário que me condujo até o módulo e dixo-me “búscate celda”. Fiquei abraiado e ainda para mais nom havia nengumha cela vazia. Ao final resolvim partilhar cela com um preso político basco que também estava coma mim sem classificar. Somentes estivemos um dia juntos porque seguim com a reclamaçom e asignárom-me aginha cela própria.

Quanto se demora em colher o ritmo do funcionamento dentro da prisom?

Eu estivem preso  em duas ocasions e a primeira vez chegas com muita inseguridade porque nom sabes como funciona nada e vas dando paus de cego com todo, incluso com a gente e nom falas com quase ninguém. Ainda assim aos poucos dias já sabes com quem juntar-te e a dinámica. A segunda vez, pola contra, entras pisando mais forte e sabes quais som os teus direitos e quando plantar-te para protestar ou nom seguir-lhe o jogo aos funcionários.

Em saber como é funcionamento interno demoras um par de semanas. Durante os primeiros dias nom sabes como reagir mas depois vas acadando umha rotina de estudos, desportos e atividades. O demais depende do sóciável que seja cada quem mas também da mao esquerda que se tenha. Sabes que ai estás com gente que nom entendem o que é o independentismo mas ainda assim guardam-che certo “respeito” porque sabem que os presos políticos temos dinheiro e que chegado um momento dado podemos fazer-lhes algum favor, por interesse, vaia! Nom obstante, também há algums presos maiores que compartilhárom muitas experiências com presos políticos e que admiram a nossa luita e vontade. Também há algúm preso social ao que tens que dizer-lhe as cousas claras mas o normal é o que comentava anteriormente.

Como é um dia a dia na prisom?

Em Valdemoro estava num módulo de segundo grau polo que todo era mais flexível. Quando estás em primeiro grau as restriçons som maiores, quase totais, nom tens acesso a nengum tipo de atividade e só che “concedem” um par de livros da biblioteca da cadeia mais os que che envia a família ou amizades. Tam siquer podes dispor de umha pelota, nem umha lata de refresco, nem tesouras nem coitelas de barbear que deves de pedi-las e devolve-las nada mais rematar.

Neste segundo grau tinhamos o primeiro reconto às 07:45 e às 08:30 abriam as portas da cela. Em 20 minutos estávamos no comedor e antes de sair da cela recolhias todo o que precisaras durante o dia, por exemplo a roupa para a ducha já que nom havia nas celas.

Pola manhá fazíamos atividades no pátio e manualidades, também podíamos ir ao ginásio três vezes por semana. Às 13:30 o jantar e meia hora depois já nos íamos para a cela até as 16:30 que nos permitiam voltar para o pátio. Às 19:30 ceávamos e às 20:00 subíamos de novo para a cela.

Esta rotina era interrumpida nas fins de semana...

Sim porque tinhamos as visitas! A primeira vez que estivem preso e vinhérom as primeiras visitas foi mui emocionante porque houvera problemas para que as autorizaram. Durante esses momentos é umha subida importante de moral porque achas que estás só e comprovas que há muita gente pendente de ti. Ainda assim também se faz raro falar com as/os amigas/os mediante um vidro, já desta volta foi algo como mais normal.

Sabes que as conversas estám intervidas, que gravam todo, e a partir de ai os encontros som mui diferentes embora muitos dos temas giram arredor de cousas da prisom. As charlas som sempre informais e procurava enterar-me de todo o que ia acontecendo na rua, do mais cotiá incluso mas 40 minutos nom dam para nada... Ao regresso para a cela vas cheio de força embora depois voltas à realidade, ainda assim paga muito a pena!

Lembro que o passava realmente mal quando nom tinha um bom dia e ia ter visita. Nom sabia como tentar que nom se notara e que as amizades nom se sentiram preocupadas porque somentes se tratava de um mal momento puntual, como che pode acontecer na rua.

Preocupaçom que se levam de volta as famílias e amizades durante a viagem de retorno...

Eram 700 quilómetros para vir e 700 quilómetros para voltar. Antes da visita sempre estava intranquilo aguardando que nom tiveram um acidente ou que lhes acontecera algo de caminho, o mesmo quando se iam... Eu retornava à cela e olhava vários telejornais procurando algo de informaçom e também guardava algumha chamada para confirmar que já estavam na casa.

700 quilómetros que se percorrem incluso em situaçons extremas...

Som consciente porque eu mesmo tenho percorrido muitas prisons para ir acompanhar a alguém às visitas com o que podo dizer que o vivim tanto desde dentro como desde fora. Sei o que som os enormes madrugons, passar sem comer porque nom há tempo, conduzir durante horas e horas, gastar muito dinheiro em comidas, gasolina, multas derivadas das pressas.

