Se celebra la 'IX Marcha as cadeias' convocado por la Plataforma Que voltem para a casa! con la finalidad de transmitir apoyos y solidaridad con presos independentistas gallegos.
Tres columnas partieron desde distintos lugares y tuvieron como destino: Dueñas (Palencia), donde se encuentra encarcelado Antom Santos; Ocaña (Toledo), donde está Eduardo Vigo; y Villanubla (Valladolid), donde permanece Roberto Rodríguez.
Por último, las columnas confluyeron en Mansilla de las Mulas (León).
Los integrantes de la columna sur (Villanubla) fueron identificados por la policía en un control.
Según lo publicado en el diario Liberdade los objetivos de la marcha son:
• Levar às presas independentistas galegas todo o nosso carinho, apoio, calor e solidariedade: que nos escuitem, que saibam que estamos aí, que cada ano somos mais, que nom vamos esquecer-nos delas, e que nom vamos parar até as trazermos de volta para a casa. É também um ato simbólico, através do qual levamos umha maré de solidariedade lá onde tratam de afastar as nossas companheiras, quebrando assim com o significado da dispersom.
• É um ato de denúncia da situaçom em que se encontram: as medidas de excecionalidade que sistematicamente se lhes aplicam desde o mesmo momento em que som detidas, vulnerando os seus direitos fundamentais e impossibilitando o exercício do direito a umha defesa efetiva. Também denunciamos as precárias condiçons de vida e o tratamento arbitrário do que som objeto as nossas companheiras dentro das prisons.
• A marcha serve para denunciar a dispersom penitenciária, e exigir que se respeite o direito das nossas amigas e familiares a voltarem à sua terra; também para experimentar em primeira pessoa o que significa a sua aplicaçom, e tratar de imaginar o que pode supor ter que deslocar-se cada fim de semana para poder dar um abraço a umha filha, ou poder intercambiar umhas palavras com umha amiga.
Blog que detalla de modo cronológico la actividad violenta del grupo denominado 'Resistencia galega', en especial los atentados, así como la actividad de las fuerzas de seguridad en su persecución, detallando las detenciones de sus militantes y simpatizantes. Incluye algunas actividades violentas de independentistas gallegos y de grupos anarquistas que actúan en Galicia, así como referencias al movimiento independentista gallego en general.
sábado, 17 de enero de 2015
jueves, 15 de enero de 2015
Entrevista a preso
CEIVAR publica una entrevista realizada al preso Raúl Agulheiro (Raúl Agulleiro), encarcelado en la prisión de León, de la que ofrecemos un extracto:
- Detivem o carro e entre seis e oito guardias civís baixárom das suas carrinhas e rodeárom-me obrigando-me a baixar do meu.
Nada mais baixar-me algemam-me com sobrada violência e subem-me a outro carro tapando-me a cara. Conduzem-me a toda velocidade e com as sereias postas até o bairro das Cancelas. De caminho recebo ameaças sobre novas detençons e dim-me que “a caguei”.
Ao chegar sacam-me do seu carro e empurram-me até um quarto continuando com as ameaças. Sigo a estar com a cara tapada e nom saberia dizer quanto tempo passei nessa sala. Depois voltamos ao carro policial e anunciam-me que tenho que ir com eles a registrar a minha casa. Quando chegamos descubrem-me o rostro e já vejo a rua tomada por muitos carros da Guardia Civil. Nesse momento podo ver ao meu irmao que lhe estám a impedir o passo ao começo da rua. Com as minhas chaves abrem o portal e subimos a toda pressa polas escaleiras. Antes de entrar no andar perguntam-me se há alguém dentro, cousa que nom sabia.
Entrárom entre quatro ou cinco guardias civís ao grito de “Guardia Civil” e abrirom todas as portas. Num quarto atopava-se Luzia e escuito que lhe dim “al suelo” repetidas vezes mas nom consego ver nada. Quando a encerram num dos quartos mandam-me passar, registram a casa e em nengum momento me deixam ver a Luzia.
Ao remate do registro saimos correndo e voltárom tapar-me a cara metendo-me num carro que sae mui rápido à altura do Centro Social A Gentalha do Pichel. Nesse momento escuitei berros que polo comentário de “ahí están tus primos” entendia que eram de apoio e ánimo.
Ao levar ums minutos no carro comunicam-me que nos dirigiamos a fazer um registro num monte. Todo este tempo vou com a cara tapada até que chegamos a outro sítio. Tras “passear” um anaco dim que há explosivos e já começárom a dizer-me que a ver “se era umha trampa”, “que se estoupa seria eu o primeiro em morrer”. É por isto que me deixam diante dum de eles para que faga a funçom de “escudo humano”. Namentras outro se achega com cuidado, o resto, junto à secretaria do Julgado, aguardam ao lonje. Umha vez que intuem que nom se trata de umha trampa sacam-me de lá e voltam tapar-me a cabeça e já nom vejo nada do que acontece.
Novamente noto como se achegam a mim para dizer-me “seis años más y ya llevas dieciocho”... e voltamos para as Cancelas. Metem-me nos calabouços e eles registram o meu carro. Quando rematam dim-me que imos para Madrid. Ao subir-me ao carro de novo com a cara tapada tiram-me auga por enriba e acosam-me com perguntas e ameaças. A viagem é agobiante, nom param de golpear-me a cabeça e de zarandear-me.
Durante o trajeto paramos duas vezes, a primeira devido ao mareio que tinha pola situaçom e a segunda “para cumplir com as suas ameaças”. Dim-lhe ao condutor que pare que me vam matar. Ao ir freando o carro abrem um bocado a porta e empurram-me cara ela. Na terceira parada já chegamos à comisaria central de Madrid.
Durante toda a detençom perdim a noçom do tempo polo que nom saberia dizer como fôrom os acontecimentos. Estiverom constantemente levando-me de umha sala para outra com contínuos interrogatórios que rematavam sempre com ameaças por nom respostar às suas perguntas. Eram interrogatórios agobiantes nos que eles já me davam as respostas que queriam escuitar. Empregárom diferentes métodos como o do polícia bom e o polícia mau, chantagens, paternalismos e algum que outro golpe.
Assim foi como decorrérom os três dias de incomunicaçom que se fizérom mais levadeiros pola apariçom do meu médico familiar. Na última noite dixérom-me que prolongariam dous dias mais a incomunicaçom mas finalmente nom foi assim, na manhá, após o derradeiro interrogatório, comunicarom-me que me levariam por fim à Audiencia Nacional.
- No ámbito político convertimo-nos em vítimas mas este nom é o nosso papel. Nom acredito nos “mártires”, somos simplesmente os castigados dum conflito e é ai onde devemos de atuar mantendo a dignidade e trabalhando pola consecuçom social e nacional da Galiza. Com todo, isto nom no imos ganhar desde as cadeias, a luita está nas ruas e isto nom podemos esquece-lo. Nós pouco podemos fazer desde cá, mantemo-nos firmes naquelo que fumos toda a vida, pessoas comprometidas com o País.
- Ao entrar na cadeia atopas-te perdido e tratas de assimilar todo o que está a acontecer. Tivem a sorte de coincidir em Soto del Real com presos bascos e desde o primeiro momento tratarom-me coma um igual, derom-me roupa, assesorarom-me e em todo o que puiderom e ajudarom-me em todo o que lhes pedim, incluso até me derom comida e algum que outro capricho coma bolachas ou Nocilla. A adaptaçom com a sua aportaçom fizo-se milhor, mais levadeira, sobre todo nos primeiros dias onde nom tens contacto com o exterior parece que estás só mas nom é assim. Tratarom-me como dizia antes, como um mais e o respeito que sintem cara o movimento galego é imenso. Como quem di já me estavam esperando para amosar-me todos os intríngulis do módulo. Os bascos com os que estou em Mansilla de las Mulas já estiverom com o ex preso independentista Jose e mais recentemente com Eduardo polo que sabem do nosso caso.
- O Povo tem que compreender que a repressom existe e que estamos a ser julgadas/os polas nossas ideias políticas. Somos presas/os políticas/os e nom imos deixar que se camufle esta realidade. A maneira que temos de fazê-lo é a dum Povo que nom cala e que ansia a liberdade.