É umha angústia constante à que se somam ficar durmido ao volante, estar a piques dum acidente, o cansaço... E depois chegas ao cárcere destroçado, estás 40 minutos de alegria compartilhando conversa com a/o presa/o e de novo de volta outras sete horas.

Às visitas também se lhe engadiam as cartas, recebe-ches muitas?

O certo é que em Valdemoro nom recebim muita correspondência e nom porque a gente nom me escrevera se nom porque nom me entregavam muitíssimas cartas. Incluso umha carta do meu advogado que nom está intervida e que a tinham que entregar imediatamente dérom-ma um mês depois!

Nas suas ánsias vingativas do Estado já nom só procura minar-te com a dispersom se nom com todo o que tenha ao seu alcanço e isto é umha ferramenta mais. Polo que estava acontecendo com a correspondência denunciei ante o Julgado de Vigiláncia e como castigo mudárom-me de módulo.

As cartas fam muita ilusom, sempre olhas antes de nada quem che escreve e se é alguém desconhecido nom paras de perguntar-te quem será mas é igualmente emocionante. Depois colhes as cartas e lê-las várias vezes lembrando-te da gente... o de menos é o conteúdo se nom saber que estám ai.

Ao ter restriçom de correspondência so podiamos escrever três cartas por semana e demoravam entre 20 e 30 dias em chegar ao seu destinatário, igualmente quando alguém che envia carta. Ainda assim há em prisons que o límite som duas cartas por semana para enviar.

Normalmente os presos políticos recebem muitas cartas como umha forma mais de rachar com a dispersom e o isolamento, que comentavam ao respeito os presos sociais?

Os presos sociais recebem mais ou menos umha carta cada duas semanas e quase na sua totalidade é da família ou companheiro/a. Nunca lhes chegam cartas de desconhecidas/os dando ánimos e som poucas/os as/os amigas/os que também lhes escrevem. Para nós é impressionante a solidariedade mas eles abraiam-se muitíssimo do amplo respaldo com o que contamos nas ruas.

A respeito da solidariedade que comentas, como se vive desde dentro?

O primeiro é que deves de ser consciente de que fisicamente estás só numha contorna totalmente hostil e que tens que estar concentrada/o ante qualquer cousa que poida acontecer. Esta dinámica de estar pendente dos funcionários ou do restos de presos é realmente esgotador e isto só racha com as cartas, as visitas e as chamadas. Som os momentos nos que nos relaxamos e “saes da cadeia” para estar de novo entre as tuas amizades no ambiente de todos os dias. No caso das cartas também temos esta sensaçom quando estamos respondendo.

Entre esta rotina da que nos falas 4 meses depois o Tribunal Supremo declara a tua absoluçom. Como te entera-ches?

Como os advogados nom podiam ligar para mim enterei-me ao dia seguinte, o 24 de Julho, quando eu liguei para um amigo. Ele já me dixo qual era a sentença e a minha posta em liberdade. Imagina-te! Passei todo o dia mui nervoso e contento aguardando a que chegara o agente judicial para entregar-me a notificaçom.

Esse mesmo dia, tinha umha visita pola tarde à que acudim e durante a mesma chegou o agente. Rematei a visita, despedim-me dos meus companheiros e à rua! Fora estava já gente aguardando-me e ao pouco chegárom companheiras/os da Galiza para levar-me de volta para o País.

Em Compostela havia muita gente aguardando-te...

Chegamos quase no remate dos concertos do 24 pola noite. Foi impresionante ver a toda a gente abraçando-me, muita alegria. Ademais era especial polas datas nas que saira porque tinha a oportunidade de compartilhar a boa nova com todas e ao dia seguinte ir às manifestaçons do Dia da Pátria para continuar reivindicando as demandas que me levárom a prisom.

Nom fôrom poucas as pessoas que te reconhecérom polas ruas...

Sim, a solidariedade sempre é bem-vinda mas também aproveito para comentar que algumhas pessoas se achegárom a mim porque o Tribunal Supremo absolveu-me e quiçá nom seria o caso se houvera sido condenado. Nós seguimos sendo as/os mesmas/os diga o TS o que diga.

A minha saida de prisom temos que ve-lo como um triunfo de todas/os, a mim foi o que me tocou desta volta estar na cadeia mas é um logro coletivo porque levam-se muitos anos trabalhando para que o povo nom seja apresado por motivos políticos.

Essa solidariedade foi a que permitiu elevar o teu caso ante o Tribunal Supremo e que nom passaras 11 anos em prisom....