- Sobre a dispersom é simplesmente um castigo para as nossas famílias e achegadas/os e isto é inegável. Na Galiza há cárceres suficientes para manter às/aos presas/os políticas/os galegas/os polo que esta escusa nom serve para que nos desloquem a centos de quilómetros. A dispersom também conleva um maior custe e maior perigo, nom podemos obviar a constante crise económica e isto faz que seja mais complexo viajar. Também existe o risco de acidente como já aconteceu em algumha ocasiom e do que os únicos responsáveis som os que imponhem a atual política de dispersom. Além disto, cá dentro “tortura-nos” estar pensando se a viagem foi bem e se nom houvo problemas, etc.
Qualquera pessoa pode levar umha situaçom semelhante com dignidade se tem as suas ideias claras. Cá o que buscam é precisamente isso, arrebatar-che as ideias, negar que somos presas/os políticas/os, humilhar-te. Simplesmente mantemos a força e raiva que tínhamos na rua para nom deixar-nos pisar mas nom somos diferentes a ninguém, temos as ideias claras e somos coerentes com os nossos princípios.
O que demonstra a nossa juventude é que somos nós, a mocidade, o motor dumha sociedade, dum ideário; temos que conquistar o nosso futuro que pinta muito preto mas as/os boas/bons e generosas/os saberemos aparcar as nossas diferências e subir todas/os ao mesmo carro com o fim de construir um futuro na nossa Terra, liberada e justa.
Levamos décadas ponhendo-nos o pé mutuamente, acho já chegou a hora de que a mocidade se converta na vanguárdia da esquerda independentista do nosso País, de demonstrar madurez política e pessoal e de criar espaços de confluência, amplos e plurais com um claro projecto de País. Se o conseguimos o futuro será nosso, porque juntos somos invencíveis e poderemos chegar a ser umha verdadeira opçom, umha alternativa para toda a sociedade e nom quedar-nos num mero intento.
- O principal problema que afronta a mocidade chama-se Espanha e todo o que ela implica. Isto é capitalismo e patriarcado. Um país que reprime a quem levanta a voz ante as injustiças, que assassina a travês do seu fanatismo patriótico, que é dócil com os de arriba e duro com as/os de abaixo, que bota às famílias enteiras à rua mediante despejos, que rescata às caixas e pouco faz com quem defrauda a Hacienda, que convirte num parque temático a nossa costa para os turistas, que destrói a Educaçon, a Sanidade, e todos os serviços públicos, que convirte algo que era de todas/os, como a Justiça, num instrumento para ricos e poderosos, um país no que a Igreja segue a ter um peso enorme, que é machista e demonstra-o com leis como a do aborto, que condea a milhares de moças/os a emigrar para buscar-se um futuro... Um país em última instância repressivo, corrupto e que corta as asas da liberdade dos Povos aos que somete.
- Estamos Presos por ser independentistas. Tratamos de afrontar esta situaçon explorando aquelas vantagens com as que contamos e levando e superando da melhor maneira possível os atrancos, impedimentos e limitaçons, que som muitíssimos.
- Detivem o carro e entre seis e oito guardias civís baixárom das suas carrinhas e rodeárom-me obrigando-me a baixar do meu.
Nada mais baixar-me algemam-me com sobrada violência e subem-me a outro carro tapando-me a cara. Conduzem-me a toda velocidade e com as sereias postas até o bairro das Cancelas. De caminho recebo ameaças sobre novas detençons e dim-me que “a caguei”.
Ao chegar sacam-me do seu carro e empurram-me até um quarto continuando com as ameaças. Sigo a estar com a cara tapada e nom saberia dizer quanto tempo passei nessa sala. Depois voltamos ao carro policial e anunciam-me que tenho que ir com eles a registrar a minha casa. Quando chegamos descubrem-me o rostro e já vejo a rua tomada por muitos carros da Guardia Civil. Nesse momento podo ver ao meu irmao que lhe estám a impedir o passo ao começo da rua. Com as minhas chaves abrem o portal e subimos a toda pressa polas escaleiras. Antes de entrar no andar perguntam-me se há alguém dentro, cousa que nom sabia.
Entrárom entre quatro ou cinco guardias civís ao grito de “Guardia Civil” e abrirom todas as portas. Num quarto atopava-se Luzia e escuito que lhe dim “al suelo” repetidas vezes mas nom consego ver nada. Quando a encerram num dos quartos mandam-me passar, registram a casa e em nengum momento me deixam ver a Luzia.
Ao remate do registro saimos correndo e voltárom tapar-me a cara metendo-me num carro que sae mui rápido à altura do Centro Social A Gentalha do Pichel. Nesse momento escuitei berros que polo comentário de “ahí están tus primos” entendia que eram de apoio e ánimo.
Ao levar ums minutos no carro comunicam-me que nos dirigiamos a fazer um registro num monte. Todo este tempo vou com a cara tapada até que chegamos a outro sítio. Tras “passear” um anaco dim que há explosivos e já começárom a dizer-me que a ver “se era umha trampa”, “que se estoupa seria eu o primeiro em morrer”. É por isto que me deixam diante dum de eles para que faga a funçom de “escudo humano”. Namentras outro se achega com cuidado, o resto, junto à secretaria do Julgado, aguardam ao lonje. Umha vez que intuem que nom se trata de umha trampa sacam-me de lá e voltam tapar-me a cabeça e já nom vejo nada do que acontece.
Novamente noto como se achegam a mim para dizer-me “seis años más y ya llevas dieciocho”... e voltamos para as Cancelas. Metem-me nos calabouços e eles registram o meu carro. Quando rematam dim-me que imos para Madrid. Ao subir-me ao carro de novo com a cara tapada tiram-me auga por enriba e acosam-me com perguntas e ameaças. A viagem é agobiante, nom param de golpear-me a cabeça e de zarandear-me.
Durante o trajeto paramos duas vezes, a primeira devido ao mareio que tinha pola situaçom e a segunda “para cumplir com as suas ameaças”. Dim-lhe ao condutor que pare que me vam matar. Ao ir freando o carro abrem um bocado a porta e empurram-me cara ela. Na terceira parada já chegamos à comisaria central de Madrid.
Durante toda a detençom perdim a noçom do tempo polo que nom saberia dizer como fôrom os acontecimentos. Estiverom constantemente levando-me de umha sala para outra com contínuos interrogatórios que rematavam sempre com ameaças por nom respostar às suas perguntas. Eram interrogatórios agobiantes nos que eles já me davam as respostas que queriam escuitar. Empregárom diferentes métodos como o do polícia bom e o polícia mau, chantagens, paternalismos e algum que outro golpe.
Assim foi como decorrérom os três dias de incomunicaçom que se fizérom mais levadeiros pola apariçom do meu médico familiar. Na última noite dixérom-me que prolongariam dous dias mais a incomunicaçom mas finalmente nom foi assim, na manhá, após o derradeiro interrogatório, comunicarom-me que me levariam por fim à Audiencia Nacional.
- No ámbito político convertimo-nos em vítimas mas este nom é o nosso papel. Nom acredito nos “mártires”, somos simplesmente os castigados dum conflito e é ai onde devemos de atuar mantendo a dignidade e trabalhando pola consecuçom social e nacional da Galiza. Com todo, isto nom no imos ganhar desde as cadeias, a luita está nas ruas e isto nom podemos esquece-lo. Nós pouco podemos fazer desde cá, mantemo-nos firmes naquelo que fumos toda a vida, pessoas comprometidas com o País.
- Ao entrar na cadeia atopas-te perdido e tratas de assimilar todo o que está a acontecer. Tivem a sorte de coincidir em Soto del Real com presos bascos e desde o primeiro momento tratarom-me coma um igual, derom-me roupa, assesorarom-me e em todo o que puiderom e ajudarom-me em todo o que lhes pedim, incluso até me derom comida e algum que outro capricho coma bolachas ou Nocilla. A adaptaçom com a sua aportaçom fizo-se milhor, mais levadeira, sobre todo nos primeiros dias onde nom tens contacto com o exterior parece que estás só mas nom é assim. Tratarom-me como dizia antes, como um mais e o respeito que sintem cara o movimento galego é imenso. Como quem di já me estavam esperando para amosar-me todos os intríngulis do módulo. Os bascos com os que estou em Mansilla de las Mulas já estiverom com o ex preso independentista Jose e mais recentemente com Eduardo polo que sabem do nosso caso.