Os presos tenhem ums gastos mínimos para subsistir e comunicar-se, umha grande parte do dinheiro que tens na prisom vai-se em chamadas, envelopes e selos, sem a sólidariedade nom poderíamos ter contacto com ninguém. A isto há que engadir-lhe os custes dos advogados, a roupa, completar a dieta com produtos do economato... e claro! Os presos ai nom trabalhamos para poder fazer fronte a estes custes!  Ademais nom se deve esquecer que repercute na dignidade própria e de nom ver-te submetida/o ainda mais ao Estado. Também é bom porque o peso nom recae somentes na tua família se nom que cada quem leva um anaquinho da carga.

Estar preso e dispersado é o mecanismo básico que tem o Estado para manter-te isolado e a solidariedade, cada esforço, racha com isso.

A solidariedade organizada é imprescindível, a individual chega fragmentada namentes a coletiva chega multiplicada em todos os aspeitos. Atualmente todas/os estamos no ponto de mira e nom se sabe quem pode ser a/o seguinte.


Que eu esteja hoje na rua é fruto do esforço militante de muita gente. Eu nom estou livre porque se fizera um bom papel se nom que som o resultado da solidariedade em linhas de sucesso.

Mas ainda restam cinco presas/os independentistas nas prisons...

Isto nom rematou, há que seguir trabalhando até que todas/os estejamos fora como primeiro grande objetivo mas ainda que isto acontecera nom devemos de deixar de trabalhar, a repressom é de de muitas fomas; proibiçons, golpes, humilhaçons... a repressom está também na rua!

DSC_1368Assim como o Tribunal Supremo revisou o teu caso, há em marcha actualmente um projeto para que o Tribunal Europeio de Direitos Humanos (TEDH) revise o caso de Antom Santos, Maria Osório, Eduardo Vigo e Roberto Rodríguez.

Efetivamente, até dentro dums dias está habilitada umha página web para o financiamento coletivo dos custes que deriva este processo. Polo de agora os médios que temos nom som suficientes para chegar até Europa mas estamos seguras/os que seja como seja imos consegui-lo porque já nom só estám em jogo a vulneraçom de Direitos Humanos de quatro independentistas se nom que é algo de todas/os. Os enganos aos que nos submetem por ser galegas/os e independentistas e que nos tratem como criminais... nom o somos e temos que luitar para defender-nos.

Se nom lhe conseguimos plantar cara à repressom a nossa luita pola dignidade do Povo e da nossa gente, vai ser incompleta. Para isto temos que também coletivizar os esforços de cada quem que, embora sejam pequenos, entre todas/os fam muito! Eu mesmo, estando dentro da prisom adicava tempo às manualidades que depois puideram aportar, o mesmo estám fazendo as/os presas/os agora e é bonito porque é outra forma de compartilhar no dentro-fora dos muros.

Finalmente respeito a ti, como focas a tua vida a partir de agora?

O primeiro que pretendo é recuperar a normalidade, voltar a ter um emprego e certa estabilidade. Igualmente o que nom vou deixar é de reclamar todo o tempo que me fizérom perder, já nom se trata dos sete meses que estivem em total em prisom das duas vezes, se nom dos três anos que houvo polo meio e que nos que tinha que lidiar com viver intranquilo por nom saber como seria o dia seguinte. Todo isto assim como as difamaçons que se vertérom contra mim, incluso da pessoa que me inculpou, está nas maos da minha defesa com o fim de depurar responsabilidades.

Por outra banda tampouco podo esquecer que ainda restam cinco companheiras/os mais dentro das prisom e que há que conseguir a sua liberdade. Nom se me esgotárom os folgos nem a moral de continuar reivindicando o que é nosso e nisso também continuarei trabalhando.

miércoles, 12 de agosto de 2015

Homenaje a Moncho Reboiras

Un centenar de personas -vinculadas mayoritariamente con el Movemento Galego ao Socialismo y a CIG - participan en un homenaje a Moncho Reboiras (responsable del frente armado de UPG) en el cementerio de Imo (en Dodro), con motivo del 40 aniversario de su muerte.

Noa Presas, miembro de la Mesa Nacional del MGS y de Isca!, aseguró que con este acto se pretende restituir la memoria usurpada y reconocer a una figura que "representa o modelo de militancia política que aspiramos a herdar, na súa concreción ideolóxica e na súa praxe". 

En el acto intervinieron Xoán Bautista Mariño (concejal del BNG que estuvo en el entierro de Moncho en 1975)) y Rafael Mouzo, antiguo alcalde de Corcubión que impulsó el dar el nombre del fallecido a una calle.
También se dio a conocer  la publicación del primer libro de Arredista Edicións, una editorial vinculada al Movemento Galego ao Socialismo, titulado 'Moncho reboiras vive!. Un ejemplar fue entregado a  Manolo Reboiras (hermano del fallecido).

Por último se repintó y restauró un mural de cuatro metros con la imagen de Moncho, en las inmediaciones del cementerio.


.- En la localidad de Ferrol se pintó también un mural colectivo en homenaje al fallecido, y luego se celebró una concentración. Intervinieron Néstor Rego, secretario general de UPG y miembro de la ejecutiva del BNG, Andrea Martíns, miembro del comité nacional de la UMG (Union da Mocidade Galega) e Iván Ribas, portavoz municipal del BNG en Ferrol.
Los asistentes se dirigieron a la calle de la Tierra, coreando el eslogan de “Moncho Reboiras, a loita continúa” y muchos de ellos portando banderas rojas de la UPG y de Galicia con la estrella roja, en dirección al número 27, en cuyo portal murió Reboiras después de un enfrentamiento a tiros con la policía tras ser descubierto el piso franco en donde se encontraba.
Allí se hizo una ofrenda floral. Entre los asistentes estaban figuras del nacionalismo como Bautista Álvarez, Pilar Negro, Xosé Díaz y Francisco Rodriguez; el portavoz parlamentario del BNG  Francisco Jorquera;  la parlamentaria nacionalista Montse Prado Cores; los dirigentes de la CIG en Ferrol, Xesús Anxo López Pintos y Manel Grandal; y el portavoz del BNG en Narón , Pablo Villamar.
Durante el acto estuvieron tres miembros del grupo Ceivar, cubiertos con máscaras blancas y con una pancarta en la que se pedía la libertad “de los presos y presas independentistas”
Tras la ofrenda floral los asistentes cantaron la Internacional.

En el local del Ateneo de Ferrol tuvo también lugar un acto de recuerdo, organizado por la Comisión Moncho Reboiras. Presentados por Joám Lopes, tomaron la palabra el historiador Eliseo Fernández y el histórico militante independentista Inácio Hernando, que fue camarada de Moncho Reboiras en el Frente Armado de la UPG (Unión do Pobo Galego).

El Fronte Popular Galega (FPG) decidió celebrar su homenaje en Teis (Vigo), por ser este barrio obrero el lugar donde Reboiras pasó la mayor parte de su vida y donde comenzó su militancia política y su compromiso con UPG.

Ofrecemos un extracto del discurso de Néstor Rego:

Do mesmo modo que aquel 12 de agosto nos legou nomes que permanecen e gañan de ano para ano, en dimensión política e simbólica, tamén deixou outros ocultos e na impunidade. Non coñecemos o nome das persoas que dispararon e segaron a vida do noso camarada, mais mesmo que os coñecésemos, temos a certeza de que non pasarían á historia. Son os nomes da vergoña e da ignominia. Descoñecemos quen apretou o gatillo e, no entanto, sabemos perfectamente quen asasinou Reboiras: o Estado opresor, a España intolerante e avasaladora, a mesma que continúa a nos negar o pan e o sal, os nosos dereitos como nación e mesmo a posibilidade de podermos vivir dignamente do noso traballo no noso próprio País. 

Por iso, porque a dominación española continúa, tamén a nosa determinación é a mesma que a que moveu Reboiras e o noso obxectivo permanece vigorante: organizar o povo galego para loitar pola soberanía da nosa patria. E manteremos determinación e obxectivo porque, facendo noso o acertado aserto de Castelao, só deixaremos de loitar pola liberdade cando a conquistarmos. Somos conscientes de temos por diantre un labor constante e complexo, de traballo social e político que implica sacrifícios persoais e colectivos, esforzo de autoorganización, vontade de estar permanentemente ao lado do povo, dos traballadores e traballadoras, dos colectivos agredidos e das persoas maltratadas. Mais esa foi, é e será a nosa maneira de entender o traballo militante. Precisamente porque o nacionalismo foi, é e será sempre activo interveniente en todos os conflitos que enfrontan os galegos e galegas cos poderes estabelecidos, conscientes -como acabamos de reafirmar- de que defender o noso povo é defender Galiza e que defender Galiza como nación é sinónimo de defender o povo traballador galego.
(...) Ao longo da nosa xa dilatada traxectoria histórica, de máis de 50 anos, foi constante a preocupación da Unión do Povo Galego por unir e acumular forzas para lle dar corpo e capacidade de actuación ao movemento nacionalista. Fixémolo unhas veces conscientes de seren movementos de índole táctica e puntual e outras do carácter estratéxico desas alianzas, como a que levou á conformación dunha frente patriótica que representase politicamente a alianza das clases populares galegas no proceso de liberación nacional e social do noso povo. En todo o caso, sempre coa vontade de pór os intereses da nosa nación por diante de calquera outro. 