- O Povo tem que compreender que a repressom existe e que estamos a ser julgadas/os polas nossas ideias políticas. Somos presas/os políticas/os e nom imos deixar que se camufle esta realidade. A maneira que temos de fazê-lo é a dum Povo que nom cala e que ansia a liberdade.
- Sobre a dispersom é simplesmente um castigo para as nossas famílias e achegadas/os e isto é inegável. Na Galiza há cárceres suficientes para manter às/aos presas/os políticas/os galegas/os polo que esta escusa nom serve para que nos desloquem a centos de quilómetros. A dispersom também conleva um maior custe e maior perigo, nom podemos obviar a constante crise económica e isto faz que seja mais complexo viajar. Também existe o risco de acidente como já aconteceu em algumha ocasiom e do que os únicos responsáveis som os que imponhem a atual política de dispersom. Além disto, cá dentro “tortura-nos” estar pensando se a viagem foi bem e se nom houvo problemas, etc.
Qualquera pessoa pode levar umha situaçom semelhante com dignidade se tem as suas ideias claras. Cá o que buscam é precisamente isso, arrebatar-che as ideias, negar que somos presas/os políticas/os, humilhar-te. Simplesmente mantemos a força e raiva que tínhamos na rua para nom deixar-nos pisar mas nom somos diferentes a ninguém, temos as ideias claras e somos coerentes com os nossos princípios.
O que demonstra a nossa juventude é que somos nós, a mocidade, o motor dumha sociedade, dum ideário; temos que conquistar o nosso futuro que pinta muito preto mas as/os boas/bons e generosas/os saberemos aparcar as nossas diferências e subir todas/os ao mesmo carro com o fim de construir um futuro na nossa Terra, liberada e justa.
Levamos décadas ponhendo-nos o pé mutuamente, acho já chegou a hora de que a mocidade se converta na vanguárdia da esquerda independentista do nosso País, de demonstrar madurez política e pessoal e de criar espaços de confluência, amplos e plurais com um claro projecto de País. Se o conseguimos o futuro será nosso, porque juntos somos invencíveis e poderemos chegar a ser umha verdadeira opçom, umha alternativa para toda a sociedade e nom quedar-nos num mero intento.
- O principal problema que afronta a mocidade chama-se Espanha e todo o que ela implica. Isto é capitalismo e patriarcado. Um país que reprime a quem levanta a voz ante as injustiças, que assassina a travês do seu fanatismo patriótico, que é dócil com os de arriba e duro com as/os de abaixo, que bota às famílias enteiras à rua mediante despejos, que rescata às caixas e pouco faz com quem defrauda a Hacienda, que convirte num parque temático a nossa costa para os turistas, que destrói a Educaçon, a Sanidade, e todos os serviços públicos, que convirte algo que era de todas/os, como a Justiça, num instrumento para ricos e poderosos, um país no que a Igreja segue a ter um peso enorme, que é machista e demonstra-o com leis como a do aborto, que condea a milhares de moças/os a emigrar para buscar-se um futuro... Um país em última instância repressivo, corrupto e que corta as asas da liberdade dos Povos aos que somete.
- Estamos Presos por ser independentistas. Tratamos de afrontar esta situaçon explorando aquelas vantagens com as que contamos e levando e superando da melhor maneira possível os atrancos, impedimentos e limitaçons, que som muitíssimos.