(...) o nacionalismo ten dado xa pasos que poden e deben abrir un novo escenario no noso País. Un escenario en que a referencia política esencial sexa a Galiza e en que o noso obxectivo, romper a dependecia e asumir a soberanía, gañe apoios até se tornar hexemónico na  sociedade galega. Ese obxectivo precisa de confianza, de esforzo, de xenerosidade. Mais tamén de decisión e de claridade política. E precisa, sobre todo, de se apoiar no povo organizado, nas organizacións políticas, sindicais e sociais propias, que articulan a vontade de sermos libres. Esa é unha das grandes leccións que nos deixou Reboiras e que sempre manteremos. Non xa por fidelidade á nosa propia historia, mais sobre todo por convicción e por necesidade. 

Afirmámolo con claridade no documento 'A hora das nacións, a hora da Galiza' que vimos de apresentar: “Se quixermos ser libres temos que comezar por romper as cadeas mentais e  pensar e actuar como persoas libres (...) con absoluta independencia en todo, por nós propios”.  E nós queremos ser libres. E para iso estamos decididos a converter os soños en realidades e as ideas en feitos, erguendo o pensamento e o exemplo de Castelao, de Bóveda e de Reboiras, convertidos xa en bandeira da nosa redención. Temos a certeza de que a Galiza libre e próspera que queremos será realidade mais cedo do que tarde. Mais temos de creala nós, coas nosas mans, conquistando a Independencia Nacional e constituíndo o noso propio Estado soberano, a República da Galiza.  Adiante por Galiza!

viernes, 24 de julio de 2015

VIII Cadena Humana por la libertad de los presos

Se celebra en Santiago de Compostela la VIII Cadena Humana por la Libertad de los presos independentistas gallegos, organizada por Ceivar. Sobre las 18.30 de la tarde se congregaban unas cuatrocientas personas en la Plaza de Galicia, cogiendose de las manos para reclamar la puesta en libertad y el fin de la dispersión de los presos.
Después tuvo lugar la manifestación por las calles de la zona vieja de Santiago de Compostela, con un gran despliegue policial, tanto por policías uniformados como de paisano, hasta que concluyó el acto con la lectura de varios manifiestos en la Plaza del Toral.
El primero de los manifiestos estuvo a cargo de la Plataforma de familiares y amigos de los presos Que Voltem Para a Casa, que recordó la campaña de crowfunding que se está llevando a cabo estos días con el objetivo de recaudar fondos para presentar un recurso ante el Tribunal Europeo de Derechos Humanos contra la sentencia que condenó a cuatro independentistas gallegos.
Después se dió lectura del manifiesto de Ceivar y se daba la noticia de que Heitor Naya acababa de ser puesto en libertad.

Comunicado de Ceivar: 

Muito obrigadas às organizaçons nacionais e internacionais que hoje nos acompanhades e também bem-vindas a todas as pessoas solidárias a esta Cadeia Humana pola Liberdade dos e das Presas Independentistas Galegas. Entre todas fizemos possível chegar a esta oitava ediçom!!!

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR xurdiu já há 12 anos. Esta era umha data que coinicida com a saida do último preso do Exército Guerilheiro, mas namentres as cadeias ficavam livres de presas/os independentistas, a situaçom nas ruas era bem diferente.

Para todas/os conhecidas as cargas policiais, os acosos, os seguimientos, as multas ou os intentos de infiltraçom. Eram tempos nos que a mocidade enfrontava heroicamente um estado de excepçom e naquela altura, a leitura que fazia CEIVAR era a necesidade de organizar-se fronte a umha repressom que se ia extender a todas as capas da populaçom mais consciente. Nom nos equivocamos. A repressom tocou-nos e toca-nos mui de perto, nas próprias carnes incluso, mas tampouco nos equivocamos ao criar um organismo que lhe fizera fronte a tanta injustiça e arbitrariedade.

Decorrérom já umha dúzia de anos desde que botamos a andar este projecto e algums dos que hoje estám aqui tivérom que pagar com a sua liberdade a sua militancia política, outras pessoas sentárom no banquinho dos acusados do tribunal político de Madrid, a outras as malheiras deixárom-nas na cama durante dias, outras andam a cavilar como pagar as desorbitadas multas que nom cessam de chegar à casa e outras estám paralizadas polo medo. A todas esssas pessoas prestamos-lhe o nosso acompanhamento e apoio fazendo um esforço ingente que é próprio dos Povos dignos como é o o Povo Galego.