lunes, 29 de diciembre de 2014
Escrito de abogado
Benet Salellas i Vilar, abogado de Carlos Calvo Varela hace público el siguiente comunicado:
Ante la difusión en los últimos días de un correo electrónico enviado de forma abierta a varias personas y entidades y colectivos con un enlace a una página web hospedada en la red Tor y que dice llamarse A Fouce, VOZ DA RESISTÊNCIA GALEGA, nos vemos en la obligación de dejar claros públicamente ciertos aspectos referentes a la persona de Carlos Calvo. En esa web, que desconocemos quien promueve, entre otras cosas se dice que esa página es un “portavoz de la Galicia clandestina” para “alentar el hermoso combate armado del pueblo gallego contra España”. Dicha web incluye una fotografía de Carlos, que enlaza directamente con la página web abierta de Ceivar, y llama a contribuir económicamente de forma discreta y anónima a través de Bitcoin, incluyendo consejos de cómo no dejar rastro de dichas acciones delictivas, para mantener estructuras clandestinas y poder aumentar lo que dicen que es una situación de lucha armada en Galicia.
Ante tal esperpento y ante la aparición de la fotografía de Carlos en dicha página, queremos aclarar:
Carlos Calvo es una persona gallega, independentista, que fue detenido en septiembre de 2012 bajo acusación de tenencia de explosivos y pertenencia a Resistencia Galega. Desde esa fecha está preso, actualmente en la prisión de Topas (Salamanca). Una sentencia de la Audiencia Nacional lo condenó de forma provisional en mayo de 2014 a 12 años de prisión por los supuestos cargos mencionados.
En todo este tiempo, Carlos, ampliamente conocido por sus textos y escritos públicos y por su labor periodística, filosófica y antropóloga, entre otras muchas cosas, nunca ha aceptado que perteneciese a ningún grupo ni forma de organización llamado Resistencia Galega, léase en mayúsculas o en minúsculas. En estos dos años y tres meses que lleva defendiéndose con todos los recursos posibles de la injusta situación en la que vive, siempre ha insistido en su negativa de pertenecer a ningún grupo que defienda la lucha armada y así lo ha reiterado no solo ante el juez y en la prisión, sino en todas sus manifestaciones, escritos públicos y cartas.
Es por este motivo que pedimos que se retire inmediatamente la imagen de Carlos de webs que alientan posibles y oscuras acciones nada deseadas para Galicia. Carlos nunca ha autorizado la difusión de su imagen ni de forma singular ni tampoco como apoyo a colectivo de presos alguno ni a manifiesto de ningún tipo. Entiende que en estos más de dos años se ha hecho una utilización interesada y una manipulación por parte de diferentes entidades de su situación como preso para fines con los que no está de acuerdo en absoluto.
Es por eso que, aprovechando este texto aclaratorio relativo a la web A Fouce, le pedimos también a Ceivar y a Que Voltem para a Casa, después de dos años y tres meses sufriendo sus manipulaciones y permaneciendo callados, que dejen de utilizar la imagen y el caso de Carlos en sus propagandas y en sus acciones y medios de difusión. Carlos nunca ha dicho que pertenezca al llamado Colectivo de Presos Independentistas Galegos, ni está siendo defendido por un abogado de Ceivar, ni recibe ningún dinero del que recaudan, tampoco nos parecen de recibo acciones que dicen ser de solidaridad pero que nunca se le han consultado a él y en las que no han participado ni su familia ni la mayoría de amigos más próximos. Con esto queremos dejar claro que agradecemos enormemente las muestras de apoyo de numerosas personas que a nivel individual y colectivo han hecho en todo este tiempo, luchando por se haga la luz en el caso de Carlos y porque termine la situación de injusticia que padece y la vulneración de derechos a la que está sometido, entre otras, la dispersión penitenciaria, el régimen de aislamiento y una condena judicial para nada proporcional ni ajustada a la verdad. Pero no por eso, y porque muchas personas hayan actuado de buena fé, podemos consentir que se sigan manipulando e imponiendo estrategias dictadas e inventadas no sabemos por quien, que solo llevan a un mayor sufrimiento y problemas desde el punto de vista individual y colectivo.
Carlos siempre ha sido una persona a la que le gusta dejar las cosas claras y por eso publicamos este texto para que todo el mundo pueda conocer la realidad. Animamos a toda la sociedad a reclamar la libertad de Carlos, el cumplimiento de los derechos humanos, y a que se haga verdadera justicia, pero no dirigida por agentes con los que no tenemos nada que ver.
viernes, 26 de diciembre de 2014
Concentraciones en apoyo presos
Se celebran diversas concentraciones pidiendo se cumplan las reivindicaciones del Colectivo de presos independentistas gallegos (CPIG). Según un comunicado, estas son:
1- Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
2- Fim da política de dispersom penitenciária.
3- Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
4- Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
5- Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns
1- Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
2- Fim da política de dispersom penitenciária.
3- Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
4- Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
5- Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns
sábado, 6 de diciembre de 2014
Manifiesto independentista
Con motivo de la celebración el 6 de diciembre del día de la Constitución española, varias organizaciones y colectivos independentistas gallegos suscriben el siguiente manifiesto:
6D Galiza nom tem nada que celebrar
Pola independência nacional
Contra a Constituiçom espanhola
Contra a ‘Segunda Transición’
Neste 6 de dezembro, o regime celebra na Galiza o 36º aniversário do referéndum de 1978 em que aprovara a sua Constituiçom. Justo é rememorar agora que naquela altura o povo galego virou maioritariamente as costas ao projeto, apoiando-o apenas 44% do recenseamento eleitoral. Em idêntica situaçom de ilegitimidade encontrou-se tempo após o atual Estatuto de Autonomía, que apesar de contar com a promoçom das principais forças e poderes políticos, empresariais e financeiros espanhóis, foi recebido em 1980 com umha fria abstençom geral e o voto afirmativo de tam só 20% das eleitoras e eleitores galegos.
No entanto, Constituiçom espanhola e Estatuto de Autonomía som desde entom, apesar desta congénita falta de legitimidade democrática, as pedras angulares da arquitetura institucional espanhola na Galiza.
Agora que se cumprem 36 anos da implementaçom deste quadro legal contamos com a experiência coletiva necessária para certificarmos que as prediçons que no seu dia figeram o nacionalismo e o independentismo galegos foram acertadas. O tempo verificou de modo incontestável que a operaçom político-económica baptizada como Transición Española foi umha fraude colossal contra este país e os princípios mais elementares da democracia. O seu único fim era perpetuar os traços básicos do regime chantado na Galiza com as armas e o Genocídio desde 1936, isto é, a subordinaçom político-económica ao Estado espanhol, a vulneraçom do direito de autodeterminaçom, a desmobilizaçom e desestruturaçom da sociedade galega e a preservaçom na Galiza dos privilégios da oligarquia espanhola e as suas instituiçons associadas -monarquia, Igreja Católica, Exército, etc.-.
36 anos após aquel referéndum fraudulento aprofundou-se e agravou-se ao limite a dependência do país e os sintomas negativos a ela associados: desemprego e emigraçom estruturais, empobrecimento crescente da populaçom apesar de sermos umha naçom rica em recursos, sobre-exploraçom da força de trabalho, espólio e degradaçom do território e dos recursos energéticos, biológicos e minerais, avelhentamento demográfico e éxodo da mocidade, involuiçom legal e social nas conquistas das mulheres, retrocesso permanente da presença social da língua e a cultura próprias, etc. Todo sob a manto protetor e promotor da direita neofranquista e clientelar, que fijo do extermínio do país a sua missom histórica. A experiência constatou que o genocida Francisco Franco dizia a verdade quando assegurou que o regime espanhol que o sucederia estaria atado y bien atado.
Sob este quadro constitucional, e no marco das luitas políticas e sociais dos últimos 36 anos, centenas de galegas e galegos fôrom, e som, retaliados, espancadas, multados, detidas, encarcerados e mesmo torturadas a maos das Fuerzas de Seguridad del Estado.
Hoje, com o Estado espanhol devorado pola corrupçom e submetido a umha tripla crise de modelo territorial, de modelo económico-produtivo e de legitimidade, os poderes fáticos aprestam-se para reeditar com novas modalidades a fraude perpetrada em 1978. Falam, de fato, de Segunda Transición Española. Como daquela, pretendem mudar algo para que todo continue na mesma, reproduzindo o espólio do povo e do território com as sequelas conhecidas. Contam nesta tarefa com a cumplicidade ativa, e imprescindível, da auto-denominada esquerda federalou esquerda ruturista espanhola, que igual que figeram PSOE e PCE na altura se oferecerám para dar à operaçom a necessária pátina de legitimidade. Como daquela, também, o regime reserva a repressom e a persecuçom para quem denunciem e enfrontem estrategicamente esta fraude que se prepara.