Nestes 12 anos em CEIVAR procuramos visibilizar a repressom mas também botar luz sobre um burato que dim ser escuro e frio e ao que lhe chamam cárcere. Nem é tam escuro nem é tam frio porque dentro dessas cadeias temos a galegas e a galegos, que além das torturas e do isolamento no que lhes obrigam a viver, irradiam-nos força, valentia e compromisso. Numha data coma hoje temos presente a:

Maria Osório Lópes (vizinha de Becerreá e dispersada em León)

Antom Santos Pérez (vizinho de Compostela e dispersado em Palencia)

Eduardo Vigo Domingues (vizinho de Angrois e dispersado em Toledo)

Raúl Agulheiro Cartoi (vizinho da Marinha e dispersado em León)

Roberto Rodríguez Fialhega (vizinho de Vigo e dispersado em Valladolid)

E queremos fazer umha mençom especial a Héitor Naia Gil (vizinho também de Vigo e dispersado em Madrid até este momento). Dizimos até este momento porque no dia de ontem fizo-se pública a sentença do Tribunal Supremo na que absolvia a este independentista dos cargos polos que teria que cumprir 11 anos de prisom. Aguardamos ter nas próximas horas Heitor Naia na casa! Aguardamos ter na Galiza aginha a um exemplo de triunfo da solidariedade! O Organismo é necesário e esta vitória é a monstra da necessidade de seguir avançando organizadas.

Além desta boa nova, estes cinco presos e presas independentistas galegos estám a livrar hoje outra dura batalha. Entre condiçons insalubres, paliças e permanentes restriçons estas seis mulheres e homens siguem firmes, nom se vendem nem vendem a ninguem. Nom há preço à dignidade dum Povo. E é por isso que as tentativas de saidas individuais, tanto dentro como fora das prisons, nom nos valem, nom lhe valem a esta Pátria! As filhas e os filhos deste Povo nunca poderám ser livres até que todas o sejamos!

Apertar filas, apertar os dentes, para sorrir e para luitar mas devemos de ser claras em que a força de um nom vale de nada se nom está rodeada da força de todos! Normalizar a repressom nom pode ser o caminho, com cada pau e com cada ataque contra nós temse-nos que encolher o coraçom como se fora a primeira vez, mas com toda a vagagem de experiência que já temos. Nom nos infravaloremos, nom nos infravaloredes! CEIVAR, junto a outras companheiras de caminho estamos pola liberdade e pola dignidade da Galiza e do nosso Povo e iremos até a última consequéncia ate ver cumprida esta meta.

Nestes dias para muitos remata o curso político mas para as que hoje estamos presente ainda temos tarefa. O próximo objetivo é arrecadar fundos para ir a Estrasburgo, ir até donde cumpra até que nom regresem a esta Terra as/os filhas/os que obrigárom a desterrar-se. Ninguem, absoluramente ninguém nos vai negar o que já decidimos há muito tempo; ser livres e ter um País livre!

Finalmente desde CEIVAR fazemos-vos um chamamento a que vos reconhezades, a que nos reconhezades como irmaos, quando falta umha mau rompe-se a cadeia. Todas sodes, todos somos imprescindíveis para fazer realidade a solidariedade imparável que tumbará qualquer dificultade ou muro que nos separe do nosso Povo.

Somos todo o que precisamos, temos todo o que precisamos, maos à obra!

Adiante a solidariedade imparável

Viva a Galiza livre, socialista e feminista”



- En Santiago de Compostela  se celebra por la tarde una manifestación convocada por organizaciones juveniles como AGIR, Galiza Nova, Briga, Liga Estudiantil Galega, Terra, Xeira e Isca bajo el lema A mocidade galega pola independencia! Venceremos nos!.  
Cerca de mil jóvenes recorrieron las calles de la zona vieja de la ciudad Compostela con el propósito de reclamar la independencia de la Galicia. También hubo canticos reclamando la libertad de los presos independentistas. Finalmente en la Plaza del Toral se dio lectura a un manifiesto y se procedió a la quema de la bandera española. El acto concluyó con el himno gallego y nuevos gritos de independencia.



lunes, 13 de julio de 2015

Especulaciones periodísticas basadas en fuentes policiales

Melchor Sáiz-Pardo publica en la cadena de diarios del grupo Vocento un texto sobre Resistencia Galega basada en fuentes de las fuerzas de seguridad del Estado del que destacamos los siguientes párrafos:

en los últimos meses ha «sufrido una profunda transformación» para perpetuarse, según revelan recientes informes de los servicios antiterroristas de la Policía. Unos documentos que alertan de que nuevos activistas, mucho más jóvenes y mucho más «tecnológicos», se han hecho con los mandos de resistencia Resistência Galega, relegando a los 'históricos' jefes refugiados en Portugal, Antón García Matos, 'Toninho', y María Asunción Losada Camba, 'Martinha'.

Los dosieres de los servicios de Información de la Policía, que hace años ya crearon una sección especial para combatir a esta organización, son tajantes: Resistência Galega no se plantea disolverse. Es más, se halla inmersa en «un claro proceso de modernización con el que trataría de garantizar su continuidad».

«Acechada, debilitada y golpeada por las operaciones policiales y en medio de un nuevo contexto político y social, Resistência Galega se habría visto obligada a evolucionar y dar un paso adelante para adaptar su entramado a futuros escenarios», señalan los documentos policiales, que recuerdan que entre 2014 y 2015 se han ido disolviendo organizaciones cercanas a la banda, que se ha ido quedando sola después de que, en un proceso al que llamaron «espiral», esos colectivos decidieran «que era el momento de finalizar ciclo y dar continuidad al movimiento soberanista desde otros frentes».

Estas «importantes mutaciones» en el seno de Resistência Galega sobre todo afectan al 'aparato de legales' (activistas no fichados), que «estaría tejiendo en los últimos tiempos una sólida y restringida formación denominada 'Irmandade'», llamada a convertirse en la nueva cúpula de la banda, «operando como máximo organismo de expresión y control de Resistência Galega». Esta nueva cúpula -señalan los recientes informes antiterroristas- está «conformada por un selecto grupo de no más de quince caracterizados miembros del independentismo radical gallego», que provienen de colectivos afines. Son estos nuevos activistas 'legales' los que han encarado en los últimos meses la reestructuración de la organización armada para hacerse con el control de Resistência Galega a través de lo que denominan «Comunidad Nacional de Resistencia» (CNR).

Apuesta de futuro

Esa nueva «Comunidad» es totalmente diferente a las «caducas y obsoletas estructuras anteriores y sus comandos militares operativos». La «Comunidad», aseguran los informes, es la «propuesta de la cúpula de legales de Resistência Galega para mirar al futuro».

Los servicios antiterroristas definen así a la nueva CNR: «Se trata de una propuesta altamente tecnificada, en la que la informática jugaría un papel predominante. Desde cursos de seguridad informática para la militancia hasta la creación de cripto-monedas como medio de pago alternativo, pasando por sofisticados sistemas de comunicación encriptada, software específicos, etcétera».

La «Comunidad» no «habría escatimado medios para blindarse ante las infiltraciones policiales y las fugas de información que tanto han debilitado a la organización Resistência Galega», insisten los analistas del Ministerio del Interior, que apuntan sin ambages a que este «nuevo modelo organizativo esconde en realidad a la nueva cúpula» de la banda armada.

Los integrantes de esta hasta ahora desconocida CNR «habrían pasado a ocupar la jefatura de Resistência Galega, asumiéndola de modo natural, fruto del relevo generacional». La «Comunidad» controla todo desde hace unas semanas: contaría con «capacidad de decisión en la elaboración de estrategias y directrices teniendo ascendencia directa y control total en materia de seguridad, futuros integrantes de comandos, aspectos de logística y autofinanciación». Las conclusiones de los análisis de los servicios de Información son tajantes: Resistência Galega no va a desaparecer.

Tomado de: http://www.larioja.com/nacional/201507/13/banda-terrorista-resistencia-galega-20150713002643-v.html

jueves, 25 de junio de 2015

Sobre la disolución de NOS-UP

Teresa Moure publica en el  Diário Liberdade un análisis sobre la disolución de NOS-UP del que ofrecemos un extracto:


Da sua constituição em 2001, NÓS-UP foi uma força nas margens, com pouca visibilidade nos médios de comunicação, porque não centrou o seu trabalho nas instituições. Porém, isso não lhe impediu nutrir a sociedade galega dum discurso fulcral, visualizado num potente ativismo, no mundo sindical, no estudantado, no reintegracionismo, nos centros sociais que são força viva da cultura popular; um discurso, pois, que nos nutriu a tod@s. A quem estavam dentro e a quem estávamos fora. Muitas das minhas posturas foram matizadas ou mudadas após a leitura do imenso arsenal de textos produzidos nessa organização política. Esses textos e o seu potencial formativo vinham do esforço generoso da militância, não retribuído economicamente, desconsiderado na sociedade mercantilizada que habitamos. Vinham, para além disso, polidos e trabalhados, entendo, pelos debates internos: eram uma voz conformada na Galiza, com pouca capacidade de incidir na realidade, diriam alguns, mas com uma influência decisiva na agitação e na formação das pessoas que tentamos transformar o que há. Importa, se vamos construir uma sociedade galega radicalmente nova, agradecer às pessoas que se implicaram no projeto político que desaparece os esforços que fizeram por este país.