Nesta conjuntura, com umha aceleraçom dramática dos processos de exploraçom social e perda de auto-reconhecimento e capacidade de decisom como naçom, com um povo sob estado de choque e umha confusom notável na direçom do nacionalismo hegemónico a respeito do caminho a seguir, as forças políticas e setoriais independentistas galegas abaixo assinadas queremos proclamar alto e claro três questons ao do presente:
1ª Hoje, quando se fragua a Segunda Transición Española, a única via possível para abordar com vocaçom de superaçom definitiva as problemáticas sócio-económicas, laborais, ambientais, identitárias, etc. que aqueixam o povo galego segue a ser separarmo-nos definitivamente de Espanha e conquistar a plena soberania política, isto é, a independência nacional e a constituiçom do nosso próprio Estado ao serviço da maioria social do país. Toda folha de rota que persiga o “encaixe” ou a “integraçom harmónica” da Galiza em Espanha situa-se, objetivamente, ao serviço da oligarquia.
2º Qualquer quadro jurídico-político constitucional espanhol é a garantia da perpetuaçom da situaçom atual. Neste sentido, queremos explicitar que a eventualidade da participaçom de forças nacionais galegas num futuro processo de reforma da Constituiçom espanhola ou do Estatuto de Autonomía suporia retornar sobre umha via morta, que nega o direito de autodeterminaçom, e trair o processo de liberaçom nacional. Espanha é a nossa ruína, efetivamente, sabemo-lo, à margem do regime político que postule para perpetuar a nossa dependência.
3º Os setores populares nacionalistas, independentistas e soberanistas e o conjunto deste povo enfrentaremo-nos em breve, quando o regime inicie a reestruturaçom programada, a um dilema estratégico entre impulsionar a meio e longo prazo um conflito político e um processo independentista de massa rumado à definitiva rutura com Espanha, ou a cumplicidade com a sua readpataçom cosmética. As e os independentistas tendemos as nossas maos a todos os setores populares dispostos a enfrentar a fraude em curso da Segunda Transición Española e por proa sem ambigüidades, sem duplos jogos e com honestidade face a conquista da plena capacidade de decisom e a independência como povo.
Denantes mortos e mortas que escravos!
Viva Galiza ceive, socialista e antipatriarcal!
Independência e socialismo!
Agir
Briga
Causa Galiza
Ceivar
Coletivo Nacionalista de Marim
Mulheres Nacionalistas Galegas
NÓS-Unidade Popular
Partido Comunista do Povo Galego
viernes, 5 de diciembre de 2014
Incidentes en pleno ayuntamiento Baralla
Durante la celebración de un pleno en el ayuntamiento de Baralla se producen momentos de tensión después de que Ximena González (concejala del BNG) hiciese una referencia crítica al Partido Popular (PP). Le contestó la concejala popular Carmen Carballo, que le afeó el que llevara una camiseta con el lema «Ilegalizar ao PP» y después el portavoz del PP, Rosendo Fernández mostró una foto en la que aparecía Ximena junto a Raúl Agulleiro, un estudiante detenido por su posible vinculación con Resistencia Galega.
Tras enseñar la foto a los presentes, se organizó un escándalo con gritos e imprecaciones en medio del cual se oyó a Fernández decir algo así como «defendendo a un terrorista». La concejala nacionalista explicó que la foto era de un acto de una plataforma de defensa de los derechos de los presos y que ella «non son responsable do que esa xente faga despois na súa vida persoal e política».
viernes, 28 de noviembre de 2014
Concentraciones de apoyo a presos
Pequeñas concentraciones en apoyo de las reivindicaciones tradicionales del Colectivo de presos independentistas gallegos (CPIG):
1- Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras/os políticas/os.
2- Fim da política de dispersom penitenciária.
3- Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
4- Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
5- Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns.
1- Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras/os políticas/os.
2- Fim da política de dispersom penitenciária.
3- Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
4- Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
5- Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns.
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