Nem conheço nem preciso saber as causas que levam ao apagamento. A coesão duma organização das caraterísticas de NÓS-UP vê-se facilmente ameaçada e, como se indica no comunicado, a maioria da filiação avalia criticamente a utilidade atual desta ferramenta. Apenas pode respeitar-se essa decisão sem que procedam agora os reproches ou as leituras em chave eleitoral, do estilo de que a radicalidade independentista se extingue. As siglas, ainda que às vezes nos apeguemos a elas por sentimentos –porque se levaram grandes energias das nossas vidas– são só ferramentas. Se as companheiras e companheiros de NÓS-UP acharem que essas siglas já não são úteis, só podemos respeitar e dar por bem feito que as abandonem. Porém, o que não se pode é valorar o percurso transitado como um erro, nem abandonar o interesse por mudar a realidade. Uma Galiza ceive, socialista e nom patriarcal não é um sonho; simplesmente um objetivo estratégico ainda não conseguido. E, portanto, as gentes que com força acreditam nesses princípios, não podem marchar para a sua casa sem mais.

miércoles, 24 de junio de 2015

Disolución de NOS-UP

Declaración final de la VIII Asamblea (extraordinaria) de NÓS-UP reunida en Santiago de Compostela desde el 20 de junio:


Quando se completam 14 anos desde a Assembleia Fundacional de NÓS-Unidade Popular, decorrida na nossa capital, Compostela, em junho de 2001, a mesma cidade acolheu hoje a nossa VIII Assembleia Nacional, de caráter extraordinário.

O ponto único da ordem de trabalhos foi a viabilidade desta ferramenta política construída durante todos estes anos ao serviço de um projeto de libertaçom nacional, social e de género que a totalidade de participantes continua a considerar vigorante.

No entanto, a reafirmaçom na necessidade de um projeto dessas caraterísticas nom impediu que a maioria da filiaçom e colaboradores/as assistente avaliasse criticamente a utilidade atual desta ferramenta política ao serviço de um desafio histórico como esse.

A VIII Asssembleia Nacional de NÓS-Unidade Popular, reunida em Compostela a 20 de junho de 2015, considera esgotado o ciclo político iniciado pola nossa organizaçom em 2001.

Avaliando positivamente para o País e para o nosso povo o trabalho realizado pola nossa filiaçom, com os seus acertos, erros e experiências sempre ao serviço da causa nacional e de classe, acordamos a dissoluçom de NÓS-Unidade Popular.

É vontade unánime entre a filiaçom ativa da nossa organizaçom continuar a contribuir organizada e coletivamente para os objetivos políticos fundacionais de NÓS-Unidade Popular.

Deverá ser cada organizaçom da nossa esquerda nacional que avalie a sua própria trajetória e evoluçom futura no caminho de serviço ao povo trabalhador galego, se bem fazemos um apelo à reflexom sobre a situaçom de crise do projeto nacional galego e da sua esquerda patriótica.

 Em momentos históricos extraordinários como o atual, é necessário tomar decisons extraordinárias que permitam retificar e avançar. A unidade da esquerda patriótica é umha necessidade ineludível e urgente.

Como primeiro gesto nessa direçom e último gesto político da nossa organizaçom, a VIII Assembleia Nacional de NÓS-Unidade Popular quer fazer público reconhecimento da iniciativa que nestes dias visa convocar um Dia da Pátria unitário em coordenadas soberanistas e de esquerda.

Se essa convocatória suprapartidária acabar por se verificar, contará com a participaçom coletiva do conjunto da que até agora foi filiaçom e base social de NÓS-Unidade Popular.

O nosso reconhecimento é neste momento para a entrega de todos os companheiros e companheiras, especialmente as que lamentavelmente já nom estám entre nós, que contribuírom para o trabalho político patriótico, feminista e de esquerda desenvolvido durante todos estes anos no seio da nossa organizaçom em prol da Independência e o Socialismo.

 Galiza, 24 de junho de 2015

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